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FUNDADO EM 1977 - DIRETOR GERAL: CLAUDIO FORTES |
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ANÍBAL DE ALMEIDA FERNANDES |
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Brasil Império[1]: e seus 2 Reinados 1o Reinado: 12/10/1822 até 07/04/1831 1o Imperador D. Pedro I: Pedro de Alcântara de Bragança e Bourbon, (12/10/1798-24/9/1834), filho de D. João VI, (1767-1826), da Dinastia Bragança, 3a Dinastia Real Portuguesa iniciada em 1640, 27o Rei de Portugal, 1o Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e de Carlota Joaquina de Bourbon, (25/4/1777-7/1/1830), filha de Carlos IV, Rei de Espanha, que é descendente de Hugo Capeto, (940-996), Rei de França em 987, Fundador da 3a Dinastia Real Francesa (a 1a é a Merovíngea e a 2a é a de Carlos Magno) que engloba, desde 987, em seqüência continua: os Capetos, os Valois, os Bourbons e os Orleãns. D. Pedro I casou-se a 1a vez, a 6/11/1817, com de Carlota Josefa Leopoldina Von Habsburgo, (22/1/1797-11/12/1826), filha de Francisco I, Imperador da Austria-Hungria, tiveram 7 filhos entre eles D. Pedro II. D. Pedro I casa-se a 2a vez, a 2/8/1829, com Amélia Napoleão Beauharnais, (31/7/1812-26/1/1873), sobrinha de Napoleão e neta de Maximiliano I Rei da Baviera. A 16/4/1822 lhe oferecem a Coroa da Grécia, recém liberada do Império Turco. É aclamado Imperador do Brasil a 12/10/1822. D. Pedro sucede D. João VI no trono Português, a 10/3/1826, como D. Pedro IV de Portugal, seu 28o Rei, outorga a Carta Constitucional aos portugueses a 29/4/1826, e abdica a 2/5/1826, em favor de sua filha Maria. A 24/8/1826 os liberais de Espanha lhe oferecem a tríplice Coroa do Brasil, Espanha e Portugal. A 7/4/1831 abdica da coroa Imperial Brasileira para seu filho Pedro e embarca para Portugal, com o título de 22o Duque de Bragança para defender Dona Maria da Glória do seu tio Miguel (irmão de D. Pedro) que disputa a coroa portuguesa com o apoio dos absolutistas e do dinheiro de Dona Carlota Joaquina que, com a morte de D. João VI, herdou 50 milhões de cruzados em dinheiro e 4 milhões em ouro alem de uma fortuna em brilhantes. D. Pedro proclama a Regência em Portugal, a 3/3/1832, e assume como Regente até as Cortes Geraes da Nação proclamarem a maioridade de Maria da Glória, a 19/9/1834, que assume o trono como Dona Maria II, 29o rainha de Portugal. Regência: 1831-18402o Reinado: 23/7/1840 até 15/11/1889 2o Imperador D. Pedro II: Pedro de Alcântara de Bragança e Bourbon e Habsburgo, (2/12/1825-5/12/1891), filho de D. Pedro I e de Carlota Josefa Leopoldina Von Habsburg-Österreich, (1797-1826), filha de Francisco II, (1768-1835), Imperador da Austria-Hungria e de Maria Teresa de Bourbon-Sicílias, (1772-1807). D. Pedro II assume o trono com 14 anos em 1840. Casou-se por procuração, a 30/5/1843, com Thereza Christina de Bourbon-Sicílias, (14/3/1822-28/12/1889), filha de Francisco I, Rei das 2 Sicílias e de Maria Izabel de Bourbon, que era filha de Carlos IV, Rei de Espanha. D. Pedro II descende das 2 famílias reais mais importantes da Europa: os Bourbons, que é a 2a família real mais antiga da Europa, (a 1a é a da Dinamarca que descende de Harald I, 940-986), e os Habsburgos, de origem bem mais recente, porém cujas importantes alianças de casamento criam um Império que chega ao apogeu sob Carlos V (1500-1558) senhor de terras nos 4 cantos do mundo e onde o sol nunca se punha. Heráldica no Império do BrasilNos 67 anos de Império houve 986 titulares e foram concedidos 1.211 títulos nobiliárquicos, assim distribuídos: 3 Duques, 47 Marquêses, 51 Condes, 235 Viscondes, 875 BarõesForam registrados apenas 238 brasões. A nobreza brasileira não era hereditária, pois todos os títulos foram concedidos ad-personam, isto é, válido apenas para a pessoa enquanto vivesse e, após a morte do titular, o título volta ao patrimônio heráldico do Império aí permanecendo in potentia, até ser concedido a quem aprouver ao Imperador. Os títulos foram concedidos, prioritáriamente, aos fazendeiros (porém apenas 5 brasões tem o cafeeiro como arma armorial sendo 1 deles, o da minha família Avellar e Almeida) e também, aos ocupantes de cargos públicos, aos comerciantes e negociantes, aos intelectuais e, por fim, aos capitalistas. As custas para ser nobre no Brasil, pela tabela de 02/04/1860, tinham os seguintes valores, em contos de reis: Duque: 2:450$000, Marquês: 2:020$000, Conde: 1:575$00, Visconde: 1:025$000, Barão: 750$000 Além desses valores, havia mais os seguintes gastos adicionais: Papéis para o processo: 366$000. Registro do Brasão: 170$000. Nota: Em 1871, o uso indevido do título, e/ou brasão, foi considerado crime de estelionato e dava cadeia para os infratores que eram severamente punidos. Anibal de Almeida Fernandes, Fevereiro, 2005. [1] Fontes: Anuário Genealógico Brasileiro, Anno II, 1940, São Paulo. Titulares do Império, Carlos Rheingantz, Rio de Janeiro, 1960. As Barbas do Imperador, Lilian Moritz Schwarcz, São Paulo, 1996, Direito Nobiliário, Mário de Méroe, São Paulo, 2000. As 4 Coroas de D. Pedro II, Sérgio Corrêa da Costa, Rio de Janeiro, 1995.
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