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GENEALOGIA
MINEIRA*
Título I
Rodrigues da Cunha
(séc. XVIII, XIX, XX)
1929
*Obs: Com acréscimos feitos por Angela Pimentel Duarte marcados em
verde.
O
apelido “Rodrigues da Cunha”
adotado no Brasil por uma grande família vem de era muito remota e em Minas
Gerais começou a aparecer pêlos meados do Século XVII.
Em falta de melhor documentação par traçar a genealogia dos
Rodrigues da Cunha, tomarei como ponto de partida o capitão Francisco
Rodrigues da Cunha Mattos, tronco de numerosa família deste nome, domiciliada
no Triângulo Mineiro, Centro de Minas e Goiás.
O Capitão Francisco Rodrigues
da Cunha Mattos, segundo se supõe, era natural da freguesias de Congonha
dos Campos, da antiga comarca de Vila Rica (Ouro Preto), nascido em meados do
Século VXIII.
Foi senhor de vastos latifúndios e escravatura, proprietário da
sesmaria do Campestre cuja
aquisição fizera por dois mil cruzados. Ali, por longo tempo, dedicou-se à
agricultura, tecelagem e industria pastoril.
A prodigalidade do capitão Francisco Rodrigues da Cunha em conceder abono a quem lhe pedisse, ultimamente, fê-lo obrigado a pagar ao erário público e a particulares, por compromissos assumidos, vultuosa soma, resultando daí o arrolamento de seus bens que se levaram em hasta pública. E o profundo desgosto que lhe nasceu deste fato, ocasionou-lhe a morte.
D. Maria do Carmo, filha primogênita do segundo matrimônio do
capitão Francisco Rodrigues da Cunha Mattos assumiu, em seguida a direção
dos negócios da fazenda. Intercedendo, ela obteve dos credores de seu pai a
desejada moratória para aquele pagamento que, assim, se pode fazer no prazo
concedido.
Aos herdeiros ficaram apenas as terras do Campestre
nas quais os mesmos se estabeleceram
em pontos diferentes e se entregaram, todos, a misteres diversos, conquistando
as sólidas fortunas que numerosos dos seus descendentes ainda hoje possuem.
O capitão Francisco Rodrigues da Cunha Mattos , casado, ali, em
primeiras núpcias na família Alvim , teve 12 filhos, sendo 6 homens e 6 mulheres, que hoje
contam elevado número de descendentes.
Dentre estes um foi o Dr. José Cesáreo de Faria Alvim, primeiro
presidente constitucional do Estado de Minas Gerais.
Em segundas núpcias, casou-se com d. Maria
Antonia do Espírito Santo com quem, igualmente, teve 12 filhos, sendo
ainda, 6 homens e seis mulheres, como
se vê dos capítulos seguintes.
Capítulo II –
Capitão José Rodrigues da Cunha
Capítulo IV – Anna
, falecida, solteira
Capítulo V -
Joanna ... casada com Manoel da Cunha
Xavier.
Capítulo VI – Joaquina, falecida solteira.
Capítulo VII – Pascoa, falecida solteira.
Capítulo VIII – Capitão Manoel Rodrigues da
Cunha Mattos (Pólvora)
Capítulo
IX – Francisco Rodrigues da Cunha
Capítulo
X – Bento Rodrigues da Cunha.