A 1ª
Baronesa
de Cajurú,
Ana
Inácia
Ribeiro
do
Vale
de
Carvalho,
filha
de Inácio
Ribeiro
do Valle, faleceu a 11/1/1889, e está enterrada
em
jazigo
no
cemitério
da
cidade
de Andrelândia (antigo
Turvo),
MG,
ela
é
viúva
de João Gualberto de
Carvalho,
fal. 1869, 1º
Barão
de CAJURÚ a 30/6/1860,
que
foi
Comendador
da
Real
Ordem
de
Cristo
e da Imperial
Ordem
da
Rosa.
O
Testamento
da
Baronesa
no
valor
de 145.597$742
(cento
e quarenta e
cinco
contos,
quinhentos e noventa e
sete
mil
e setecentos e quarenta e
dois
reis)
correspondentes
à
sua
terça
parte,
nos
permite
avaliar
a
fortuna
do 1º
Barão
de Cajurú considerando a
terça
parte
da
Baronesa
mais
os 2/3=legítima
do
Barão,
temos
um
patrimônio
total
de 436.793$221.
Em
1869
quando
1.000$000 (1
conto
de
réis)
comprava 1
kg
de
ouro
(dei
margem
de 10% de
segurança)
este
patrimônio
equivale a 394
kg.
de
ouro
e
hoje
em
dia,
considerando a gr. de
ouro
a R$ 43,00, teríamos
um
patrimônio
de R$ 16,9
milhões.
REGISTRO
DO
TESTAMENTO
COM
QUE
FALECEU A
EXCELENTÍSSIMA
BARONESA
DE CAJURÚ,
COMO
ABAIXO
SE DECLARA:
Em
nome
da
Santíssima
Trindade,
Padre,
Filho,
Espírito
Santo,
em
quem
eu
Baronesa
de Cajurú
firmemente
creio,
em
cuja
fé
protesto
viver
e
morrer.
Este
é o
meu
testamento
de
última
vontade.
Declaro
que
fui
casada
com
o
Barão
de Cajurú,
já
falecido, e de
meu
consórcio
existem
vivos
nove
filhos
que
são
os
seguintes:
1o)
Maria Brazilina da Conceição, bat,
29/08/1826,
casada
com
Capitão
Manoel Teodoro
Pereira,
pais,
entre
outros,
do Cel. Ignácio
Pereira
de
Carvalho
c.c. Emerenciana Diniz Junqueira Monteiro de
Barros;
2o) Militão Honório de
Carvalho,
bat. a 10/5/1823, 2o
Barão
de Cajurú
(Dec. 1889)
casado
em
1853
com
sua
prima-irmã Maria
Cândida,
filha
do 1o
Barão
de
Cabo
Verde
(Dec.
1881); 3º)
Ana
(tem
o
mesmo
nome
Ana,
que
a
mãe,
a avó
paterna,
a avó
materna
e a bisavó
materna)
casada,
(em
2as
núpcias)
com
Joaquim Alves Gomes, 4o) Libânia
Jesuína Carolina,
casada
com
seu
primo-irmão, Antonio Belfort de Arantes,
Barão
de Arantes
(Dec. 1879) e
Visconde
de Arantes
(Dec. 1888),
filho
do 1o
Barão
de
Cabo
Verde
(Dec. 1881); 5o) Inácio Caetano
de
Carvalho
casado
com
Ana
Tereza Vargas,
donos
da
fazenda
Santa
Tereza
em
Volta
Redonda,
RJ; 6o) João Pedro de
Carvalho
(*6/10/1836-+26/8/1889)
casado
com
Maria Isabel Marques
Ribeiro,
(fal. 1903), os 2 estão enterrados na
fazenda
Sant’Anna,
em
Quatis,
RJ; 7o) Guilhermina,
nascida
a 16/6/1838,
casada
com
Eduardo
Pereira
da Silva (1824-1881),
Barão
de
São
João d´El
Rei
(Dec. 1871),
pais
de 8
filhos:
Maria, João Gualberto
Pereira
da Silva, nascido a 9/7/1861, Francisco,
Eduardo, Guilhermina, José, Maria José, Esther;
8o),
Custódio
Ribeiro
de
Carvalho
(*1839-+16/5/1918) 1º c.c. Francisca de Rezende
e 2º c.c. Maria da
Glória
Fonseca, 9o) José
Ribeiro
de
Carvalho
(*21/5/1848-+6/71896),
casado
com
Luisa
Leite
Ribeiro.
Nomeio
para
meus
testamenteiros
em
primeiro
lugar
ao
meu
filho
Militão Honório de
Carvalho,
em
segundo
lugar
ao
meu
genro
Capitão
Manoel Teodoro
Pereira
e,
para
aquele
que
aceitar
a testamentaria, deixo a
quantia
de
seis
contos
de
réis
pelo
seu
trabalho.
Declaro
que
de
minha
terça
da
importância
de
cento
e quarenta e
cinco
contos,
quinhentos e noventa e
sete
mil
novecentos e quarenta e
dois
réis,
já
adiantei aos
meus
filhos
a
importância
de quarenta e
nove
contos,
quinhentos e quarenta e
quatro
mil
novecentos e setenta e
um
réis,
dando a
cada
um
deles a
importância
de
cinco
contos
quinhentos e
quatro
mil
novecentos e
seis
réis,
ficando a
minha
terça
importando
em
noventa e
seis
contos,
cinqüenta e
dois
mil,
novecentos e setenta e
um
réis.
Declaro
mais
que
também
fiz
entrega
aos
meus
filhos
das duas
partes
de
meus
bens,
que
me
couberam no
inventário
de
meu
marido
Barão
de Cajurú,
como
tudo
consta do
inventário
e partilhas
amigáveis
que
entre
mim
e
eles
procedemos.
Mando
que
por
minha
alma
se dirão vinte e
cinco
missas,
por
alma
de
meu
marido
Barão
de Cajurú vinte e
cinco
missas,
e
igual
número
pelas
almas
de
meus
escravos
falecidos; e
mando
que
se
dê
no
dia
de
meu
enterro
e no
sétimo
dia
aos
pobres
a
quantia
de seiscentos
mil
réis
de
esmolas.
O
meu
funeral
será
feito
á
vontade
de
meu
testamenteiro.
Deixo
para
a
Irmandade
de N.
Senhor
dos
Passos
da
Cidade
do
Turvo
dois
contos
de
réis
para
ser
empregado
na
reedificação
da
sacristia
da
mesma
Irmandade.
Deixo
também
para
a
Irmandade
de
Nossa
Senhora
do
Porto
do
Turvo
da
mesma
Cidade;
para
a de N.
Senhora
do
Rosário
e
para
a
Irmandade
do
Santíssimo
Sacramento
da
dita
Cidade
a
quantia
de duzentos
mil
réis
para
cada
uma delas. Deixo
libertos
os
meus
escravos
seguintes:
Antônio
Mina
e
sua
mulher
Bonifácia, Felícia, Leopoldina, Isabel,
Bernardina,
Generosa
e Paulino ficando,
porém,
o
escravo
Paulino
obrigado
a
servir
ao
meu
filho
Militão Honório de
Carvalho
por
espaço
de
quatro
anos,
findo os
quais
gozará
então
de
sua
liberdade.
Deixo a
meu
filho
Militão Honório de
Carvalho
tudo
quanto
possuo
em
terras
de
campos
e
culturas
e na
parte
da
casa
e
benfeitorias
da
Fazenda
das
Bicas;
assim
mais
a
Ermida,
mobília
e
todos
os
trastes
que
se acharem na
mesma
casa,
e
mais
a
escrava
de
nome
Eugênia,
solteira.
Deixo à
minha
neta
e
afilhada
Maria,
filha
do
meu
genro
Barão
de Arantes (só
em
1888
ele
fica
Visconde),
seis
contos
de
réis.
Deixo à
minha
bisneta
e
afilhada
Ernestina,
filha
do
Doutor
Ernesto da Silva Braga,
um
conto
de
réis
e ao
meu
bisneto
e
afilhado
Arlindo,
filho
de
meu
neto
Saturnino,
a
quantia
de
um
conto
de
réis.
Deixo a
três
filhas solteiras de Joaquim
Ferreira,
já
falecido, de
nomes
Lúcia, Maria e
Mariana
cem
mil
réis
a
cada
uma e deixo a
mais
três
filhos
solteiros
de Severino,
neto
do falecido Aleixo
Ribeiro,
cem
mil
réis
a
cada
um.
Deixo
finalmente
o
remanescente
de
meus
bens
para
serem repartidos
com
igualdade
pelos
meus
filhos.
Esta é a
minha
última
vontade
e
disposição
para
depois
de
minha
morte,
e
por
este
testamento
revogo
qualquer
outro.
Cidade
do
Turvo,
dois
de
setembro
de
mil
oitocentos e oitenta.
Baronesa
de Cajurú.
Livro
2º, fls. 42v/45 do
Registro
de
Testamentos
do
Cartório
do 1º
Ofício
da
Comarca
de Andrelândia, MG.
Fontes
pesquisadas
para
estruturar
este
trabalho:
*O