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Hammurabi,
o Grande, Rei da Babilônia
Os Semitas comandados por Sumuabum
conquistaram a região de Babilia que eles chamaram de Babilim
(Porta de Deus). Eles não aceitaram a soberania de Isin e
Larsa (sumérios e acádios) e começaram a ampliar o território
com as conquistas de Kazallu e Dilbat. Seu filho Sumulailu
(1816-1781 a.C.) construiu o grande muro de Babel. Seu filho
Sabun (1780-1767 a.C.) construiu o célebre templo de
Babel dedicado a Marduk. Seu filho Awilsin (1766-1749
a.C.) e seu neto Sinmuballit (1748-1729 a.C.), já tem
nomes acádios-sumerianos, o que mostra a assimilação da
cultura acádia por esses semitas. O filho de Sinmuballit, o
grande Hammurabi (1728-1686 a.C.) foi o rei que levou a
obra do seu tetravô Sumuabum ao grande Império
Babilônico, que une a Mesopotâmia, do Golfo Pérsico ao
Deserto da Síria, como antes fora unida sob o rei sumério
Sulgi (2046-1998 a.C.).
Hammurabi mandou compilar as
leis de Babilônia numa Estela de diorito negro com 2,25 m. de
altura, descoberta no inverno de 1901-1902 na acrópole da
cidade de Susa (elamita) é o famosíssimo Código de
Hammurabi até hoje em uso.
Seu filho
Samsuiluna (1685-1648 a.C.) e seus sucessores são fracos e
o último descendente de Hammurabi, Samsuditana
(1561-1531 a.C.) morre na luta da conquista da Babilônia pelo
rei hitita Mursili em 1531 a.C. que, entretanto, apenas
saqueia a Babilônia e a abandona à invasão, posterior, das
hordas cassitas e, nunca mais se reerguerá a Babilônia como
nação imperial dela restando, apenas, a glória lendária dos
seus reis com seus registros dinásticos que são a gênese da
genealogia e suas leis.
A sociedade
da Babilônia era dividida em 3 classes sociais: 1a
classe, o homem livre (awilum), onde estava o banqueiro
(tamkarum) que financiava as expedições comerciais, 2a
classe, os muskênum que era a grande massa da população
(simples soldados, pastores, pequenos arrendatários, escravos
libertos, etc.), era sua classe média, e de onde veio
mesquinho (Portugal), mesquin (França),
meschino (Itália), e que, no árabe e etíope, significa
pobre. A camada inferior, 3a classe, era
constituída pelos escravos que também tinham a proteção
da Lei, inclusive se um escravo casasse com a filha de um
homem livre os seus filhos, também seriam livres,
porém, os escravos prisioneiros de guerra se constituíam em
uma categoria mais desprotegida.
O rei dava a
terra aos soldados que a tinham como feudo e nunca
poderiam vendê-la pois não eram donos (pleno jure), tinham
apenas o direito de usufruir da propriedade e tinham que pagar
tributo inclusive, com a obrigação de
participar/ajudar/proteger o rei na guerra. Daí vem o
foedus romano que era a terra recebida, como propriedade,
pelos bárbaros que ajudavam na defesa do Império Romano na sua
decadência que culmina com a derrocada final, a 04/09/493, com
a deposição por Odoacro, um bárbaro que virara um patrício
romano com o nome de Flávio do Último Imperador Romano, Rômulo
Augusto, uma criança, ironicamente com o mesmo nome de um dos
gêmeos da Fundação de Roma. Na Idade Média, temos os
feudos dos barões, condes e marqueses, todos eles com a
obrigação dos donos auxiliarem os reis, que lhes concedera a
terra, indo com seus homens armados, e por eles mantidos, nas
batalhas para a proteção da terra real, vem daí o Cavaleiro
Fidalgo, de sangue e espada, que é a base da antiga Nobreza
Européia.
Hammurabi é o
maior, o mais importante, o mais conhecido, rei do oriente
antigo graças ao seu Código de Hammurabi, com leis até hoje
usadas no mundo inteiro.
Anibal de
Almeida Fernandes, Março, 2003.
Fonte: O Código de
Hammurabi, E. Bouzon, 1976, Civilization of the Midlle
Ages, F. Cantor, 1993.
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