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Casal
Antonio da
Cunha
Carvalho
e Bernarda Dutra da
Silveira,
pais de
Ana da
Cunha
Carvalho,
casada
com o Capitão-Mor Antonio
de Arantes Marques,
casal
tronco do
Ramo Arantes-Aiuruoca, pg.
n° 143, do
livro “A
Família Arantes“ de Américo
Arantes
Pereira,
Ribeirão
Preto, Legis Summa, 1993.
José Guimarães,
probo
genealogista
de
Ouro
Fino,
MG, informa
por
carta,
a 15/01/1987,
que
Bernarda Dutra da
Silveira
é
nascida
em
Barbacena, MG, e é
filha
legítima
de Francisco Furtado Dutra, da
Ilha
do Fayal, Açores, nascido
por
volta
de 1700, e de
sua
mulher
Florência Francisca das
Neves. Declara
ainda
que,
a
outra
filha
deste
casal chamava-se
Isabel de
Moraes
de
Antas,
e
que
este
nome
leva
a Isabel de
Moraes de
Antas,
que
é uma das 2 filhas de Baltazar de
Moraes
de
Antas
vindo
para
o Brasil
em
1556,
Juiz
em
São
Paulo de Piratininga
em
1579.
Como
atesta Gilberto
Leite de
Barros,
em
seu
livro
“A
Cidade
e o
Planalto”,
Baltasar
foi o
único
brasileiro identificado no Brasil
Colônia
com
carta
de nobreza
oficialmente
reconhecida
perante o
Ouvidor
Geral
da Bahia, Cosme Rangel de Macedo, a 11/09/1579, estando esta
carta
registrada no
documento
“Títulos
1530-1805”, do
arquivo
Heráldico
e
Genealógico
de Sanches de Baena o
que
desacredita
toda
a nobreza
fictícia nomeada
por
Pedro Taques (Revista
Genealógica
Brasileira,
ano VI)
no
alvorecer
da
colônia,
cujos
documentos
comprobatórios,
se é
que existiram, se
perderam no
tempo,
mas,
mesmo
assim,
foi considerada creditável
por
Silva
Leme
(Revista
Genealógica
Latina,
n° 6),
até
ser
desmitificada, de
maneira
definitiva,
por
Alcântara
Machado
em
seu
livro
Vida
e
Morte
de
Bandeirante,
como
bem
esclarece Sérgio Milliet.
Baltasar
que
já
estava no Brasil
em
1556, casou-se
com
Brites Rodrigues Annes, tendo 4
filhos
conhecidos:
Pedro, Baltazar,
Ana
e Isabel de
Moraes
de
Antas
que
nos
remete a Bernarda Dutra da
Silveira,
minha
6a avó.
Testamento
de Bernarda Dutra da
Silveira,
feito a “17/04/1799”,
conforme
pesquisa,
in situ, (atenção:
o
site
projetocompartilhar: Bernarda ditou
seu
testamento
a 17/4/1792,
aberto
a 13/2/1795 e falecendo a Testadora
Dona
Bernarda Dutra da
Silveira
no
dia
13/2/1795), Aiuruoca, MG, declara
que
Bernarda é
natural
e
batizada
na
Freguesia
de
Nossa
Sra. da
Piedade da
Borda do
Campo,
hoje
Barbacena, e
que
é
filha
legítima
de Francisco Furtado Dutra e de Floriana Francisca das
Neves,
(Florência,
certamente
a
grafia
diferente
decorre da
dificuldade
da
leitura
do
texto
original)
já
defuntos.
Bernarda declara
que
teve 16
filhos
dos
quais
acham-se
vivos 13
filhos:
Bento,
Antonio, Francisco, Cristóvão, José, Manoel, João, Anna (minha
5a avó),
Thereza, Theodósia, Isabel,
Margarida
e Maria.
O
Inventário
de 05/11/1803 e
Testamento
de 29/12/1802, de Antonio da
Cunha
Carvalho
(fal. a 13/8/1803 e
que
declara
que
Bernarda faleceu a 13/2/1795)
feito
na
fazenda
dos Piloens, Aiuruoca, MG, declaram
que
Antonio é
natural
de
Santo
... (?.) de
Molares,
Arcebispado
de Braga,
Conselho de Solariei, Portugal, e
que é
filho
legítimo
de Antonio da
Cunha e de
sua
mulher
Theodósia Alves,
já
defuntos.
Antonio declara
que
teve 13
filhos:
Bento,
Antonio, Anna
(viúva
de Antonio de Arantes Marques, f. a 17/05/1801,
meu
5o
avô),
Cristóvão, José, Thereza (viúva de João
Ferreira Villarinho),
Theodósia [avó do 1º
Barão do
Rio
das
Flores],
Margarida
(casada
com
Custódio
José Vieira
que
aparece no
testamento
de
seu
cunhado
Antonio de Arantes Marques
como
arrendatário
(?),
por
12
anos,
da
fazenda
Conquista
em Aiuruoca,
que
é o
berço
do
ramo
Arantes-Aiuruoca e
até
hoje
pertence
à
família
Arantes), Maria, João, Francisco
(falecido), Isabel (falecida) e Manoel (falecido). Antonio nomeia
como
seu
testamenteiro
o
genro
Custódio
e
em
2o
lugar ao
seu
neto,
o
padre
Antonio Joaquim de Arantes, 3o
filho de
sua
filha
Anna (viúva
de Antonio de Arantes Marques).
Antonio declara
que
sua
mulher
Bernarda Dutra da
Silveira,
morreu no
dia
13/2/1795,
ou
seja, 4
anos
antes
do
testamento
acima
descrito
feito
por
Bernarda
em
1799 !!??.
Antonio da
Cunha
Carvalho
morreu no
dia
13/8/1803.
O
estudo
comparativo
entre o
livro
“A
Família
Arantes”, e os 2
testamentos
e o
inventário,
descobertos
em
Aiuruoca, MG,
por
Gilberto Alves Furriel da Silva,
pesquisador da
família Arantes (a
que
pertence),
ressalta a
grande
dificuldade
que
é
fazer
genealogia
no Brasil,
pois
dependendo da
Fonte, as
informações
se contradizem e
erros/contradições,
muitas
vezes, aparecem
como o
livro
declarar
como
sendo
filhos do
casal Antonio/Bernarda: Joana e Carolina,
que
não
existem e
omitir os
filhos João e Manoel
que
são
declarados
nos
2
testamentos
e no
inventário.
Outro
fato
a
destacar
é
que,
a
ordem
de nascimento dos
filhos aparece
em
4
seqüências
diferentes
entre
si
conforme
o
documento
escolhido, o
que
impede a
certeza
da
seqüência
de nascimentos
correta.
Temos
também,
o
recorrente
problema
das
datas
que
muitas
vezes confundem e
complicam o
entendimento
dos
fatos,
como
no
caso
do Pedro Taques
que
faz
viver
100
anos
ao João
Ramalho numa
época
em
que
um
europeu
nos
trópicos
chegar
aos 40
anos
já
era
uma
incrível
proeza.
Temos
ainda, o
caso de
um
dos
netos
de
Baltasar
de
Moraes
de
Antas,
Francisco
Velho
de
Morais,
nascido
em
1599,
pois
bem,
esse
tal
Francisco teve uma
filha,
Ana,
nascida
em
1665,
quando
ele
tinha
66
anos!?
Além
disso, essa
filha
Ana de
Moraes
casa
em
1679
com
Matias
Lobo,
tem uma
filha
chamada
Ana
Pires,
que
casa
em
1720,
com
Antonio Vieira de
Morais,
e
esse
casal
Ana/Antonio
tem uma
filha
Maria
que
nasce
em
1721. Vejamos a
proeza
genealógica:
Francisco (*1599 +1674) c.c. Francisca da
Costa Albernaz (+1679) tem aos 66
anos
(qual
seria a
idade da
mãe???)
a 1a
Ana
(*1665),
que tem a 2a
Ana
(*???, cas. 1720 e moradora
em
S. Miguel do Cajurú, MG),
que
tem Maria (*1721),
ou
seja,
em
122
anos
(1599>1721) há 4
gerações
com
a
média
de 30,50
anos.
Fonte:
Anuário
Genealógico
Latino,
Vol. 4, 1952, pgs: 72, 73, 74.
Neste
nosso
caso,
temos o
testamento de
Bernarda
feito
por
ela
a 17/4/1799,
conforme
pesquisa
in situ
e
no
site
o
seu
marido
declara
seu
falecimento
a 13/2/1795,
ou
seja,
um
testamento
feito 4
anos
depois de
sua
morte
????????.
Atenção:
mais
uma
vez,
se identifica o
rotineiro
costume
no Brasil d’antanho de se
dar
aos
filhos
os
nomes
próprios
dos avós o
que,
em
genealogia
brasileira,
é
um
forte
indício
de
ascendência
familiar,
ajudando a
fixar
parentescos
e
orientar
as
pesquisas,
quase
sempre
comprometidas
pela
inexistência
de
documentação
ou,
então,
o
péssimo
estado
do
documento
que
inviabiliza
sua
leitura
com
exatidão
o
que
impede a
precisão da
informação.
►Antonio
da
Cunha
Carvalho
c.c. Bernarda Dutra da
Silveira
pais
de 13
filhos,
segue a
descendência
da 3ª
filha
ANA
e da 7ª
filha
THEODÓSIA e
destaque
para
os
netos:
Aníbal (6º
neto),
Marcos
(5º
neto)
e José, 1º
Barão
do
Rio
das
Flores
(3º
neto):
Theodósia
da
Cunha
(7ª
filha)
c.c. Lourenço de Souza Barbosa, Nazareth, RJ,
pais
de:
#Escolástica
c.c. Manoel Vieira
Machado
#José
Vieira
Machado
da
Cunha
(1º
Barão
do
Rio
das
Flores)
c.c. Maria Salomé Avellar e Almeida e Silva
neta
de Manoel de Avellar e Almeida, RJ.
#Mizael
(2º
Barão
do
Rio
das
Flores)
c.c
Aurora
Ottoni (filha
do Teófilo Ottoni),
pais
de.
#Mizael, Manoel,
Virginia e
mais
outros
filhos.
►Aníbal
de Almeida Fernandes, 6º
neto:
#Ana
(3ª
filha),
c.c. Capitão-Mor Antonio de Arantes Marques, Aiuruoca, Mg,
pais
de:
#Manoel Rufino
c.c.
Ana
Joaquina
Carvalho,
pais
de:
#Joaquim c.c.
Ana
Ribeiro
do Valle
Carvalho
(filha
do 1º
Barão
de Cajurú),
pais
de:
#Ana
Margarida
c.c. João Antonio Avellar e Almeida Silva,
neto
de Manoel de Avellar e Almeida,
pais
de:
#Bernardina c.c.
Joaquim Rodrigues d´ Almeida,
pais
de:
#Ana
c.c. Aníbal de
Barros
Fernandes,
pais
de:
#Aníbal
de Almeida Fernandes
c.c. Maria José Giordano Del
Grande
pais
de:
#Ana
Tereza
Del
Grande
Arantes de Almeida Fernandes, c.c Felipe
Augusto
Alonso.
►Marcos
Vieira da
Cunha
5º
neto
e Aníbal 6º
neto:
#Ana
(3ª
filha),
c.c. Capitão-Mor Antonio de Arantes #Theodósia
(7ª
filha)
c.c. Lourenço de Souza
Marques, Aiuruoca,
MG,
pais
de: Barbosa, Nazareth, RJ,
pais
de:
#Manoel Rufino
c.c.
Ana
Joaquina
Carvalho
#Escolástica
c.c. Manoel Vieira
Machado
#Joaquim c.c.
Ana
Ribeiro
do Valle #João Vieira
Machado
da
Cunha
c.c. Maria
Carvalho
(filha
do 1º
Barão
de Cajurú) Isabel de Jesus
Pinheiro
Werneck.
#Ana
Margarida
c.c. João Antonio Avellar e # João Vieira da
Cunha,
(1842-1903)
em
1867
Almeida e
Silva (irmão
de Maria Salomé c.c.
Rita
Peregrina
Werneck (1846-1896),
1ª
Baronesa
do
Rio
das
Flores)
(filha
do
Visconde
de Ipiabas).
#Bernardina c.c.
Joaquim Rodrigues #Peregrino
Vieira da
Cunha
c.c.
Cecília Barroso.
de Almeida
#Ana
c.c. Aníbal de
Barros
Fernandes #Marcos
c.c.
Clara
Breves
de
Moraes
Niemeyer
#Aníbal
c.c. Maria José Giordano #Christina
c.c.
Roberto
Rio
Branco
Del
Grande
pais
de: pais
de:
#Ana
Tereza Del
Grande
Arantes de Almeida #Maria Amélia c.c. Ragnar Lovatelli Janér.
Fernandes c.c. Felipe
Augusto
Alonso #Beatriz c.c. João Vicente de Brito.
#Maria
Clara
c.c. Fábio Atvi
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