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1º BARÃO DE
CAJURÚ
1º
Barão
de CAJURÚ, a 30/6/1860, João Gualberto de
Carvalho
Era
Comendador
da
Real
Ordem
de
Cristo
e da Imperial
Ordem
da
Rosa.
Colaboração:
Aníbal de Almeida Fernandes: 4o
neto
do 1o
Barão
de Cajurú, Janeiro de 2008.
e Flávio Mário de
Carvalho
Junior: 3º
neto
do 1º
Barão
de Cajurú.
Comendador
da
Real
Ordem
de
Cristo
e,
em
1849, da Imperial
Ordem
da
Rosa,
Tenente
Coronel
da
Guarda
Nacional
e
era
Juiz
de
Paz.
O 1º
Barão
de Cajurú, João Gualberto de
Carvalho,
nasceu
em
1797 e foi
batizado
neste
mesmo
ano,
na
Paróquia
de
São
João d´El
Rei,
MG, tendo
por
padrinhos
o
Reverendo
Gonçalo Corrêa de
Carvalho
e
sua
tia-paterna,
Ana
Maria Duarte
(Também
conhecida
como
Ana
Maria de
Carvalho
ou
Ana
do Angaí,
nascida
e
batizada
na
Freguesia
dos
Prados,
termo
da
Vila
de
São
José,
filha
legítima
de Caetano de
Carvalho
Duarte e de Catarina de
São
José. Casou aos 06-05-1762 na
Capela
de
São
Miguel do Cajurú
com
José Garcia Duarte,
então
com
21/22
anos,
filho
de João Garcia Duarte e Antonia Maria da Boa
Nova).
João Gualberto
era
filho
de Caetano de
Carvalho
Duarte
Filho
e de
Ana
Maria Joaquina (filha
de Estácio da
Costa
e Felicia Tereza de Jesus).
Neto
paterno
de Caetano de
Carvalho
Duarte,
natural
de
São
Miguel de
Silvares,
Arcebispado
de Braga
que
é o
Patriarca
do
Tronco
Carvalho
Duarte-Cajurú
casado,
a 3/11/1737,
com
Catarina de
São
José
que
é
filha
de Manoel Gonçalves da Fonseca e de Antonia da
Graça,
(uma das 3
Ilhoas de
Minas
Gerais),
radicados
em
São
João d´El
Rei,
em
1723, e
naturais
da
Freguesia
de
Nossa
Senhora
das
Angústias,
Vila
de
Horta,
Ilha
Faial, Açores.
João Gualberto,
ainda
moço,
transferiu-se
para
a
região
de Aiuruoca
onde,
em
1821, foi eleito
Mesário
da
Irmandade
do
Santíssimo
Sacramento.
Cerca
de 1819, casou-se
com
Ana
Inácia Conceição
Ribeiro
do
Vale,
nascida
a 24/8/1804 e
batizada
a 02/9/1804 na
Capela
de
Madre
de
Deus,
filha
de Inácio
Ribeiro
do Valle (1783-1853) e de
Ana
Custódia
da Conceição (1788-1839),
neta
de Felisberto
Ribeiro
do Valle radicado
em
Andrelândia,
bisneta
de Antonio
Ribeiro
do Valle, radicado
em
Andrelândia,
trineta
de André do Valle
Ribeiro,
nascido
em
1688, Braga, Portugal e falecido
em
São
João d’El
Rei,
em
1720,
onde
foi
membro
da
Câmara
em
1719, é o
Patriarca
da
família
Ribeiro
do Valle e foi
casado
com
Tereza de
Moraes
nascida
em
São
Paulo.
Conforme
o
testamento
da
baronesa
o
casal
teve
nove
filhos
vivos
que
são
os
seguintes:
1o) Maria Brazilina da
Conceição, bat, 29/08/1826,
casada
com
Capitão
Manoel Teodoro
Pereira,
pais,
entre
outros, do Cel. Ignácio
Pereira de
Carvalho c.c. Emerenciana Diniz
Junqueira Monteiro de
Barros;
2o) Militão Honório de
Carvalho,
bat. a 10/5/1823, 2o
Barão
de Cajurú (Dec. 1889)
casado
em
1853
com
sua
prima-irmã Maria
Cândida,
filha
do 1o
Barão
de
Cabo
Verde
(Dec. 1881); 3º)
Ana
(tem
o
mesmo
nome
Ana,
que
a
mãe,
a avó
paterna,
a avó
materna
e a bisavó
materna)
casada,
em
1as
núpcias,
com
Joaquim
Carvalho
de Arantes, bat.
em
Aiuruoca/MG,
que
é 6o
filho
de Manoel Rufino de Arantes c.c.
Ana
Joaquina de
Carvalho
e,
em
2as
núpcias,
com
Joaquim Alves Gomes, 4o) Libânia Jesuína
Carolina,
casada
com
seu
primo-irmão, Antonio Belfort de Arantes,
Barão
de Arantes (Dec. 1879) e
Visconde
de Arantes (Dec. 1888),
filho
do 1o
Barão
de
Cabo
Verde
(Dec. 1881); 5o) Inácio Caetano de
Carvalho
casado
com
Ana
Tereza Vargas,
donos
da
fazenda
Santa
Tereza
em
Volta
Redonda,
RJ; 6o) João Pedro de
Carvalho
(*6/10/1836-+26/8/1889)
casado
com
Maria Isabel Marques
Ribeiro,
(fal. 1903), os 2 estão enterrados na
fazenda
Sant’Anna,
em
Quatis,
RJ; 7o) Guilhermina,
nascida
a 16/6/1838,
casada
com
Eduardo
Pereira
da Silva (1824-1881),
Barão
de
São
João d´El
Rei
(Dec. 1871),
pais
de 8
filhos:
Maria, João Gualberto
Pereira da Silva, nascido a 9/7/1861,
Francisco, Eduardo, Guilhermina, José, Maria José, Esther;
8o),
Custódio
Ribeiro
de
Carvalho
(*1839-+16/5/1918) 1º c.c. Francisca de Rezende e 2º c.c. Maria da
Glória
Fonseca, 9o) José
Ribeiro
de
Carvalho
(*21/5/1848-+6/71896),
casado
com
Luisa
Leite
Ribeiro.
Atenção:
o
casal
teve 10
filhos,
porém
o 1º
filho
do
casal,
Manoel
Ribeiro
de
Carvalho,
bat.
em
Setembro
de 1820,
não
aparece no
testamento
citado,
pois
já
falecera e
sua
viúva,
Maria Isabel,
já
se casara, a 21/9/1860,
com
João Pedro o
outro
filho
dos 1os
Barões
do Cajurú.
Por
volta
de 1830, o
Barão
de Cajurú adquiriu a
Fazenda
das
Bicas,
no
município
do
Turvo,
onde
passou a
residir.
No
Arraial
do
Turvo,
(atual
Andrelândia), construiu
um
imponente
sobrado
onde
funcionou,
mais
tarde,
o
Grupo
Escolar
Raul
Soares.
Tenente
Coronel
da
Guarda
Nacional
do
Turvo,
com
destacada
atuação
na
Revolução
Liberal
de 1842.
Em
maio
de 1849 recebeu a
mercê
honorífica
da Imperial
Ordem
da
Rosa,
prestando
solene
juramento
como
Comendador.
No
ano
de 1860 foi
enviado
ao
Imperador
Pedro II o
seguinte
atestado:
"Nós,
abaixo
assinados, atestamos
que
o
Comendador
João Gualberto de
Carvalho,
natural
da
Província
de
Minas
Gerais
e residente no
município
de Aiuruoca, é
um
cidadão
prestante,
distinto
por
seu
patriotismo
e
probidade,
respeitável
pai
de
numerosa
família,
rico
negociante e
capitalista,
proprietário
de
muitos
bens
de
raiz
entre
os
quais,
se inclui a
importante
Fazenda
de
cultura
denominada
São
Lourenço,
sita
na
Província
do
Rio
de
Janeiro,
que
há
pouco
comprou; e
que
por
estas
razões
o consideramos
muito
merecedor
de
um
Título,
ou
qualquer
mercê
honorífica
que
S.M. o
Imperador
se digne conferir-lhe.
Rio
de
Janeiro,
09 de
junho
de 1860. (a.a.): Herculano
Ferreira
Penna,
Visconde
de Ipanema,
Visconde
do Bonfim e Jerônimo José de
Mesquita".
A 30 de
Junho
do
mesmo
ano,
(1860),
ele
foi agraciado
com
o
título
de
Barão
de Cajurú.
O 1o
Barão
de Cajurú é primo-1o do
Barão
de
São
Tomé e primo-2o do
Barão
de Conceição da
Barra
e da
Baronesa
de
Ponte
Nova,
todos
eles
são
descendentes
de Caetano de
Carvalho
Duarte o
Patriarca
do
Tronco
Carvalho
Duarte-Cajurú do
Sul
de
Minas.
Consta,
ainda,
que
o
Barão
de Cajurú foi
herói
da
Guerra
do Paraguai,
poderoso
criador
de
animais
e
valoroso
companheiro
de
armas
do
eclético
escritor,
político,
militar
e
jornalista
o
Visconde
Alfredo D'Escragnolle Taunay, (1843-1899), ao
também
participar
com
ele
das
agruras
da
Retirada
da
Laguna.
Era
respeitado
como
o
maior
criador
de
mulas
e
tinha
nessa
atividade
muito
lucrativa,
posição
tão
privilegiada
que
a
grande
feira
de Sorocaba, o
mais
importante
centro
de
vendas
e
leilões
de
animais
de
então,
não
era
oficialmente
aberta
enquanto
o
sisudo
Barão
de Cajurú
não
chegasse
com
sua
enorme
tropa.
1o
Barão
de Cajurú
faleceu a 21/2/1869
em
São
Miguel de Cajurú (Arcângelo, de 1943 a 2000),
em
São
João d´El
Rei,
MG.
Seus
ossos
repousam no
mausoléu
existente no
cemitério
da
fazenda
Sant’Anna
em
Quatis,
RJ,
que
era
do
Comendador
Manoel Marques
Ribeiro,
sogro
de
seu
filho
João Pedro de
Carvalho
que
enterrou
seu
pai,
o 1o
Barão
de Cajurú,
em
túmulo
ornado
com
um
anjo
de
mármore
de
Câmara
com
300
kg.
de
peso,
que
agora
está na
igreja
de
São
Joaquim. No
túmulo
há a
seguinte
inscrição
na
lápide:
(sic)
Aqui
repousa os
ossos
do
Barão
de Cajurú.
Grande
dignitário
do
Império.
Fallecido a
21 de
fevereiro
de 1869.
Uma
lágrima
de
saudade,
respeito
e
Gratidão
que
vos
consagra
vosso
filho
João Pedro
de
Carvalho.
João Pedro
(6/10/1836-26/8/1889) e
sua
mulher
Maria Isabel fal. 1903, (viúva
de Manoel, 1º
filho
dos 1os
Barões
do Cajurú)
que
era
filha
do
Comendador
Manoel Marques
Ribeiro,
todos
os 3 estão enterrados no
piso
da
Capela,
em
ruínas,
do
cemitério
desta
fazenda
Sant’Anna herdada do
Comendador
que
é circundado
por
casas
de uma
comunidade
de ex-escravos da
fazenda
que
receberam
pedaços
de
terra,
antes
da
morte
de Maria Isabel
já
viúva
e falecida
sem
herdeiros.
A 1ª
Baronesa
de Cajurú,
Ana
Inácia
Ribeiro
do
Vale
de
Carvalho,
faleceu a 11/1/1889, e está enterrada
em
jazigo
no
cemitério
da
cidade
de Andrelândia, MG. O
Testamento
da
Baronesa,
feito
na
cidade
do
Turvo
a 2/9/1880, está registrado no
Livro
2º, fls. 42v/45 do
Registro
de
Testamentos
do
Cartório
do 1º
Ofício
da
Comarca
de Andrelândia, e tem
bens
arrolados no
valor
de 145.597$742
(cento
e quarenta e
cinco
contos,
quinhentos e noventa e
sete
mil
e setecentos e quarenta e
dois
reis)
correspondentes
à
sua
terça
parte,
o
que
nos
permite
avaliar
a
fortuna
do 1º
Barão
de Cajurú, considerando a
terça
parte
da
Baronesa
mais
os 2/3=legítima
do
Barão,
temos
um
patrimônio
total
de 436.793$221.
Em
1869
quando
1.000$000 (1
conto
de
réis)
comprava 1
kg
de
ouro
(dei
margem
de 10% de
segurança)
este
patrimônio
equivale a 394
kg.
de
ouro
e
hoje
em
dia,
considerando a gr. de
ouro
a R$ 43,00, teríamos
um
patrimônio
de R$ 16,9
milhões.
Fontes pesquisadas
para
estruturar
este
trabalho:
*O
texto
acima
do
Testamento,
foi retirado do
livro
Terra
de André do
autor
Marcos
Paulo Souza Miranda e Flávio de
Carvalho
O Comedor de
Emoções
de J. Toledo e foi complementado.
Nota:
Flávio Rezende de
Carvalho,
n. a 10/8/1899
em
Barra
Mansa,
famoso
modernista,
era
filho
de Raul de Rezende de
Carvalho
e de Ophélia Crissiuma,
neto
de
Custódio
Ribeiro
de
Carvalho,
bisneto
do 1º
Barão
de Cajurú.
*Anuários
Genealógicos
Brasileiros
Ano:
I, II, III (fl. 397:
data
da
morte
do
Barão
de
São
João d´El
Rei),
IV, VI, VII, e IX, do
Instituto
Genealógico
Brasileiro,
Rua
Senador
Paulo Egídio, 34, tel: (11) 3241-3453,
São
Paulo, SP.
*Efemérides
de
São
João d´El
Rei,
de Sebastião
Oliveira
Cintra, 2a
Edição;
informa a
morte
do 1o
Barão
de Cajurú
em
São
Miguel de Cajurú, (Arcângelo),
São
João d’El
Rei,
MG.
*Informações
do
Genealogista
Cláudio
Fortes,
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