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ANÍBAL DE ALMEIDA FERNANDES  
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Livro: O PALACETE PAULISTANO

Autora: Maria Cecília Nadério Homem (USP).

Pg. 79: “Veridiana da Silva Prado, (filha do 1° Barão de Iguape, Antonio da Silva Prado que era comerciante e tropeiro de mulas), casada com seu tio/primo, Martinico da Silva Prado (a casa deles era aonde está, hoje, o Clube São Paulo em Higienópolis) deu um baile, em 1861, para comemorar a formatura de seu filho na Escola de Direito e, não convidou a Marquesa de Santos: Domitila de Castro Canto e Melo Aguiar de Barros, porque ela sofria restrições da melhor sociedade paulista, por causa do seu passado !!!. Na corte corria a história de que, apesar dos muitos bens que ela angariara, através de D. Pedro I, ela esbanjara quase tudo e de raiva dera os presentes que ganhara do imperador aos seus criados e a portugueses que lhe eram leais, antes de desaparecer no interior do Brasil onde morre em 1867. (Pedro II do Brasil, Gloria Kaiser, Agir Editora Ltda, Rio de Janeiro, 2000).

Antonio da Silva Prado era filho do português, João da Silva, da Freguesia do Prado, Portugal, que, com o passar do tempo, converteu-se em João da Silva Prado, c.c., Ana Vicência Rodrigues Jordão. Antonio da Silva Prado, foi 1° Barão de Iguape a 11/10/1848 e era casado com Maria Cândida de Moura Vaz (que era viúva).

Pg. 159:Maria Angélica de Souza Queiroz Aguiar de Barros, Baronesa por título papal concedido pelo papa Pio X.

Nota:

Houve um 2° Barão de Iguape, Inácio Rodrigues Pereira Dutra, a 26/04/1879 sem nenhum parentesco com os Silva Prado, pois a nobreza brasileira não era hereditária e o Imperador dava o título a quem requeresse (fossem fazendeiros entre eles, parlamentares, militares e profissionais liberais e, também, ocupantes de cargos públicos, comerciantes, ou negociantes e, por fim, intelectuais e capitalistas) e pagasse as custas (valores, em 2/4/1860):[1]

   750$000: Barão, e houve 875 Barões.

1:025$000: Visconde, e houve 235 Viscondes.

1:575$000: Conde, e houve 51 Condes.

2:020$000: Marques, e houve 47 Marqueses.

2:450$000: Duque, e houve 3 Duques.

Além disso, havia mais os gastos adicionais, (sempre em contos de réis), de 366$000, para a papelada e mais, ainda, 170$000 para o Brasão, (que poucos requereram pois, de 1.211 títulos, nos 67 anos de Império, apenas houve, 238 brasões !!!). Para proteger toda essa despesa os titulares eram defendidos pela polícia e, o uso indevido dos títulos, e/ou brasões, dava cadeia e em 1871, o crime foi qualificado de estelionato.

Com os Junqueiras, acontece o mesmo caso dos Silva Prado. João Francisco, português, da Freguesia da Junqueira, Portugal, que, no inicio, era conhecido como João, o da Junqueira, e, depois, como João Francisco Junqueira. Ele é o fundador da família e passou o sobrenome para toda a descendência; era casado com Helena, neta de Antonia da Graça, (3 ILHOAS) de São João d’El Rey, sec. XVIII, que é minha 7° avó por ser bisavó do 1o Barão de Cajurú, meu 4o avô.

 

São Paulo tinha 3 núcleos familiares no século XIX que coexistiam, socialmente, na cidade:

1o: Aguiar de Barros, Paes de Barros, Brotero, Pompeu de Camargo, Albuquerque Lins, Souza Queiroz, Vergueiro, Souza Aranha, e Novais.

2o: Silva Prado, Jordão, Pacheco Chaves, Alves de Lima, Pinto Alves, Monteiro de Barros, Alvares Penteado, Silva Ramos, Mendonça, Uchoa, Lacerda Franco, e Lacerda Soares.

3o: Silva Telles, Queiroz Telles, Cerqueira César, Rodrigues Alves, Moraes, e Ribeiro de Barros.

São Paulo: Em 1872 tinha 31.385 hab. (3.602 escravos).

                  Em 1899 tinha 240.000 hab.

Anibal de Almeida Fernandes, Março/2003


[1] Fonte: As Barbas do Imperador, pg. 172, de Lilian Moritz Schwarcz, Cia. das Letras, São Paulo, 1998.

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