A GRANDE FAMÍLIA

Info. Históricas


LUIZ PORTO MORETZSOHN DE CASTRO

LUIZ PORTO MORETZSOHN DE CASTRO

O Dr. Luiz Porto Moretzohn de Castro, nasceu em S. Paulo,
Freguesia de Santa Ifigênia, a 02 de novembro de 1861, onde faleceu a 24
de abril de 1941; filho do Dr. Francisco Xavier Moretzsohn, natural
da Piedade de Magé/RJ, (promotor público em Campinas, Juiz Municipal e de
Órfãos do Rio Claro e Juiz de Direito de Guaratinguetá e Mogi das
Cruzes), e de Emília Augusta da Silva Porto, natural de S. Paulo; Neto
paterno de Luiz Moretzsohn, natural do distrito da cidade de
Putzig, reino da Prússia (É tradição na família que os Moretzsohn vão
buscar sua origem em Moretz, também chamado Morzo --- povoado da Rússia,
distrito de Atkarsh, junto a uma lagoa e próximo à margem esquerda do
Torza, sub-afluente do Don), vindo para o Brasil em 1829, o qual, tendo
explorado lavras de ouro em Minas Gerais, foi depois proprietário e
negociante em grosso, em Piedade de Magé, possuindo embarcações, à vela
e a vapor, com carreira regular entre aquele porto e Rio de Janeiro, e
de sua mulher Joaquina Cândida de Souza Oliveira e Castro, natural de
Ouro Preto, onde se casou a 11 de junho de 1831; Bisneto, por esta, do
Brigadeiro Matheus Alberto de Souza Oliveira e Castro e sua mulher
Feliciana Cândida Esméria da Fonseca, ambos de Ouro Preto, esta, filha de
José Veríssimo da Fonseca e sua mulher Ana da Fonseca; 3ð. Neto do Dr.
Manuel de Souza e Oliveira e sua mulher Joana Perpétua de Castro e
Negreiros, que residiram em Ouro Preto; 4ð. Neto de Antonio Álvares de
Castro, natural de Portugal, e sua mulher Joana Batista de Negreiros,
natural da Bahia, os quais vieram para Minas Gerais na 1®. metade do
Século XVIII, juntamente com Antonia de Negreiros (irmã de Joana),
casada com Alexandre da Cunha Matos --- De Antonio Álvares de Castro e
Joana Batista de Negreiros, procedem as famílias de Minas e Rio:
Negreiros -Castro, Negreiros - Sayão - Lobato, Manso da Costa Reis,
Galvão - de S. Martinho, Monteiro - de Castro, Monteiro - da Silva, e
quase todos os Monteiros - de Barros, etc. De Alexandre da Cunha Matos e
Antonia de Negreiros, procedem as famílias: Monteiro - Nogueira - da
Gama, Vidal - Leite - Ribeiro, Miranda - Lima. Neto, por parte de sua mãe
Emília Augusta da Silva Porto, de Manuel Ribeiro da Silva Porto, natural
do Porto, e sua mulher Maria Inácia da Silva, de Rio Pardo/RS, filha do
Capitão de Cavalaria, João Batista da Silva Brandão, natural de Ouro
Preto, e sua mulher Maria Inácia de Jesus e Freitas, de S. Paulo,
esta, filha do Capitão Antonio de Freitas, também paulista; Bisneto de
Antonio Ribeiro da Silva Bayão, do Porto, e sua mulher Rita Gertrudes.
(Vide Genealogia Paulistana de Silva Leme - Vol. 2 - págs. 200 a 206).
(Fonte: Arquivo particular do Min. Luiz Porto Moretzsohn de Castro,
transcrito pelo Dr. Ricardo Gumbleton Daunt, em matéria publicada na
Revista do Inst. Heraldico-Genealógico, Anos IV e V - Nð. 8 l940/41 -
Págs. 270 a 284, por ocasião de homenagem prestada à memória do
biografado, falecido naquele período).

Fez seus primeiros estudos, e o de humanidades, sob orientação de
seu pai, emérito educador e fundador do acreditado Colégio Moretzsohn, de
conceito destacado na tradição estudantil paulistana. Terminado o curso
de humanidades, matricula-se na Faculdade de Direito de S. Paulo, onde se
diploma a 25 de novembro de 1882; ao deixar a Faculdade, advoga em
Descalvado, onde grangeia grande círculo de amigos, principalmente nos
meios conservadores, que tudo fazem para atraí-lo à politica partidária,
não obstante pertencer seu pai ao Partido Liberal.
O seu feitio espiritual, mais tarde comprovado pela sua entrada na
legislatura, não se adapta às facções, quase sempre ninhos do critério
interesseiro das conveniências pessoais.
Assim, de 1884 a 1885, vêmo-lo no exercício do cargo de promotor
público de Iguape/SP. A 12 de abril de 1887, perante o Barão de
Parnaíba, então presidente da Província de S. Paulo, presta juramento
para o cargo de Juíz Municipal e de Órfãos dos Termos reunidos de
Xiririca e Apiaí, por nomeação de D. Pedro II e referendada pelo
Conselheiro Joaquim Delfim Ribeiro da Luz, datada de Petrópolis aos 26 de
março de 1887.
Deixando as atribuições de Juíz Municipal, que eram provisórias, vem
fixar residência em S. Paulo, onde passa a trabalhar com eficiência nos
escritórios da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, durante cerca de
5 anos.
Vamos de novo, e agora em carater definitivo, encontra-lo na
Magistratura, como Juíz de Direito da 2®. Vara de Santos, de 1890 a 1912,
ano em que é promovido, por merecimento, a Ministro do Tribunal de
Justiça do Estado, em 31 de julho, cargo que entretanto exercia, em
comissão, desde 4 de junho do mesmo ano, em sucessão ao Dr. Juvenal
Malheiros de Sousa Menezes.
Ao aposentar-se, por Decreto de 2 de setembro de 1918, o merecido
descanso foi justo prêmio à uma existência toda voltada ao bem
público, sucedendo-lhe no cargo o Dr. Luiz Aires de Almeida Freitas,
que se empossa a 9 de setembro de 1918.
Em 1900, quando Juíz de Direito em Santos, dá publicidade aos
“Apontamentos Genealógicos” - Famílias Paulistas e Européias - com as
quais se entroncam os Pais de Barros - Penteado, originários de Itú,
e Vasconcelos - Vergueiros. Desenvolve neste trabalho a ilustre linhagem
ascendente de sua esposa, dona Irene Bonamy Vergueiro Platt. São de sua
autoria, os seguintes trabalhos: Ramo da Fa mília Daunt no Livro de Ouro,
comemorando o Primeiro Centenário do nascimento do Dr. Ricardo
Gumbleton Daunt (1818-1918), trabalho genealógico e biográfico
apresentado para sua efetivação nas funções de Conselheiro do Instituto
Heráldico-Genealógico; Títulos de Morais da “Genealogia Paulistana”
in “Revista do Instituto de Estudos Genealógicos”, nð. 1, Ano, 1937;
Origem dos Lemes de S. Paulo, “in Revista”citada nð. 3 e 4 - 1938;
Origem da Família Moniz Botelho de S. Paulo, “in Revista” do Instituto
Herádico-Genealógico, nð. 7, ano IV , 1940.


MARIA ISABEL PLATT MORETZSOHN DE CASTRO

MARIA ISABEL PLATT MORETZSOHN DE CASTRO
Foi Irmã Religiosa, com o nome de "Luiza Irene", da Benemérita
Congregação de São José, tendo sido professora da Escola Normal,
oficializada, da mesma congregação, e que funcionou no
Colégio N. Sra. da Assunção, em Piracicaba - SP.