AS FAMÍLIAS MAIS ANTIGAS

 de

PORTUGAL nos SÉCULOS X e XI

 

Por Aníbal de Almeida Fernandes, Janeiro, 2008.

1O) As 5 famílias mais antigas que se constituíam na mais alta nobreza portucalense, aparecem nomeadas na história portuguesa a partir do século XI (900-1000) são elas, os filhosalgo (fidalgo), conforme o Livro Velho de Linhagens (1270-1280):

Bragança, Sousa e os senhores: da Maia, de Baião e de Riba Douro.

2o) 9 famílias mais recentes, aparecem nomeadas a partir do fim do século XI, são:

1o grupo de 6 famílias: Silva, Fafes, Lanhoso, Penagate, Várzea e Velho

2o grupo de 3 famílias: Barbosa, Palmeira e Soverosa.

Resumo: temos 14 famílias relacionadas entre as mais antigas de Portugal.

Fonte: Ricos-Homens, Infanções e Cavaleiros, José Matoso, Guimarães Editores, 2a Edição Lisboa, 1985, pgs: 45 e 46.

 

AS 72 FAMÍLIAS MAIS IMPORTANTES de PORTUGAL no SÉCULO XVI

QUE TEM OS BRASÕES NO PAÇO REAL DE SINTRA: Sala dos Brasões

D. Manuel I, o Venturoso, (*1469-+1521), 14o Rei de Portugal de 1495 a 1521, fez reunir todos os brasões e insígnias existentes no reino para organizar e normatizar o uso de armas e da concessão de brasões. Este material foi reunido em um livro e escolhidos os 72 brasões das 72 famílias principais da alta nobreza de Portugal, famílias essas, escolhidas por serem consideradas ilustres em honra, história e bens. Estes 72 brasões foram pintados no teto da Sala dos Brasões do Paço Real de Sintra, e são:

Aboim, Abreu, Aguiar, Albergaria, Albuquerque, Almada, Almeida, Andrade, Arca, Ataíde, Castro, Castro (da Penha Verde), Cerveira, Coelho, Corte-Real, Costa, Coutinho, Cunha, Eça, Faria, Febos-Monis, Ferreira, Gama, Góios, Góis, Gouveia, Henriques, Lemos, Lima, Meneses, Miranda, Mota, Moura, Nogueira, Noronha, Pacheco, Pereira, Pessanha, Pestana, Pimentel, Pinto, Queiróz, Ribeiro, Sá, Sampaio, Sequeira, Serpa, Silva, Sotomaior, Azevedo, Barreto, Bethancourt, Borges, Brito, Cabral, Carvalho, Castelo-Branco, Lobato, Lobo, Malafaia, Manuel, Mascarenhas, Meira, Melo, Mendonça, Sousa, Tavares, Távora, Teixeira, Valente, Vasconcelos, Vieira.

No alvorecer do séc. XVI:

1) é interessante notar que das 14 famílias mais antigas 2 famílias, Silva e Sousa, resistiram com destaque/importância à passagem dos séculos com o mesmo valor e foram registradas, com seu brasão, no século XVI entre as 72 famílias da fase de ouro dos descobrimentos do Reino de Portugal.

2) em 1500 os Bragança, que eram a família mais rica de Portugal, Castela, Navarra e Aragão, estavam numa situação melindrosa, pois a 20/6/1483 D. Fernando, 3o Duque de Bragança, a mando de D. João II, o Príncipe Perfeito (que teria servido de modelo para O PRÍNCIPE de Maquiavel, foi 13o Rei de Portugal, 1481-1495 e cujo Condestável, a partir de 1488, foi João de Arantes, meu 13o avô, o 1o Arantes registrado na história), fora degolado em Évora sob a acusação de alta traição por conspirar junto a Castela. Os Bragança fugiram para Castela para a proteção da rainha Isabel que educou o herdeiro com 4 anos, D. Jaime, 4o Duque de Bragança, que voltou a Portugal em 1497 com a anistia de D. Manoel I que, em 1500, restitui as mercês da Casa de Bragança que futuramente, a 1/12/1640, sobe ao trono português se constituindo na 3º dinastia Real portuguesa, com o Rei, D. João IV, 8o Duque de Bragança, na restauração pós domínio espanhol.

Fonte: www.sebob.brturbo.com.genealogias/sintra/gn_sintra e http://ip.pt/~ip200650/bragança.html

40 FAMÍLIAS COM DESTAQUE em PORTUGAL no SÉCULO XVII

QUE APOIARAM A RESTAURAÇÃO dos BRAGANÇAS em PORTUGAL em 1640

Entre esses 40 fidalgos portugueses que puseram no trono, D. João, 8o Duque de Bragança, a 1/12/1640, que passa a ser D. João IV, o Restaurador, 21o Rei de Portugal, 1640-1656, estava Miguel de Almeida, Conde de Abrantes (de 1645 até sua morte em 1656) que descende de João Fernandes de Almeida, o 1o Almeida a ser registrado na história em 1258. O Brasão de Armas dos Almeida foi concedido a 1/3/1494.

Fonte: Anuário Genealógico Brasileiro, Vol. IX e Nobiliário de Famílias Portuguesas, Manoel Felgueiras Gayo.

 

Anibal de Almeida Fernandes - Janeiro de 2008.

 

 

 
 
 

 

     

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