JOAQUIM EGÍDIO DE SOUSA ARANHA
JOAQUIM EGÍDIO DE SOUSA ARANHA
Comendador; Presidente da Cia. Paulista, construtora da Estra de
Ferro Jundiaí a Campinas; Barão de Três Rios a 10 de agosto de 1872;
Visconde de Três Rios a 19 de julho de 1879; Conde de Três Rios a 19 de
julho de 1880 e Marquês de Três Rios a 7 de maio de 1887.Homem ativo e inteligente, dotado de grande senso, foi em sua
mocidade negociante de tropas, como era uso antigamente, e nesse mister
percorreu o Sul do Pais, vindo mais tarde fixar-se na terra natal, em
cu)a sociedade deveria ocupar lugar dos mais destacados. Membro
proeminente do Partido Liberal, que chefiou, foi eleito vereador à Câmara
Municipal de Campinas, nos triênios de 1849-52, 1857-60 e 1873-76,
presidindo a edilidade nesta última legislatura.Suplente de deputado provincial em 1856, fez-se eleger deputado em
1860-63, e em 1864-66. Teve, com outros ilustres conterrâneosl a glória
de assinar, em 1862, o primeiro manifesto para a fundação da Cia.
Paulista de Estradas de Ferro. Pertenceu à Guarda Nacional de Campinas,
recebendo a 6 de fevereiro de 1855, a condecoração de Oficial da Imperial
Ordem da Rosa, e foi promovido, em 1871, ao posto de coronel e comandante
superior da Milícia.Ao inaugurar-se a linha da Estrada de Ferro Paulista, de Jundiaí a
Campinas, em 1872, foi agraciado com o titulo de Barão de Três Rios, por
decreto Imperial de 10 de agosto do mesmo ano, sendo mais tarde elevado a
Visconde do mesmo título, por decreto de 19 de julho de 1879.Em 1876, passou a residir em São Paulo, sendo distinguido a 19 de
janeiro de 1878, com a honrosa nomeação de segundo vice-presidente da
Província. No exercício do elevado cargo, ocupou a presidência por três
vezes. Por decreto Imperial, a 19 de julho de 1880, é agraciado com o
título de Conde da mesma denominação.Possuia elevados sentimentos de filantropia e, por seus esforços,
foi construido o Hospital de Varíolosos de São Paulo, além de fazer
donativos às instituições de caridade, destacando-se o de 80 contos de
réis, importância fabulosa para a época, à Santa Casa de Misericórdia de
São Paulo, da qual foi provedor.Em 1884, o então Conde de Três Rios hospedou SS. AA. Imperiais, a
Princesa Isabel e o Conde D'Eu, em Campinas, e em 1886, na mesma cidade,
SS. Majestades Imperiais D. Pedro II e D. Teresa Cristina Maria.Por decreto de 7 de maio de 1887, é agraciado com o elevado título
de Marquês de Três Rios, e ainda condecorado com a Grã-Cruz da Imperial
Ordem de Cristo. Foi rico proprietário urbano e rural, e destacando-se a
fazenda Santa Gertrudes, no município de Rio Claro. Emprestou o
prestígio de seu nome e o apoio de sua fortuna à fundação de diversas
empresas que contribuíram grandemente para o progresso de sua terra natal
e da Capital paulista. Foi um dos fundadores do BANCO COMMÉRCIO E
INDÚSTRIA DE SÃO PAULO..O Marquês de Três Rios foi casado, em primeiras núpcias, com D. Ana
Francisca de Pontes Aranha, primeira Baronesa de Três Rios, natural de
Campinas, e falecida em 1875 ; em segundas núpcias casou-se com D. Maria
Hipólita dos Santos Silva, Baronesa de São João do Rio Claro, viúva do
Barão do mesmo título.Faleceu o Marquês de Três Rios a 19 de maio de 1893, em São Paulo,
sendo sepultado no cemitério do S. S. Sacramento ; deixou descendência só
do primeiro casamento. Era irmão da Baronesa de ltapura.A Marquesa pouco tempo sobreviveu ao marido, pois, também faleceu na
Capital do Estado, a 19 de outubro de 1894, sendo sepultada no cemitério
da Consolação, não deixando geração.
JOAQUIM EGÍDIO DE SOUSA ARANHA
JOAQUIM EGÍDIO DE SOUSA ARANHA
Comendador; Presidente da Cia. Paulista, construtora da Estra de
Ferro Jundiaí a Campinas; Barão de Três Rios a 10 de agosto de 1872;
Visconde de Três Rios a 19 de julho de 1879; Conde de Três Rios a 19 de
julho de 1880 e Marquês de Três Rios a 7 de maio de 1887.Homem ativo e inteligente, dotado de grande senso, foi em sua
mocidade negociante de tropas, como era uso antigamente, e nesse mister
percorreu o Sul do Pais, vindo mais tarde fixar-se na terra natal, em
cu)a sociedade deveria ocupar lugar dos mais destacados. Membro
proeminente do Partido Liberal, que chefiou, foi eleito vereador à Câmara
Municipal de Campinas, nos triênios de 1849-52, 1857-60 e 1873-76,
presidindo a edilidade nesta última legislatura.Suplente de deputado provincial em 1856, fez-se eleger deputado em
1860-63, e em 1864-66. Teve, com outros ilustres conterrâneosl a glória
de assinar, em 1862, o primeiro manifesto para a fundação da Cia.
Paulista de Estradas de Ferro. Pertenceu à Guarda Nacional de Campinas,
recebendo a 6 de fevereiro de 1855, a condecoração de Oficial da Imperial
Ordem da Rosa, e foi promovido, em 1871, ao posto de coronel e comandante
superior da Milícia.Ao inaugurar-se a linha da Estrada de Ferro Paulista, de Jundiaí a
Campinas, em 1872, foi agraciado com o titulo de Barão de Três Rios, por
decreto Imperial de 10 de agosto do mesmo ano, sendo mais tarde elevado a
Visconde do mesmo título, por decreto de 19 de julho de 1879.Em 1876, passou a residir em São Paulo, sendo distinguido a 19 de
janeiro de 1878, com a honrosa nomeação de segundo vice-presidente da
Província. No exercício do elevado cargo, ocupou a presidência por três
vezes. Por decreto Imperial, a 19 de julho de 1880, é agraciado com o
título de Conde da mesma denominação.Possuia elevados sentimentos de filantropia e, por seus esforços,
foi construido o Hospital de Varíolosos de São Paulo, além de fazer
donativos às instituições de caridade, destacando-se o de 80 contos de
réis, importância fabulosa para a época, à Santa Casa de Misericórdia de
São Paulo, da qual foi provedor.Em 1884, o então Conde de Três Rios hospedou SS. AA. Imperiais, a
Princesa Isabel e o Conde D'Eu, em Campinas, e em 1886, na mesma cidade,
SS. Majestades Imperiais D. Pedro II e D. Teresa Cristina Maria.Por decreto de 7 de maio de 1887, é agraciado com o elevado título
de Marquês de Três Rios, e ainda condecorado com a Grã-Cruz da Imperial
Ordem de Cristo. Foi rico proprietário urbano e rural, e destacando-se a
fazenda Santa Gertrudes, no município de Rio Claro. Emprestou o
prestígio de seu nome e o apoio de sua fortuna à fundação de diversas
empresas que contribuíram grandemente para o progresso de sua terra natal
e da Capital paulista. Foi um dos fundadores do BANCO COMMÉRCIO E
INDÚSTRIA DE SÃO PAULO..O Marquês de Três Rios foi casado, em primeiras núpcias, com D. Ana
Francisca de Pontes Aranha, primeira Baronesa de Três Rios, natural de
Campinas, e falecida em 1875 ; em segundas núpcias casou-se com D. Maria
Hipólita dos Santos Silva, Baronesa de São João do Rio Claro, viúva do
Barão do mesmo título.Faleceu o Marquês de Três Rios a 19 de maio de 1893, em São Paulo,
sendo sepultado no cemitério do S. S. Sacramento ; deixou descendência só
do primeiro casamento. Era irmão da Baronesa de ltapura.A Marquesa pouco tempo sobreviveu ao marido, pois, também faleceu na
Capital do Estado, a 19 de outubro de 1894, sendo sepultada no cemitério
da Consolação, não deixando geração.
MARIA HIPÓLITA DOS SANTOS SILVA
MARIA HIPÓLITA DOS SANTOS SILVA
Era viúva do Barão de São João do Rio Claro (Amador Rodrigues de
Lacerda Jordão) e baronesa do mesmo título.
Casando com o Marquês de Três Rios, passoa a ser a Baronesa de Três
Rios, não havendo descendência de tal união.
MARIA HIPÓLITA DOS SANTOS SILVA
MARIA HIPÓLITA DOS SANTOS SILVA
Era viúva do Barão de São João do Rio Claro (Amador Rodrigues de
Lacerda Jordão) e baronesa do mesmo título.
Casando com o Marquês de Três Rios, passoa a ser a Baronesa de Três
Rios, não havendo descendência de tal união.