1º)- O
que
era
Piratininga,
depois
São
Paulo,
não
passa
de
um
lugarejo
humilde
habitado
por
um
Bandeirante,
pobre
e
analfabeto
e
grosseiro
de
modos
e de
haveres
parcos,
vivendo
quase
na
indigência
(A.M.).
Em
1606
tinha
190 moradores (G.L.B.) e
não
passa
por
longos
anos,
de
miserável
aldeia
(A.M.),
pois
não
interessava à
Coroa
Portuguesa a
expansão
da
agricultura
em
regiões
longínquas do
litoral.
D. João III dificultou a
entrada
no
campo,
reservando-o
para
o
tempo
futuro
quando
estivesse
cheia
e
bem
cultivada a
terra
vizinha
aos
portos,
nos
dois
primeiros
séculos.
(G.L.B.).
Com
a
corrida
para
as
minas
em
1748 a
capitania
de
São
Paulo acaba e entra
em
brutal
decadência
só
vindo a
ser
restaurada
em
1765,
graças
ao
açúcar
e às
tropas
de
mulas.
A
única
riqueza
de
São
Paulo
era
o
tráfico
de
escravos
índios,
nos
3
séculos
iniciais
do
país,
pois
era
uma
vila
miserável
que
sobrevivia à
margem
da
civilização,
totalmente
isolada
pela
situação
geográfica
por
conta
de uma
serra
quase
intransponível
e
só
em
1792 tem o
acesso
melhorado
com
a
construção
da
calçada
de Lorena alargada e pavimentada
assim
descrita: uma
ladeira
espaçosa
que
permite
subir
com
pouca
fatiga e se
descer
com
segurança
(Frei
Gaspar),
porém
era
interrompida no
trecho
de Cubatão
até
Santos
que
era
feito
por
canoas
até
1827.
2º)-O
tipo
de
população
de
São
Paulo:
Um
núcleo de
cabos de
sertão,
gente
sem
preparo e
aptidão,
gente
predatória e
instável e
despovoadora. (G.L.B);
Os
paulistas
aceitariam
até as
mulheres erradas de
Portugal,
ou seja, as putas
portuguesas,
tal a
carência de
mulheres brancas (A.M.
citando
carta do
Padre Manoel da
Nóbrega);
São
homens do
campo,
mercadores de
recursos limitados,
artífices
aventureiros de
toda a
casta, seduzidos
pelas possibilidades
com
que
lhes
acena o
continente
novo (A.M.);
Mestiços de
negros e
índios
com
brancos, no
geral,
aventureiros
assassinos
(Herrera, cronista
uruguaio do
século XVII);
O
paulista
salientou-se
como
traficante de
escravos
índios,
só
entre 1628 e 1630,
está provado
que os
paulistas roubaram
e venderam
como
escravos 60.000
índios (G.L.B.);
Era uma
raça
descendente de
condenados deportados dos
diferentes
povos da Europa e
de
mulheres
indígenas (G.L.B.);
No
fim do séc. XVIII o
Capitão-General (Morgado
de
Mateus,
1765-1775) informa El Rey
sobre os
paulistas: "é
a
pior
gente
do
mundo:
relaxada,
indolente,
orgulhosa,
selvagem e
estúpida
(A.M.).
Outro
exemplo
típico é
Santo André da
Borda do
Campo -
Visto
como
um
verdadeiro
covil
de
ladrões
por Ulric Schimitt
(N.O.).
3º)-A
Pretensão
à nobreza: A nobreza
paulista se
entrelaça na
descendência de
João
Ramalho,
que teria
vivido 99
anos??? numa
época
onde o
europeu vivendo
nos
trópicos
que conseguisse
chegar aos 40
anos
já
era considerado
um
fenômeno
por
conta das
febres,
malária,
bouba,
opilação,
tétano e
disenterias
que dizimava o
estrangeiro. Porem
esta nobreza
que é descrita
por Pedro Taques de
Almeida Paes
Leme (1714-1777)
que é
um
personagem
muito
controvertido, uma
vez
que escrevia
por
dinheiro
para
famílias
que queriam
registrar
seu
passado de
glória, foi
preso
por
desfalque dos
cofres
públicos e morre
sem
ser perdoado
pelo
rei de Portugal, se
baseia
em
documentos de 1500
e 1600
que
depois foram
perdidos!!!!
não podendo
ser comprovados???? Pedro
Taques foi
responsável,
em 1770,
por
grave
desfalque
nas
contas
publicas
que
gerenciava
como
tesoureiro-mor da
Bula da
Cruzada
das
capitanias
de
São
Paulo, Goiaz e
Mato
Grosso.
Em 1774
vai
para Lisboa
tentar a
clemência
do
Rei,
porem
não é
recebido e
volta
doente (paralisia)
morrendo
sem
perdão e
com o
nome
desonrado e na
mais
extrema
miséria a
3/3/1777. Silva
Leme
(1852-1919),
em
sua
Nobiliarquia
Paulistana
(1901-1905), 138
anos
depois,
já
informava
que a
maior
parte das
fontes
pesquisadas
por
Taques haviam sido perdidas
ou se
deterioraram irremediavelmente,
ou
seja,
não
há possibilidade de nenhuma
análise
técnica
séria,
hoje
em
dia,
para a
confirmação
dessas
informações.
O
português
fundador de nossas
cidades
era
marinheiro,
soldado,
mercador,
padre,
judeu
andejo,
homem
sem
pendor à
vida
sedentária e,
somado ao
índio
estradeiro, criou o
Bandeirante, o
minerador, o
tropeiro, o
comboeiro, o
carreteiro e o
mascate (N.O.).
(sic) "Sua
Magestade podia se
valer dos
homens de
São
Paulo, fazendo-lhes
honras e
mercês,
porque
são
homens
capazes
de
penetrar
todos os
sertões e
não
lhes é
molesto andarem
pelos
sertões,
anos e
anos", é
sabido
que
em Portugal
escasseava a
população no séc.
XVI (e na 1ª
metade do
séc. XVI,
parte
ponderável da
população
de Lisboa
era de
escravos
negros,
por
conta das
perdas
com
expedições
marítimas)(G.L.B.).
As
enumerações de Pedro Taques e Silva
Leme, a
respeito dos
títulos e
atributos de
fidalguia
são
bastante
precários,
pois
numerosos
elementos de
classes
inferiores,
em
pagamento de
serviços prestados,
foram
elevados a
cavaleiros,
porém,
apesar disso, no
dizer de Fernão Lopes, fossem
"filhos
de
homens
de
baixa
condição,
que
não
cumpre
dizer"
(G.L.B.).
Alfredo
Ellis Jr. informa: Se é
verdade
que
um
ou
outro povoador
procedia
por
algum
ramo de
sua complicada
ascendência (notar
o
descrédito) de uma
genealogia
fidalga do
reino,
não
sem
passar,
porém
por muitas
bastardias e
através de
muitos
cruzamentos
com
elementos
afro-asiáticos e árabes-bérberes, e ia
chegar aos
primitivos
heróis
peninsulares,
onde
esses poderiam
ser contados
nos
dedos,
tão
resumido o
seu
número!(G.L.B.);
Pero
Leme (os
irmãos
Leme eram
facínoras
desalmados,
conforme Paulo
Setúbal,
baseado
em
documentos da
época)
que Pedro Taques
diz
ser
fidalgo
muito
antigo
nos
livros de El Rey
era
um
indigente e
seus
haveres
são:
um
colchão,
um
travesseiro, duas
redes, uma
caixa
preta,
em
espelho,
um
jarro de
vidro, uma
cadeira de
espaldar
cuja
metade é de
sua
filha Leonor
Leme.(A.M.
com
ironia e
total
descrédito da
Nobiliarquia
Paulistana,
pergunta:
que
jornaleiro se contentaria, na
atualidade,
com
esse
punhado de
trastes e
utensílios
domésticos?);
Eduardo
Bueno pondera
que:
Homem
tão
influente e
rico,
dificilmente iria se
expor
aos
perigos
do
mar
e às
agruras
de uma
viagem
oceânica,
quando se refere ao
judeu Fernando de
Noronha, (que
foi
arrendatário
do Brasil
entre
1502 e 1505,
quando
devastou as
florestas
do
litoral
na
captura
do
pau
Brasil
em
árvores
que
chegavam a 30 m.) e pode
ser generalizado
para
outros
ricos e influentes
do
reino e,
principalmente,
fidalgos de
verdade!
Sobre o
primeiro Bueno,
Carvalho
Franco, diz
que
era
um
carpinteiro da
armada de Valdez,
contratado num
local chamado
Ribeira e, no
entanto, fizeram
deste Bartolomeu Bueno da
Ribeira
um
nobre de Sevilha, e
o Bartolomeu Bueno
que,
quase foi
Rei,
era na
verdade
um
fabricante de
chapéus,
analfabeto,
que assinava
com uma
cruz
ou X
como queiram (AGB,
Ano VI pg. 55 e
56).
Dos 400
inventários
seiscentistas, há
apenas 20
que descrevem
alguma
abastança, daí se
conclui
quanto se distanciam
da
realidade
os
que
se fiam
cegamente
na
palavra
dos linhagistas, (Pedro
Taques+Silva
Leme).(A.M.);
Quando
nos deixamos
guiar
pelos
documentos dos
velhos
tempos e aceitamos
a designação de
nobres
dada a
certos
homens. sentimos
que uma
certa
fantasia
foi usada
pelos
velhos cronistas
(Pedro Taques e Silva
Leme) ao
distribuir
aqueles
títulos e
graças (N.O.);
Há
toda uma
série de
artifícios
manipulada,
consciente
ou
inconscientemente
no
redoirar
a
prosápia
de
muitos
conceituados
nobres de
nossos
antigos linhagistas
(Pedro Taques e Silva
Leme).(N.O.).
4º)-O
Morgado
de
Mateus
(1765-1775),
chega
em Piratininga (São
Paulo)
em 1765 e
só
então
começa a
vida
administrativa e
social a
ser organizada
em
São Paulo,
com o
povo tomando
consciência de
si
mesmo:
A
cidade
tinha 392
moradias,
com 648
homens e
867
mulheres
e a
economia
era
só
comércio
de
mulas e
cavalos,
sendo
que os
negociantes eram
nada
mais
que
caixeiros
dos negociantes do
Rio,
porém,
graças a
esses
tropeiros,
a
sociedade
paulista,
posto
que
pobre,
já
não se
apresenta
miserável
como no
século
anterior
(G.L.B.). Nessa
época,
Ouro
Preto,
em
Minas
Gerais,
tinha
120.000
habitantes,
e
um
luxo,
riqueza e uma
vida
cultural de
cidade
européia.
Trabalhavam
os
paulistas, de má
vontade
como notava
em 1788
Arouche Rendon
que informa
que,
um
lavrador
paulista
trabalha no
ano de
dois a
três meses
por
ano. A
par disso,
antes de
iniciar
qualquer
empresa, bebia, metia-se na
caninha. Arouche,
cujo
depoimento é de
grande
valia
para
verificação dos
costumes da
época, encarecia os
malefícios da
bastardia desenfreada dos
filhos
sem
pais
conhecidos,
desprovidos de
um
juiz de
órfãos
para tutelá-los. O
futuro
Marechal apontava
os
dois
males
que distraem o
povo do
trabalho e
que arruínam o
comércio: o
jogo de
dados e a
dança,
sobretudo no
sertão.(G.L.B.).
O
mal residia no
baixo
padrão cultural de
um
povo estabelecido
em
região
excessivamente
distante dos
demais
centros do
país, colocada
em
um
planalto,
cujo
acesso ao
mar tornava-se
quase
impraticável.(G.L.B.);
imaginemos a
incrível
dificuldade
para
que os
bens de
consumo subirem a
serra nas
costas de
índios
ou no
lombo de
burros
em
meio à
chuva e aos
ataques dos
índios
inimigos.
Negociando
com muares (mulas),
o
paulista armazenou
boa
parcela dos
recursos
com os
quais viria a
semear
lavouras de
açúcar e de
café. Muitas
fortunas de
São Paulo
originaram-se desse
lucrativo
intercâmbio
comercial (que
eram as
empresas de
transporte da
época),
iniciado no
Setecentismo e continuando
ininterruptamente
no
século XIX,
com
muitos
chefes de
grandes
famílias
paulistas.(G.L.B.);
(entre
eles o 1o
Barão de
Iguape, Antonio da Silva
Prado,
que
era
comerciante e
tropeiro).
5º)-João
Ramalho:
visto
por
escritores
e cronistas.
O
soturno degredado
fugitivo
ou
náufrago João
Ramalho
tinha,
entre muitas
concubinas, a
principal delas
era Bartyra-(E.B.),
portanto
sem o
controle de
registros
documentais
que eram
inexistentes na
época é
difícil
definir
quais os
filhos de Bartyra;
O
pirata Ulrich Schimedel
em 1553, ao
passar
por
Santo André,
achou-a
com
aspecto de
um
covil de
bandidos e ficou
aliviado ao
saber
que Johanes
Reimelie (João
Ramalho)
não estava
lá,
mas no
sertão,
escravizando
índios.(E.B.);
Aliás, o
tráfico
de
escravos
que
ele inaugurou, fez
São
Vicente (conhecida
como
Porto dos
Escravos,
graças a João
Ramalho), e
São Paulo
as 2
cidades
mais
importantes do
sul do Brasil.(E.B.);
Se João
Ramalho infundia
temor
em
homens
como
esse
pirata
alemão, é
fácil
supor o
que acharam dele os
jesuítas.
Em 1553 o
padre Manoel da
Nóbrega dizia
que a
vida de
Ramalho
era uma "petra
scandali",
pois tem muitas
mulheres e
ele e
seus
filhos andam
com as irmãs (de
suas esposas) e tem
filhos delas.
Vão à
guerra
com os
índios e
seus
gestos
são de
índios e
assim vivem,
andando
nus
como os
mesmos
índios. (Eduardo
Bueno).
Ele é o
patriarca dos
mamelucos
que gerou uma
série de
filhos
mestiços
que
mais
tarde comporiam as
bandeiras
paulistas e
revelariam
violência
inigualável na
escravização dos
indígenas do
sertão.(E.B.).
Ele é o
primeiro
empresário
bem sucedido no Brasil, (João
Ramalho),
pois
era
tão