ORIGEM
da FAMILIA ARANTES
Aníbal de Almeida
Fernandes. 13o
neto
de João de Arantes e 5o
neto
de Antonio de Arantes Marques,
Patriarca
do
Tronco
Arantes-Aiuruoca, MG, Janeiro, 2008.
1)
João de Arantes, o 1o Arantes, no
Século XV, Portugal.
A
pesquisa
do
engenheiro
lisboeta,
Eduardo de Arantes e
Oliveira,
descrita no
trabalho
Nantes
ou
Anantes
ou
Danantes (que
hoje
he Arantes)
que
está registrada na pg. 1024 do
Livro
da
Família
Arantes
de Américo Arantes
Pereira,
serve de
base
para
este
resumo
da
Origem
dos Arantes.
A
pesquisa
identifica o
primeiro
Arantes
que
está registrado no
Nobiliário
“Coleção
de
Memórias
Genealógicas”, (2º
volume),
manuscrito
nº 876 do
Arquivo
Distrital de Braga, de autoria do
Padre
Marcelino
Pereira
que
viveu no
século
XVIII,
era
ele:
João de Arantes
que,
no
século
XV,
era
João de Nantes e ficou
assim
até
D. João IV, o
Restaurador
(1604-1656), 21o
Rei
de Portugal.
Depois
o
sobrenome
mudou
para
D’Anantes. Na
segunda
metade
do
século
XVII o
sobrenome
passa
a d'Arantes,
ou
de Arantes,
forma
moderna
sob
a
qual
passará a
ser
escrito
e o é,
até
hoje.
O
sobrenome
acompanha a
evolução
do
nome
desse
lugarejo
do
Conselho
de
Chaves,
Vila
que
pertencia à
Casa
dos
Duques
de Bragança. João de Arantes
era
c.c.
Genebra
de
São
Payo,
eles
aparecem
juntos
oficialmente
no
Arquivo
Distrital de Braga,
numa
escritura
feita
a 16/02/1509
relativa
ao aprazamento do
casal
de Remonte
sito
na
freguesia
de Arentim.
João de
Arantes
nasceu,
cerca
de 1460,
sob
o
reinado
de Afonso V, 1432-1481, 12o
Rei
de Portugal e,
conforme
a
carta
oficial
de nomeação documentada, foi nomeado a 02/01/1488
“Condestável
dos Espingardeiros do
Reino"
(o
que
equivale a
Ministro
da
Guerra),
no
turbulento
reinado
de D. João II (filho
de Afonso V)
de
quem
foi
Cavaleiro
da
Casa
Real.
D. João II, 1481-1495, 13o
Rei
de Portugal, o
Príncipe
Perfeito,
(que
teria servido de
modelo
para
Maquiavel ao
escrever
O
Príncipe),
que
assina o
Tratado
de Tordesilhas a 7/6/1494 e é o
maior
incentivador da 1ª
ação
globalizante da
humanidade,
o
Ciclo
das
Descobertas
Marítimas,
ele
é considerado o
Grande
Rei
de Portugal,
pois
quando
sobe ao
trono
trata
de
fortalecer
o
poder
real
aliando-se à
burguesia
mercantil
de Lisboa e irritando a
alta
nobreza portuguesa
que
procura
aliança
com
a Espanha.
Entre
eles,
seu
primo
D. Fernando II, 3o
Duque
de Bragança,
o
maior
e
mais
rico
senhor
de
terras
de Portugal,
Castela,
Navarra e Aragão
que,
por
essa
atitude,
é degolado
em
Évora
em
1483, a
mando
de D. João II,
que
confisca
para
a
Coroa
os
bens
da
Casa
de Bragança, a
mais
opulenta
de Portugal. Os Bragança fogem
para
Castela,
procurando a
proteção
da
rainha
Isabel (a
rainha
que
financiou Cristóvão Colombo na
descoberta
da América
em
1492),
e
só
voltam
em
1497
após
a
morte
de João II,
quando
D. Manoel I,
que
era
tio
de D. João II e
irmão
de D. Afonso V, assume o
trono
e restitui os
bens
da
Casa
de Bragança a D. Jaime,
filho
de D. Fernando II,
que
se
torna
o 4o
Duque
de Bragança.
João de
Arantes,
o 1o Arantes, foi o
Senhor
da
Quinta
de Romay
(o
Padre
Marcelino
Pereira
cita o
Livro
do
pão
que
se pagava ao
Cabido
de Braga
para
provar
que
os Anantes/Arantes eram
senhores
da
Quinta
de Romay)
que
pertencera à
Casa
de Castro
que,
como
diz o
Marquês
de Montebello, "era
o
solar
de
que
todos
os
reis
da Europa descendem".
O
nome
Romay vem do
Conde
D. Romão,
filho
ilegítimo
d’El
Rey D. Fruella e
neto
d´El
Rey D. Afonso, o
Católico,
no
século
VIII,
Reis
das Astúrias.
Nós
ficamos sabendo pelas
Notas
do
Marquês
de Montebello ao
Nobiliário
do
Conde
D. Pedro,
que
a
Quinta
de Romay
veio
para
a
Casa
dos
Machados,
pela
mãe
de
Vasco
Machado,
Dona
Mayor Mendes de Vasconcelos e
que
o
aforamento
do
senhorio
da
Quinta
de Romay
a João de Arantes pode
significar
uma
compensação
pela
transferência
da
Quinta
de Nantes ao
ramo
primogênito
e, nesse
caso,
os Arantes poderiam
estar
ligados aos
Machados,
que
tem
origem
no
Cavaleiro
D. Mem Moniz de Gandarei
conquistador
de Santarém, (onde
está enterrado Pedro Álvares Cabral)
que
tomou essa
vila
aos
mouros
rompendo
com
um
machado
as
portas
da
cidade
vindo, desse
jeito,
aos
descendentes
o
apelido
de
Machado.
Os
Machados
eram:
Senhores
de Nantes, do
Solar
dos Vasconcelos, da
Torre
de Geraz, de Cávado,
Riba
de Vizela,
Passo,
Pinho,
Senhores
da
Casa
de Castro e
Senhores
de Matosinhos.
Portanto,
é
possível
concluir
com
certeza
que
João de Arantes
era,
ele
próprio,
nobre
por
ser
um
Cavaleiro
Fidalgo
de
sangue
e
espada,
Senhor
da
Quinta
de Romay e Morador da
Casa
Real.
Atenção
primos
Arantes:
em
relação
a todas as
famílias
brasileiras
que
eu
pesquisei
nos
registros
do Pedro Taques e do Silva
Leme,
nenhuma
outra
família
descrita
começa
com
um
Condestável,
Morador da
Casa
Real,
e todas essas qualificações
são
sinais
inequívocos
de nobreza e
tudo
isto
com
significativa
antiguidade
já
que
aconteceu
em
pleno
século
XV,
ou
seja,
antes
da
descoberta
do Brasil.
Faço
um
enquadramento
histórico
para
facilitar
a
compreensão
da
posição
social
de João de Arantes,
Morador
da
Casa
Real
e
Senhor
da
Quinta
de Romay,
o
que
lhe
dá nobreza, numa monarquia
absoluta
regida
pela
lei
estamental
onde
o
Rei
é
dono
de
tudo
e de
todos
e dele depende
toda
a
vida
social
do
reino
que
é
Sua
Casa.
Eu
comparo esta
importante
origem
do 1o Arantes no séc. XV
com
a
origem
da
família
Real
da Suécia no séc. XIX, uma
vez
que
o
atual
Rei
Sueco descende de
um
General
de Napoleão Bonaparte chamado Bernadotte (que
era
casado
com
Desirée Clary,
filha
de
um
comerciante
de Marselha,
que
fora
noiva
de Napoleão e
era
irmã de da
mulher
de José Napoleão
que
foi o
rei
imposto
à Espanha
por
Napoleão,
irmão
de José),
que
foi chamado
pelos
suecos
para
ser
Rei
da Suécia
para
agradar
Napoleão.
Tudo
isto
aconteceu no
início
de 1800,
ou
seja,
mais
de 300
anos
após
o
nosso
avô
João de Arantes
já
ser
Condestável,
Fidalgo
de
sangue
e
espada,
Morador da
Casa
Real
e
Senhor
de Romay.
Mais
um
detalhe,
os
pais
e avós deste Bernadotte eram camponeses.
2) 3
Troncos
no Brasil
que
descendem de João de Arantes,
através
de
Domingo
Arantes
Domingos
de Arantes,
b. 30/07/1693, 6o
neto
de João de Arantes.
Casado
a 06/08/1719 na
freguesia
do
Souto,
com
Josefa Marques b. 18/03/1699,
pais
de 10
filhos:
Maria (1720),
Helena
(1722), João (1724),
Domingos
(1726), Domingas (1729), José (1730), Manuel (1732), Francisco (1734),
Antonio (1738), Jerônimo
(1741). Destacaremos
apenas
Maria, João e Antonio (Capitão
Mor).
Tronco
Arantes-Cunha, RJ,
descende
de Maria,
nascida
a 11/08/1720, 1º
filho
de
Domingos,
ela
não
veio
para
o Brasil.
O
seu
neto,
João Manoel de Souza Arantes, 9o
neto
de João de Arantes,
que
é
filho
de Francisco de Souza e de Elena Martins Arantes
que
é
filha
de Maria. João Manoel
veio
para
o Brasil
com
D. João VI, recebeu a 1/9/1809
carta
para
exercer
a
Arte
da
Cirurgia
no
Reino,
radicou-se
em
Cunha
e mudou-se
para
Queluz
em
1820. Casou-se
com
Lauriânia
Constância
de
Oliveira.
Tronco
Arantes-Formiga, MG,
descende
de João, o
Patriarca
do
Tronco
Arantes-Formiga,
nascido a 25/4/1724, 3º
filho
de
Domingos
e 7o
neto
de João de Arantes.
Ele
veio
para
o Brasil,
não
se sabe a
época,
e foi
dono
da
sesmaria
Serra
de Piumhy
(Códice
156-160 do
Arquivo
Público
Mineiro)
próximo
a
Formiga.
Casou-se
com
Margarida
Maurícia do
Sacramento,
nascida
na
Vila
de
São
José, e falecida
em
1748. Tiveram 7
filhos
que
são
8os
netos
de João de Arantes:
Tronco
Arantes-Aiuruoca, MG,
descende
do
Capitão
Mor,
Antonio de Arantes Marques, o
Patriarca
do
Tronco
Arantes Aiuruoca,
nascido a 17/7/1738 f. a 17/05/1801, sepultado a 18/5/1801 na
antiga
Matriz
de Aiuruoca, 9º
filho
de
Domingos
e 7o
neto
de João de Arantes.
Ele
veio
para
o Brasil
fundou a
fazenda
Conquista,
no
século
XVIII,
em
Aiuruoca, MG. Casou-se
com
Ana
da
Cunha
de
Carvalho,
que
é
filha
do
Coronel
Antonio da
Cunha
Carvalho
e de Bernarda Dutra da
Silveira,
esta
natural
de Barbacena,
filha
de Francisco Furtado Dutra,
açoriano
da
Ilha
do Fayal, nascido
cerca
de 1700, e de Florência Francisca das
Neves,
descendente
de Baltazar de
Moraes
de
Antas,
que
veio
para
o Brasil
em
1556
trazendo
Carta
de Nobreza
passada
perante
o
Juiz
de Mogadouro a 11/09/1579 e fez essa
carta
ser
reconhecida
perante
o
Ouvidor
Geral
da Bahia, Cosme Rangel de Macedo. Esta
carta
está registrada
nos
Títulos
1530-1805 do