FUNDADO EM 1977 - DIRETOR GERAL: CLAUDIO FORTES

 

ANÍBAL DE ALMEIDA FERNANDES

 

 

 

AVELLAR E ALMEIDA

Barão de AVELLAR E ALMEIDA, a 7/1/1881, foi Laurindo de Avellar e Almeida.

Era Comendador da Real Ordem de Cristo de Portugal.

Adenda

Colaboração de José Roberto de Vasconcellos Nunes pesquisador, coordenador e criador da lista de genealogia    

Gen-Minas@yahoogrupos.com.br e de Aníbal de Almeida Fernandes, pertencente à família Avellar e Almeida, www.jbcultura.com.br

Barão de Avellar e Almeida, Laurindo de Avellar e Almeida, nascido a 5/12/1849 em Vassouras, e falecido a 25/11/1902, no Rio de Janeiro. Filho de José de Avellar e Almeida, Barão do Ribeirão (1867) e de Ana Barbosa de Sá, filha de Francisco Rodrigues Alves, a quem, a 6/10/1782, foi concedida a sesmaria de Vassouras e Rio Bonito onde, a partir de 1792, ele á plantava café, era irmã do 1o Barão de Santa Justa, (1866), era tia, do 2o (1876) e do 3o Barão de Santa Justa (1886), da Baronesa de Meneses, da Baronesa de Santa Fé, e da Viscondessa de Ibituruna. O Barão de Avellar e Almeida é neto de Manoel de Avellar e Almeida, patriarca da família Avellar e Almeida de Vassouras, é bisneto de Manoel Coelho de Avellar. O Barão trabalhou intensamente para o progresso de Vassouras. Foi acionista da Companhia Ferro Carril Vassourense; colaborou para a melhoria da Estrada Vassouras-Massambará, junto com os seus irmãos, o Barão de Massambará (1867) e o Visconde de Cananéia (1881). Foi um dos fundadores do Partido Republicano de Vassouras, ocorrido em junho de l888, em virtude de seu descontentamento com o Governo do Império pela promulgação da Lei Áurea, que libertou os escravos no Brasil. Vereador à Câmara Municipal de Vassouras na legislatura iniciada em 1894. Casou, em primeiras núpcias, com sua sobrinha Laurinda de Avelar Werneck, filha de Inácio José de Sousa Werneck e de Bernardina de Avelar e Almeida, sua irmã. Tiveram uma filha: 1o) Laurinda. O Barão casou-se em 2as núpcias com Maria José de Avelar, sua sobrinha, filha de José de Avellar e Almeida Jr. e de Maria Cândida Botelho, sem geração. Casou-se em 3as núpcias com Maria Ursulina Peçanha da Silva, filha de Antonio José da Silva, Capitão de mar e guerra honorário e de Carolina de Azevedo Peçanha. Tiveram 5 filhos: 2o) Elvira; 3o) Raul; 4o) José; 5o) Maria da Glória; 6o) Alice.

Mais adendas

Foto da Baronesa Maria Ursulina Peçanha da Silva (3a esposa do Barão)

Fonte:Anuário Genealógico Brasileiro, vol.VII, 1945, pág. 183

 

BRASÃO de AVELLAR e ALMEIDA

BRASÃO DE ARMAS: Em campo de ouro, uma banda de góles, carregada de três estrelas de prata de cinco raios, entre um cafeeiro de sua cor e frutos de góles, à sinistra, e uma abelha de sua cor à destra. DIVISA: Virtute et Honore.

Correção Heráldica

Colaboração de Paulo Marcelo Rezzutti

http://www.bazardaspalavras.com.br

Sendo de cinco raios as três estrelas que carregam a banda, não é necessária a indicação de tal número. As mesmas estrelas, de acordo com o desenho, estão postas em pala, e alinhadas na banda, mas, segundo a descrição, a sua posição no desenho deveria corresponder à inclinação daquela peça.

INTERPRETAÇÃO

Este Escudo de Armas deriva diretamente do Brasão da família AVELAR nas cores e estrelas.

A “Banda”, diagonal vermelha, representa trabalho árduo, que se confirma na “Abelha”, à direita, simbolizando “Operosidade”.

O Cafeeiro mostra a atividade do Barão: fazendeiro de café, como toda a família Avellar e Almeida, que tem mais 6 titulares: Barão do Ribeirão, Barão de Massambará, Barão e Visconde de Cananéia, 2o Barão do Rio das Flores e a 1a Baronesa do Rio das Flores e a Baronesa de Werneck.O casal tronco é Manoel de Avelar e Almeida e Susana Maria de Jesus radicados em Vassouras, RJ.

A divisa em latim significa: Virtude e Honra que é a afirmação dos valores sociais da época.

 

ENFOQUE HISTÓRICO

Nos 67 anos do Império, (o 1o Reinado: 1822-7/4/1831 e o 2o Reinado: 1840-15/11/1889), foram concedidos 1.211 títulos nobiliárquicos, para 986 Titulares assim distribuídos:

Duques: 3     Marqueses: 47     Condes: 51     Viscondes: 235     Barões: 875

Foram agraciados prioritariamente os fazendeiros, depois os ocupantes de cargos públicos, os comerciantes, os negociantes e, por fim, os intelectuais e capitalistas.

Foram registrados 238 brasões, dos quais apenas 5 contém o cafeeiro, os Barões de:

           Avelar e Almeida, Bemposta, Vargem Alegre, Silveiras e Visconde de Aguiar Toledo.

Outros 18 brasões contém apenas o ramo de cafeeiro: Boa Vista, Castelo, Goiânia, Guaribú, Parayba, Ipojuca, Lorena, Santa Justa, São Luiz, Almeida Ramos, Serro Formoso, Vila Flor, Santa Fé, Japaratuba, Barra Mansa, Ariró, Santa Clara, Tymbohy.

Fontes: Anuário Genealógico Brasileiro, Anos: I, II, III, IV, VI, VII e IX;

             Titulares do Império, Carlos Rheingantz, 1960;

             Primeiros Povoadores de Vassouras, Francisco Klors Werneck;

             As Barbas do Imperador, Lilian Schwarcz, 1996.

 

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