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Uma
trama
familiar no 2o
Reinado
do Brasil Imperial
Autor:
Anibal de Almeida Fernandes, Janeiro 2008.
Esta
fazenda
Paraíso pertencia a João Pedro
Maynard,
freqüentador da
Corte
Real e
companheiro das
farras dos
príncipes, Miguel e
seu
irmão Pedro
este,
futuro
Imperador do Brasil e,
ambos,
futuros
reis de Portugal.
Domingos
Custódio Guimarães, 1o
Barão a 6/12/1854 e
Visconde de
Rio
Preto a 14/3/1867,
ao
desfazer a
sociedade
comercial
Mesquita&Guimarães,
para
transporte de
carne
mineira
para
abastecer à
Corte e
cidade do
Rio de
Janeiro, de
seu
sócio
que
era
íntimo de Pedro I, o
banqueiro José Francisco de
Mesquita, 1790-1873, (Barão
em 1841,
Visconde
em 1854,
Conde
em 1866 e
Marquês de Bonfim
em 1872),
Domingos
Custódio estava riquíssimo e resolveu
empregar o
seu
dinheiro
em
um
negócio
agrário
que estava começando a
chamar a
atenção dos
ricos
empreendedores da
época: a
cultura
cafeeira
que dava
menos
despesa
que a
cana de
açúcar.
O
futuro
Barão/Visconde do
Rio
Preto incumbe o
seu
sobrinho, Joaquim
Custódio Guimarães, de
comprar
terras na
região
fluminense, próximas à
Corte.
Ele
compra
em
Minas: Sta. Quitéria, Montacavalo,
Mirante e
São
Bento e no
Rio: a Loanda e
Paraíso,
que pertenciam a João Pedro Maynard,
acima citado, e
mais: Criméia,
São Leandro, Sta. Tereza,
São Policarpo, Sta.
Bárbara,
União, Sta. Genoveva,
Mundo
Novo. Essas 14
fazendas produziam 60.000
arrobas de
café
por
ano, o
que dava uma
renda
anual ao
Visconde de US$ 1.725.000 (considerando-se
a
saca de 60
kg. sendo vendida a R$ 230,00 e o US$
valendo R$ 2,00),
ou seja, uma verdadeira
fortuna
para o
custo de
vida da
época !!.
Uma
descrição da
Fazenda
Paraíso:
O percurso
histórico da
propriedade, do
início do séc. XVIII
até os
dias de
hoje,
forma uma
trama
familiar
que une várias
famílias das
províncias de
Minas e
Rio numa
teia de
parentescos
consangüíneos e
contra
parentescos,
como vemos
nos
fatos relatados a
seguir:
1o)
Joaquim
Custódio Guimarães, comprou a
Paraíso
por
indicação do
Capitão
Domingos Antonio
Ribeiro do Valle
que é
filho de João
Ribeiro do Valle
que é
irmão de Felisberto
Ribeiro do Valle,
meu
6o
avô,
ambos
filhos de Antonio
Ribeiro do Valle,
meu
7o
avô
todos de
São João d’El
Rei, MG.
Esse Joaquim
Custódio Guimarães,
sobrinho do
Visconde, vem a se
casar
com uma
filha de
Domingos Antonio
Ribeiro do Valle. Temos
cá, a
união do
sangue Guimarães do
Visconde do
Rio
Preto
com o
sangue
Ribeiro do Valle.
Nota: a 2a
mulher do
Visconde do
Rio
Preto, Maria das
Dores de
Carvalho, fal. a 12/1/1873, é
filha de Joaquim Inácio de
Carvalho e
Cândida Umbelina, é
neta de
Ana Maria e João
Pereira de
Carvalho, é
bisneta de Diogo Garcia e de
Julia Maria da
Caridade uma das 3 Ilhoas de
Minas
Gerais e
que
era
afilhada de
batismo de Antonia da
Graça, (outra
das 3 Ilhoas)
que é
minha
7ª avó.
Não há
parentesco
com o
Carvalho do 1º
Barão de Cajurú.
2o) João
Gualberto de
Carvalho, foi 1o
Barão de Cajurú a 30/6/1860 tendo
como
recomendação,
dentre
outros, do
então,
Visconde de Bonfim, José
Francisco de
Mesquita. O 1o
Barão de Cajurú,
meu
4o
avô,
é
casado
com
Ana Inácia,
filha de Inácio
Ribeiro do Valle.
Este Inácio é
filho do Felisberto e é
sobrinho do João
Ribeiro do Valle,
ou seja, o
pai da
mulher do 1o
Barão de Cajurú é
primo
irmão do
Domingos Antonio
Ribeiro do Valle
cuja
filha se casou
com o
sobrinho
comprador de
fazendas do
Visconde do
Rio
Preto. Temos
cá, o contraparentesco
entre o
sangue
Carvalho do
meu 4o
avô, 1o
Barão de Cajurú,
com o
sangue Guimarães do
Visconde do
Rio
Preto e o
parentesco do
sangue
Ribeiro do Valle
com o
sangue Guimarães do
Visconde do
Rio
Preto e,
também, a
ligação
social
entre o
Marquês de Bonfim e o 1o
Barão de Cajurú.
3o) A
7/7/1868, morre o
Visconde do
Rio
Preto, no
meio da
magnífica
festa
que dava na
Paraíso
para
comemorar a
inauguração do
ramal Paraibuna-Porto das
Flores da
estrada de
ferro. O
Visconde
deixa
uma
fortuna
de 4.000
contos de
réis, equivalentes a 3.600
kg. de
ouro na
época, (considerando a gr. de
ouro a R$ 43,00 temos R$ 154,8
milhões).
A
Paraíso vai
para
seu
filho
Domingos, 2o
Barão de
Rio
Preto
que, ao
morrer
em 1876,
deixa a
Paraíso
para
seu
filho,
também
Domingos (Dominguinhos),
que é
casado
com uma
filha de Manoel Vieira
Machado da
Cunha,
Barão d’Aliança,
que comprou a
Paraíso do
genro
em 1895.
Este
Barão d’Aliança é
sobrinho de José Vieira
Machado da
Cunha, 1o
Barão do
Rio das
Flores,
que,
por
sua
vez, é
bisneto do
casal Antonio da
Cunha
Carvalho e Bernarda Dutra da
Silveira
que
são
meus
6º avós. O 1º
Barão
Rio das
Flores é
casado
com Maria Salomé
que é irmã do
meu
bisavô João Antonio de Avellar e Almeida e
Silva
que é
casado
com
Ana
Margarida
que é neta-paterna dos
meus
4os avós: 1o
Barão de Cajurú e Manoel Rufino de Arantes.
Temos
cá, o
parentesco
entre o
sangue
Carvalho do
meu 4o
avô, 1o
Barão de Cajurú e o
sangue Avellar e Almeida do
meu 4o
avô Manoel de Avellar e Almeida,
com o
sangue Guimarães do
Visconde.
4o)
Em 1912, a
Paraíso é vendida
pelo
Barão d’Aliança ao
major
Galileu Belfort de Arantes
que é
sobrinho do
Visconde de Arantes e é
neto de Antonio Belfort de Arantes, 1o
Barão de
Cabo
Verde (quem,
por
sua
vez, é
sobrinho de Manoel Rufino de Arantes,
meu
4o
avô,
e de
sua
mulher
Ana Joaquina de
Carvalho
que é irmã de João Gualberto de
Carvalho, 1o
Barão de Cajurú). A
mulher do 1o
Barão de
Cabo
Verde é Maria
Custódia
Ribeiro do Valle,
que é irmã de
Ana Inácia
Ribeiro do Valle,
casada
com, João Gualberto de
Carvalho, 1os
Barões de Cajurú,
meus
4os avós. O
Visconde de Arantes é
casado
com uma
filha dos 1os
Barões de Cajurú,
sua prima-irmã o
que os
torna
meus tios-trisavós.
Temos
cá, o grand finalle desta
secular
teia/trama
familiar construída
desde o 1o
quartel do
século XIX,
com a
junção do
sangue Guimarães, do
sangue
Carvalho, do
sangue
Ribeiro do Valle, do
sangue Avellar e Almeida e do
sangue Arantes,
através de
trinetos do 1o
Barão de
Cabo
Verde (que
é
meu tio-tetravô),
que
são os
atuais
proprietários da
fazenda
Paraíso,
agora de
gado
leiteiro e
não
mais de
café
que foi o
grande
articulista
social/financeiro
desta
fazenda
cuja belíssima
casa solarenga,
imponente,
elegante e requintada, é considerada
por Esgragnolle Taunay e o
Conde d’Eu
como:
o
mais
belo
palacete
rural
brasileiro,
a
Rainha
das
Fazendas.
Fontes:
O
Vale
do Paraíba, Eloy de Andrade,
Real
Gráfica,
Rio
de
Janeiro,
1989,
pgs.: 205 a 208, 220, 299, 309.
História
de Valença 1803-1924, Luís Damasceno
Ferreira,
Graphica
Editora
Paulo
Pongetti,
Rio
de
Janeiro,
1925.
A
Família
Arantes, Américo Arantes
Pereira,
Legis Summa,
Ribeirão
Preto,
1993.
A
Família
Ribeiro
do Valle, José
Ribeiro
do Valle, pgs: 12 e 57.
Dicionário
das
Famílias
Brasileiras,
Cunha
Bueno/Carlos
Barata,
Brasília, 2000.
Anuário
Genealógico
Brasileiro
Ano
I, II, III, IV, VI, VII e IX.
Revista
Genealógica
Latina,
Vol. XII, 1960.
Fazendas,
Editora
Nova
Fronteira,
Memória
Brasileira,
1995.
Marcos
Vieira da
Cunha,
meu
primo,
fonte
primária.
www.jbcultura.com.br, Coluna
de Anibal de Almeida Fernandes.
Flávio Mário de
Carvalho
Jr., forneceu
inventário
de
Cândida
Umbelina tirado do
site
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