Referências
históricas:
1840-1850-1860:
foi o
apogeu
econômico
do
Império
com
o
dinheiro
MUITO
forte:
1
conto
de
réis
(1.000$000) comprava 1
kg.
de
ouro,
as
fortunas
dos 3
titulares
são
da
década
de 60 e convertidas a 1,11
conto,
(pois
eu
dei
margem
de
segurança
de 10%)
e
para
a atualização a gr. de
ouro
vale
R$ 43.
Para
ser
Senador
tinha
que
ser
comprovada uma
renda
anual
de 800$000
(oitocentos
mil
réis=R$
34.400) elevadíssima na
época.
1852-1857:
a
exportação
do
café
fluminense
é 92% do
total
exportado
pelo
Brasil,
enquanto
que
Santos
exporta
apenas
6%.
Pela
tabela
de 02/04/1860,
ser
nobre
no Brasil custava
em
contos
de
réis:
Duque:
2:450$000=R$ 105.350;
Marquês: 2:020$000=R$ 86.860;
Conde:
1:575$000=R$ 67.750;
Visconde:
1:025$000=R$ 44.075;
Barão:
750$000=R$ 32.250
Os
valores
acima
foram atualizados considerando a gr. de
ouro
a R$ 43,00.
1º
Barão
de Cajurú:
um
fazendeiro
rico
= R$ 16,9
milhões
(1869).
Visconde
do
Rio
Preto:
um
fazendeiro
MUITO
rico
= R$ 154,8
milhões
(1868).
Visconde
de Mauá:
um
banqueiro,
comerciante,
industrial
RIQUÍSSIMO = R$ 387
milhões
(1865).
1º
Barão
de Cajurú,
a 30/6/1860. Nasceu: 1797 e faleceu:
21/2/1869.
Fazendeiro
na
distante
Minas
Gerais.
O 1º
Barão de
Cajurú, João Gualberto de
Carvalho,
nasceu
em
1797 e foi
batizado
neste
mesmo
ano,
na
Paróquia
de
São
João d´El
Rei,
MG, é
meu
4º
avô. O
Barão
era
filho de
Caetano de
Carvalho
Duarte
Filho e
de
Ana Maria
Joaquina.
Neto
paterno
de Caetano de
Carvalho
Duarte,
meu
6º
avô,
natural
de
São
Miguel de
Silvares,
Arcebispado de Braga
que é o
Patriarca
do
Tronco
Carvalho
Duarte-Cajurú
casado, a
3/11/1737,
com
Catarina de
São José
que é
filha de
Manoel Gonçalves da Fonseca e de Antonia da
Graça,
(uma das 3 Ilhoas de
Minas
Gerais,
minha
7ª avó), radicados
em
São João
d´El
Rei,
em 1723.
O
Barão de
Cajurú adquiriu,
por
volta de
1830, a
Fazenda
das
Bicas,
no
município
do
Turvo,
onde
passou a
residir. No
Arraial
do
Turvo, (atual
Andrelândia), construiu
um
imponente
sobrado
onde
funcionou,
mais
tarde, o
Grupo
Escolar
Raul
Soares.
No
ano de
1860 foi
enviado
ao
Imperador
Pedro II o
seguinte
atestado
(sic): "Nós,
abaixo
assinados, atestamos
que o
Comendador
João Gualberto de
Carvalho,
natural
da
Província
de
Minas
Gerais e
residente no
município
de Aiuruoca, é
um
cidadão
prestante,
distinto
por
seu
patriotismo
e
probidade,
respeitável
pai de
numerosa
família,
rico negociante e
capitalista,
proprietário
de
muitos
bens de
raiz
entre os
quais, se
inclui a
importante
Fazenda
de
cultura
denominada
São
Lourenço,
sita na
Província
do
Rio de
Janeiro,
que há
pouco
comprou; e
que
por estas
razões o
consideramos
muito
merecedor
de
um
Título,
ou
qualquer
mercê
honorífica
que S.M.
o
Imperador
se digne conferir-lhe.
Rio
de
Janeiro,
09 de
junho
de 1860. (a.a.): Herculano
Ferreira
Penna,
Visconde
de Ipanema,
Visconde
do Bonfim e Jerônimo José de
Mesquita".
A
30/6/1860,
ele
foi agraciado
com
o
título
de
Barão
de Cajurú. Consta,
ainda,
que foi
herói da
Guerra do
Paraguai,
poderoso
criador
de
animais e
valoroso
companheiro
de
armas do
eclético
escritor,
político,
militar e
jornalista o
Visconde
D'Escragnolle Taunay, (1843-1899), ao
também
participar
com
ele das
agruras
da
Retirada da
Laguna.
Faleceu a 21/2/1869
em
São
Miguel de Cajurú
em
São João
d´El
Rei, MG.
Seus
ossos
repousam no
mausoléu
existente no
cemitério da
fazenda
Sant’Anna
em
Quatis,
RJ,
que
era do
Comendador
Manoel Marques
Ribeiro,
sogro de
seu
filho
João Pedro de
Carvalho
que
enterrou
seu
pai, o
1o
Barão
de Cajurú,
em
túmulo
ornado
com
um
anjo de
mármore
de
Câmara
com 300
kg. de
peso,
que
agora
está na
igreja de
São
Joaquim. No
Testamento
da
Baronesa,
feito
na
cidade
do
Turvo a
2/9/1880, está registrado no
Livro
2º, fls. 42v/45 do
Registro de
Testamentos
do
Cartório
do 1º
Ofício
da
Comarca
de Andrelândia,
sua
terça
parte
tem
bens
arrolados no
valor
de 145.597$742 (cento
e quarenta e
cinco
contos,
quinhentos e noventa e
sete
mil e
setecentos e quarenta e
dois
reis)
o
que
nos
permite
avaliar a
fortuna
do 1º
Barão
de Cajurú, considerando a
terça
parte
da
Baronesa
mais
os 2/3=legítima
do
Barão,
temos
um
patrimônio
total
de 436.793$221.
Em
1869
quando
1.000$000 (1
conto de
réis)
comprava 1
kg
de
ouro
(eu
dei
margem de
10% de
segurança)
este
patrimônio
equivale a 394
kg.
de
ouro e
hoje
em
dia,
considerando a gr. de
ouro a R$
43,00, teríamos
um
patrimônio
de R$ 16,9
milhões.
Visconde
com
grandeza
do
Rio
Preto,
a 14/3/1867. Nasceu: 1800 e faleceu: 7/7/1868
Fazendeiro
muito
próximo à
Corte Imperial.
Domingos
Custódio
Guimarães, 1o
Barão
a 6/12/1854 e
Visconde
de
Rio
Preto
a 14/3/1867, ao
desfazer a
sociedade
comercial
Mesquita&Guimarães,
para
transporte
de
carne
mineira
para
abastecer à
Corte e
cidade do
Rio de
Janeiro,
de
seu
sócio
que
era
íntimo de
Pedro I, o
banqueiro
José Francisco de
Mesquita,
1790-1873, (Marquês
de Bonfim
em 1872),
estava riquíssimo e resolveu
empregar o
seu
dinheiro
em
um
negócio
agrário
que
estava começando a
chamar a
atenção
dos
ricos
empreendedores
da
época: a
cultura
cafeeira
que
dava
menos
despesa
que
a
cana
de
açúcar.
O
Visconde
do
Rio
Preto
incumbe o
seu
sobrinho,
Joaquim
Custódio
Guimarães, de
comprar
terras na
região
fluminense,
próximas à
Corte.
Ele
compra
em
Minas:
Sta. Quitéria, Montacavalo,
Mirante e
São
Bento e
no
Rio: Loanda,
Paraíso,
Criméia,
São
Leandro, Sta. Tereza,
São
Policarpo, Sta.
Bárbara,
União, Sta. Genoveva,
Mundo
Novo. Essas 14
fazendas
produziam 60.000
arrobas
de
café
por
ano,
o
que
dava uma
renda
anual ao
Visconde
de US$ 1.725.000
(considerando-se a
saca de
60
kg. sendo
vendida a R$ 230,00 e o US$ valendo R$ 2,00).
A
7/7/1868
morre o
Visconde
do
Rio
Preto,
no
meio
da
magnífica
festa
que
dava na
fazenda
Paraíso
para
comemorar
a
inauguração
do
ramal
Paraibuna-Porto das
Flores
da
estrada
de
ferro,
deixando uma
enorme
fortuna
de 4.000
CONTOS
de
RÉIS,
equivalentes a 3.600
kg.
de
ouro
na
época
e,
hoje
em
dia,
considerando a gr. do
ouro
a R$ 43,00 temos
R$ 154,8
milhões.
A
Paraíso
vai
para
seu
filho
Domingos,
2o
Barão
de
Rio
Preto
que,
ao
morrer
em
1876,
deixa
a
Paraíso
para
seu
filho,
também
Domingos
(Dominguinhos),
que
é
casado
com
uma
filha
de Manoel Vieira
Machado
da
Cunha,
Barão
d’Aliança,
que
comprou a
Paraíso
do
genro
em
1895.
Este
Barão
d’Aliança
é
sobrinho
de José Vieira
Machado
da
Cunha,
1o
Barão
do
Rio das
Flores,
que,
por
sua
vez,
é
bisneto
do
casal
Antonio da
Cunha
Carvalho
e Bernarda Dutra da
Silveira
que
são
meus
6º avós. O 1º
Barão
Rio das
Flores
é
casado
com
Maria Salomé
que
é irmã do
meu
bisavô
João Antonio de Avellar e Almeida
que
é
casado
com
Ana
Margarida
que
é neta-paterna dos
meus
dois 4os
avós: João Gualberto de
Carvalho,
(1o
Barão
de Cajurú) e Manoel Rufino de Arantes.
O
Barão d’Aliança,
em 1912,
vende a
Paraíso
para o
major
Galileu
Belfort de Arantes
que é
sobrinho
do
Visconde
de Arantes e é
neto de
Antonio Belfort de Arantes, 1o
Barão de
Cabo
Verde (quem,
por
sua
vez, é
sobrinho
de Manoel Rufino de Arantes,
meu
4o
avô, e de
sua
mulher
Ana
Joaquina de
Carvalho
que é
irmã de João Gualberto de
Carvalho,
1o
Barão de
Cajurú,
meu
4o
avô).
IMBATÍVEL
EM
RIQUEZA
Visconde
com
grandeza
de Mauá,
a 25/6/1874.
Nasceu: 28/12/1813 e faleceu: 21/10/1889
Banqueiro,
comerciante,
industrial
e
fazendeiro
com
importantes
ligações
internacionais.
OSCILAÇÃO
DA
COLOSSAL
FORTUNA
Do
VISCONDE
De MAUÁ:
1)
Em
1865
a
fortuna
pessoal
de Mauá
era
de 10.000
CONTOS
de
REIS,
que
equivaliam a 1/10 do
total
das
exportações
brasileiras do
ano
e a 9.000
kg.
de
ouro
na
época,
(considerando a gr. do
ouro
a R$ 43,00 temos
R$ 387
milhões).
2)
EM
1867 O
CAPITAL
da MAUÁ &
Cia.
ERA
DE: 115.000
CONTOS
de
RÉIS,
que
equivaliam a 12
milhões
de
libras
esterlinas,
ou
60
milhões
de dólares
americanos.
Referências
da
época
para
melhor
entendimento
desta
enorme
fortuna:
1o)
O
Orçamento
de
todo
Império
do Brasil
em
1867
era
de 97
mil
contos
de
réis.
2o)
Cornelius Vanderbilt (mais
rico
do sec. XIX)
deixa
herança
de 100
milhões
de dólares.
3º)
Banco
da Inglaterra
tinha
ativos
de 43
milhões
de
libras
em
1865.
4º)
Todo
o
comércio
internacional
do Brasil
em
1854
era
de 175,9
mil
contos
de
réis.
3)
EM
1870 O
CAPITAL
ESTAVA REDUZIDO A 80
MIL
CONTOS
de
REIS
4