"Memorial’32 – Centro de Estudos José Celestino Bourroul"


 
 

O mais raro e completo acervo de livros e objetos referentes à Revolução Constitucionalista de 1932, organizado pelo Dr. José Celestino Bourroul, foi doado pelos seus herdeiros ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Para abrigar o acervo foi criado no 4º andar do instituto, que fica à  Rua Benjamin Constant, 158 , no Centro de São Paulo, o “Memorial’32 – Centro de Estudos José Celestino Bourroul”,  inaugurado em 09 de Julho/2005, às 17h30.

 

A reforma e adaptação do centro de estudos foi financiada pela própria família Bourroul. A biblioteca é a primeira do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo a permitir o acesso público. Todas as outras existentes no prédio são restritas ao pessoal especializado.

 

Sobre a Revolução de 32 há trabalhos ainda não publicados, rascunhos, cadernetas de campo de combates, álbuns de materiais forjados para a campanha, recortes de jornais e listas de contribuições da época, etc. Há também no acervo o que de melhor se publicou sobre a história brasileira desde a colonização até os dias atuais, passando por biografias e perfis dos personagens mais destacados, polêmicos, esquecidos e marginalizados, que deixaram sua marca na história. Pilares da história colonial brasileira e paulista, genealogia e várias obras raríssimas da literatura brasileira do inicio do século XX.

 

José Celestino Bourroul, falecido em março de 2004, foi engenheiro assistente do prefeito Prestes Maia entre os anos de 1961 e 1965. Sua víuva, Carbia Bourroul é a diretora do memorial'32 feito em sua homenagem no Instituto.

 

O Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, fundado em 1894 por Leão Estevão Bourroul, Antônio de Toledo Piza e Domingos Jaguaribe, e hoje presidido pela Dra. Nelly Martins Ferreira Candeias, tem como objetivo, juntamente com outras instituições paulistas, marcar a relevância do Estado de São Paulo na produção de cultura e valores históricos para o país.  A frase “A história de São Paulo é a história do Brasil”, no primeiro volume da revista do instituto, é uma boa síntese do pensamento e do conhecimento produzidos nessa instituição.

 

 
 

 

Memorial’32 – Centro de Estudos José Celestino Bourroul"

 

Acervo sobre Revolução Constitucionalista de 1932

 
 

Serviço

Rua Benjamin Constant, 158

Memorial'32:  Tel. 3104-5050 (no período da tarde)

Secretaria do IHGSP: 3242-8064.

 

Fonte:

Matéria da Associação Viva o Centro www.vivaocentro.org.br

de Ana Paula Carvalho,

fotos de Flavio Moraes.

 

A Biblioteca José Celestino Bourroul é uma prova do amor de seu organizador a São Paulo

 

Voltada para o estudo e entendimento da Revolução Constitucionalista de 1932, essa coleção foi se ampliando ao longo do tempo, à medida em que seu colecionador compreendia a complexidade do tema que lhe era tão caro. “Para se entender a Revolução de 32, dizia o Dr. José Celestino, havia que se ter uma mente ampla, debitola larga”, pois suas ramificações remontavam ao período colonial, com a formação da cultura, pensamento e modo de ser paulistas.  Por isso essa extraordinária coleção contém o que de melhor se publicou no Brasil sobre a história brasileira desde a colonização até os dias atuais, passando por biografias e perfis dos personagens mais destacados, polêmicos, esquecidos e marginalizados, mas que deixaram sua marca na história nacional. Seu escopo abrange as obras fundamentais e fundadoras da etnografia, sociologia, etnologia brasileiras, com autores do porte de Herbert Balbus, Florestan Fernandes, Alceu Maynard Araujo, as obras de Alfredo Ellis Junior e Afffonso Taunay, pilares da história colonial brasileira e paulista, genealogia e várias obras raríssimas da literatura brasileira do início do século vinte, como as de Nutto Santana, Paulo Setúbal entre outros. Incorpora além disso, 147 títulos da famosa coleção Brasiliana, obras completas de Hélio Silva, David Nasser, Carlos Lacerda, Ruy Barbosa, Oliveira Vianna, Fernando Henrique Cardoso, só para citar alguns dentre tantos. Sobre a Revolução de 1932, é completíssima, trazendo inclusive trabalhos ainda não publicados, rascunhos, cadernetas de campo de combatentes, albuns de materiais forjados para a campanha, recortes de jornais da época, listas de contribuições, etc.

É de uma riqueza e importância só encontradas em bibliotecas de grandes universidades como as da USP e UNICAMP e sua doação ao Instituto Histórico Geográfico de São Paulo é a consolidação de um compromisso assumido pela família Bourroul com São Paulo e com a História do Brasil.

 
     
 

 

     

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