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ANÍBAL DE ALMEIDA FERNANDES

 

 

HISTÓRIA de PORTUGAL

 

Colaboração de Aníbal de Almeida Fernandes

PORTUGAL, é um pequeno país europeu famoso sobretudo pelas importantes descobertas marítimas que ampliaram o mundo conhecido no século XVI. Povos pré-históricos viveram há mais de 100.000 anos na região onde hoje está Portugal. Os primeiros habitantes conhecidos foram os Iberos que ali viveram há 5.000 anos. Os fenícios povoaram a região, precisamente a costa leste do Mar Mediterrâneo, no sec. XI a.C. Os Celtas e os gregos estabeleceram povoações entre os secs. X e VII a.C. respectivamente. Os fenícios de Cartago dominaram grande parte da península no séc.V a.C. No ano 201 a.C. o Império Romano derrota Cartago na Segunda Guerra Púnica e domina a península Ibérica acelerando o seu desenvolvimento sob todos os aspectos. Porém tribos de origem germânica, os Visigodos, expulsaram os romanos no séc. V d.C. Os Visigodos já estavam convertidos ao cristianismo e Portugal permaneceu sob seu domínio, numa instável sucessão de Chefes/Reis, que acaba com a organização deixada pelos romanos e estabelece vários pequenos estados sempre em litígio entre si. Em princípios do séc. VIII d.C. chegam os muçulmanos, donos de uma sociedade avançada e organizadíssima, com um refinamento cultural muitíssimo superior ao que havia em toda a Europa medieval; eles conquistaram o que é hoje Portugal e Espanha e mantém a sua influência de maneira muito acentuada nesses países com o seu Califado de Córdoba. Os cristãos se refugiaram ao Norte de Portugal lá mantendo sua influência e independência política/religiosa e, após séculos de lutas, reconquistaram em meados do séc. XIII a supremacia, tanto em Portugal quanto na Espanha. A nação portuguesa foi criada a partir do apoio dado por Henrique de Borgonha, filho do Conde da Borgonha, uma das grandes famílias do Reino de França, aos Reis Cristãos de Espanha em sua luta contra os muçulmanos. Em 1094 Alfonso VI (1035-1109), 14o Rei de Leão e 3o Rei de Castela, doou a Henrique de Borgonha, (que era casado com uma de suas filhas) como recompensa pela sua ajuda militar no combate aos muçulmanos, os condados do Porto e de Coimbra pois, Portugal, nessa época, pertencia à Espanha. Afonso Henriques (1109-1185), filho de Henrique de Borgonha, e neto de Afonso VI, após muitas vitórias sobre os muçulmanos, tomou o título de Rei de Portugal, a 25/7/1139, tornando-o independente da Espanha e iniciando a 1a Dinastia Real de Portugal, a Dinastia de Borgonha (1139-1383). Em 1383, com o término da dinastia de Borgonha, subiu ao trono português o rei João 1o, que inicia a 2a Dinastia Real de Portugal, a dinastia de Avis (1383-1580), garantindo a independência de Portugal e fazendo aliança política com a Inglaterra para se defender da Espanha. Em 1415, os portugueses conquistam Ceuta, no Marrocos, pois já haviam se tornado exímios navegadores e adquirido grandes conhecimentos náuticos. Graças à Escola de Sagres, aprimoram a técnica da navegação e constroem navios para suportar longas viagens. Tinha início a era dourada das navegações e dos descobrimentos que tornam Portugal o país mais rico da Europa. Assim, em 1419, os navegantes portugueses chegaram as Ilhas da Madeira e em 1431 alcançaram os Açores e a partir de então, se lançam na ampliação das rotas marítimas que culminam com a descoberta do Caminho das Índias por Vasco da Gama e do Brasil por Cabral e criam o Império Português que foi maior que o Romano e o Inglês e era muito bem organizado tanto no Códice de Leis como na Educação que tornavam portugueses iguais aos da Metrópole Lisboeta, todos os súditos espalhados pelo mundo afora. A dinastia de Avis termina em 1580 com a morte de D. Sebastião, sem herdeiros, e Portugal passa a ser governado pela Espanha de cujo jugo só se libertará com a restauração dos Braganças quando João, 8o Duque de Bragança, é feito Rei de Portugal a 1/12/1640, como D. João 4o, o Restaurador, iniciando a 3a Dinastia Real de Portugal, a Dinastia de Bragança que, de 1640 reinou até 1910 sendo, a partir de 1820, uma Monarquia Constitucional, que deu ao Brasil os seus 2 Imperadores, de 1822 a 1889. Com a queda da Monarquia a partir de 1910 se estabelece a 1a República Portuguesa que mantém as suas colônias na Indonésia, Angola, Guiné e Moçambique, este período inclui a fase de autoritarismo de Antonio de Oliveira Salazar que termina com a Revolução dos Cravos, a 25/4/197 dando inicio à 2a República Portuguesa que perdura até hoje sem possuir mais nenhuma Colônia Ultramarina e fazendo parte da Europa Unificada que deu grande desenvolvimento econômico a Portugal inserindo-o no mundo contemporâneo.

Aníbal de Almeida Fernandes, OUTUBRO, 2003

   
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