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PORTUGAL e BRASIL:
1500-1822
Em 1415,
após a
batalha de Ceuta, o
Infante D. Henrique, 1o
Duque de Viseu e
Senhor de Covilhã, inicia numa
aldeia
próxima de
Lagos, no Algarve, o
centro de
atividades naúticas de Sagres,
que foi, poeticamente, considerada a 1a
Escola
Náutica do
Mundo,
por Tito Lívio
Ferreira
em
artigo publicado
em 1970.
Em 1418,
ele é nomeado
pelo
Papa Martinho V,
Administrador Apostólico da
Ordem
Militar da
Cavalaria de
Nosso
Senhor Jesus
Cristo,
ou
Ordem de
Cristo,
sucessora da
Ordem dos Templários
em Portugal,
que fôra
extinta
pelo
Papa Clemente V
em 1312.
Todas as
rendas do
enorme
patrimônio desta
Ordem de
Cristo ficam
sob a
administração de D. Henrique
que,
graças ao
senso
prático da
Casa
Real de Portugal (o
Rei
português é o
único
rei
europeu
que tem
entre os
seus
títulos o de
Senhor do
Comércio), canaliza, essas
rendas,
para
este
Centro de
estudos/Empresa de
descobrimentos
marítimos
em Sagres. As
Bulas
papais de 1418, 1431, 1447, 1452, e 1454,
estipulam
que todas as
terras
descobertas
pelo
Infante D. Henrique,
feito
Príncipe
Ecumênico
pelo
Papa, caibam e pertençam à
Milícia e
Ordem de
Cristo
pelos
tempos
futuros
perpétuos.
Assim sendo, a 22/4/1500, Pedro
Alvares Cabral, ao
achar/descobrir a
terra
que
na
Carta de
Caminha é
assim
descrita:
neste
dia, a
horas de
véspera, houvemos
vista de
terra!
Primeiramente dum
grande
monte,
mui
alto e
redondo; e doutras
serras
mais
baixas ao
sul dele; e de
terra
chã,
com
grandes
arvoredos; ao
monte
alto o
Capitão pôs
nome - o
MONTE
PASCOAL e à
terra – a
TERRA DE
VERA
CRUZ.
Ao se aperceberem
que
não é uma
Ilha,
passa a
Província de
Santa
Cruz,
que é incorporada ao
patrimônio da
Ordem de
Cristo. O Brasil é, no
início,
patrimônio da
Ordem de
Cristo e governado
pela Monarquia Portuguesa.
Somos
nós,
brasileiros,
como informa Tito Lívio
Ferreira,
Província de
Santa
Cruz de 1500
a 1548,
Estado do Brasil,
criado
por D. João III (1502-1557,
15o
Rei de Portugal),
que
dura de 1549 a 1643,
Principado do Brasil de
1643 a 1720, Vice-Reino de 1720 a 1815,
Reino Unido de Portugal,
Brasil e Algarves de 1815 a 1822,
Império do Brasil de 1822 a
1889,
República do Brasil a
partir de 1889.
Desde
1608, o
Conselho da
Índia, (mais
tarde
Conselho Ultramarino),
com
sede
em Portugal,
já declarara:
Tão
Português
é o
que
nasce e vive
em
Goa, Brasil,
Angola,
como
o
que
vive e nasce
em
Lisboa.
D. João VI,
(1767-1826), da
Dinastia Bragança, 27o
Rei de Portugal, o
grande
estadista
português
pela
visão globalizante
que tem e o
arrojo
em
sair de
seu
berço
dourado e
enfrentar os
mares
até o Brasil e
aqui chegando, rapidamente sabe
entender/valorizar/organizar
o
tremendo
potencial de
sua
enorme
possessão ultramarina. Num
golpe de
mestre, a 16/12/1815, estabelece o
Reino Unido de Portugal,
Brasil e Algarves, e
cria
a
primeira
Comunidade
Global
formada
pela Monarquia Portuguesa,
com
sede no
Rio de
Janeiro, e unindo
todos os
súditos portugueses, existentes
neste
imenso
Império
Português, duas
vezes
maior
que o
Romano,
pois abrangia, o
Reino de Portugal, o
Reino do Brasil,
Ilhas atlânticas,
Angola, Guiné,
Moçambique, (províncias
africanas), Goa e Macau, (províncias
asiáticas), e Timor na Oceania. O
Império
Português foi o 1o
Império da
história
contemporânea
com abrangência
planetária coeso
em
suas mesmas
leis únicas, as
Ordenações
do
Reino,
que dá a
todos os
súditos
seus
mesmos
direitos,
suas mesmas
prerrogativas e
sua
mesma
língua,
sendo
todos
portugueses
pelo
sangue
(jus
sanguini) e
pelo
solo
(jus
soli).
Além disso, é
necessário
destacar
que a 22/1/1532,
Martim Afonso de Sousa instala a
Câmara de
Vereadores de
São Vicente
que pode
ser considerada a 1a
eleição
livre e
popular realizada nas
Américas. E o
Padre Manoel da Nóbrega, 1o
secretário da
Educação do
Estado do Brasil
cria,
em
1549, o
ensino
público
gratuito
no Brasil,
com os
professores
jesuítas
pagos
pela Monarquia Portuguesa.
Esses
professores
jesuítas lecionam
segundo os
mesmos
Currículos da
Universidade de Coimbra.
O
Reino Unido de Portugal,
Brasil e Algarves,
criado
por D. João VI
em 1815, é constituído
por 10
raças:
Lusitanos,
Celtas, Ibéros,
Gregos,
Fenícios, Cartagineses (norte
da África),
Romanos,
Alemães
Visigodos,
Árabes e
Normandos, e serviu de
modelo
para o
Reino Unido da Grã Bretanha
que foi
criado
apenas
em 1867,ou
seja,
meio
século
depois !!!!
ALGUMAS
REFERÊNCIAS HISTÓRICO-GEOGRÁFICAS
GUIMARÃES: No
castelo de Guimarães foi
fundado Portugal
por Afonso Henriques (1109-1185) 1o
Rei de Portugal, no
século XII.
COIMBRA: no
Mosteiro de
Santa
Cruz, (1131), está o
túmulo de Afonso Henriques 1o
Rei de Portugal,
(1109-1185),
tetraneto de Hugo Capeto,
(941-999),
fundador
em 987 da 3a
Dinastia
Real de França,
neto de Afonso VI,
(1035-1109), 14o
rei de
Leão
em 1065, 3o
rei de
Castela
em 1073. Afonso Henriques é primo-irmão de
Mendo Fernandes de Bragança,
que foi
seu
Alferes
Mor e
que,
também, é
neto de Afonso VI.
BRAGA: Na
Catedral da
Sé está a
CRUZ
que Cabral conduziu na
expedição
que achou o Brasil
em 1500.
CHAVES: Tem o
castelo do 1o
Duque de Bragança, Afonso (1370-1461), 8o
Conde de Barcelos. D. João I, o
Mestre d´Aviz, criou
após a
vitória de Ceuta
em 1415,
para 2 de
seus
filhos
legítimos os
primeiros
Ducados de Portugal: o 1o
Ducado foi o de Coimbra
para D. Pedro, o 2o
Ducado foi o de Viseu
para D. Henrique, o
Infante de Sagres.
Depois D. Pedro, o 1º
Duque de Coimbra,
que foi
regente de Portugal
entre 1439 e 1446,
cria o 3o
Ducado
em 1442, o de Bragança,
para
seu
irmão
bastardo Afonso, 8º
Conde de Barcelos, nasc.
em 1370, legitimado
em 1401,
D. Afonso foi o 1o
Chefe da
Casa de Bragança
com o
título de
Duque.
Em 1640,
com a
Restauração portuguesa,
após o
domínio da Espanha de 1580
até 1640,
Dom João, 8o
Duque de Bragança, foi coroado a 1/12/1640, 21o
Rei de Portugal
como
Dom João IV (1604-1656) o
Restaurador, 21o
Rei de Portugal, iniciando a
Dinastia Bragança
que é a 3a
Dinastia
Real Portuguesa (a 1a é a de
Borgonha, a 2a é a de Avis),
que é a
mais
longa de Portugal chegando ao
século XX e
que deu ao Brasil, no
século XIX, os
seus 2
Imperadores.
Dom João IV
era
casado
com
Ana Luiza Francisca de Gusmão,
filha de João Manoel de Gusmão, 8o
Duque de Medina Sidonia.
ESTORIL: Tem o
castelo de Queluz,
residência de
Dona Maria 1a, a
Louca, 26a
rainha de Portugal (1777-1816,
rainha
por 39
anos),
que é
mãe de
Dom João VI (1767-1826,
rei
por 7
anos), 27o
rei de Portugal,
ela é avó de
Dom Pedro I,
Imperador do Brasil (1822-1831) e
depois, Pedro IV, 28o
Rei de Portugal,
onde morreu
em 1834.
ALCOBAÇA: Tem
o
Mosteiro
com a
tumba de
Dom Pedro 1o de Portugal (1320-1367)
e
sua Ines de Castro,
feita
rainha
depois de
morta,
com
quem teve D. João, 1o
Duque de
Valência.
Bibliografia:
A
nacionalidade
lusobrasileira,
Tito Livio
Ferreira,
O
Estado
de
São
Paulo, pg 82, 18/1/1970.
História
de Portugal, Fortunato de
Almeida, Coimbra, 1922.
O
Infante
D. Henrique e a
Ordem
de
Cristo,
José de Melo
Pimenta,
São
Paulo, 1968.
Anuário
Genealógico
Brasileiro,
Vol. IX,
São
Paulo, 1947.
História
da
Casa
de Bragança,
http~ip200650/braganca.html
Náufragos,
Traficantes e Degredados, Eduardo
Bueno,
Rio
de
Janeiro,
1998.
Anibal de Almeida Fernandes, Novembro, 2006.
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