GOTTFRIED BERNHARD KEPPLER-(Köepp)
GOTTFRIED BERNHARD KEPPLER,(Köepp) - nasceu em Elsfleth (Oldemburg)
Alemanha a 22 de maio de 1802. Em fevereiro de 1829 chegava ao porto do
Rio de Janeiro, juntamente com sua esposa ELIZABETH WHILHELMINE BECKER,
sendo que no dia 8 daquele mês, embarcariam no bergantim Orestes, com
destino a Porto Alegre.
Pela relação de Hillebrand, consta uma data de registro como sendo
18 de março de 1829 e dá seu nome como BERNARDO KÖPPLER. Já nos avisos do
governo, consta a chegada em Porto Alegre, como 30 de março de 1829, com
baldeação de uma leva de 69 famílias, mais 17 avulsos, num total de 365
colonos, todos a bordo do bergantim "Orestes". Com a chegada na Capital
Gaúcha, tais famílias foram baldeadas para a canhoneira "18 de Outubro",
para transporta-los à colônia de São Leopoldo.
Quanto ao problema da grafia do apelido (sobrenome) Köppler, foi
fato comum na época, pois não só neste caso, mas muitos houveram, onde
apenas se escrevia, em conformidade como eram ouvidos. Usaremos no
presente trabalho a expressão mais comum, constante nos registros de
batismo: a de KEPPELER.
Ainda existe um outro ponto que precisa ser esclarecido: refere-se à
adoção, primeiro pelo filho JOÃO que não se sabe o motivo, começou a se
assinar MARTINS KEPPELER, seguindo o mesmo hábito o seu irmão JORGE.
Na relação de chegada dos colonos alemães, sob o nð 63, também
consta a presença de JOÃO PREISS, ali tido como parente, mas na relação
de Hillebrand, a catalogação foi individual, dando Bernanrdo apenas com a
esposa, e João Preiss em separado. Sabe-se apenas que Bernardo (como
geralmente consta nos assentamentos de batismo), morava em São Leopoldo
por volta de 1840, e que ali faleceu a 28 de março de 1847, tendo
exercido a profissão de pedreiro.
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FAMÍLIA KEPPLER - 160 ANOS DE PRESENÇA NO RIO GRANDE DO SULPor Cláudio Fortes - Sócio Efetivo do Instituto
Genealógico Brasileiro e fundador e Diretor do Jornal Brasileiro de
CulturaQuando neste mês de julho de 1989 se comemora os 165 anos de
presença germânica
No RS, temos a satisfação de trazer à luz um humilde trabalho que trata
de uma família chegada ao Sul do Brasil em 1829.
O título Köppler, Keppler, Kepler, Koep ou Keppeler, em suas
variações de grafia, jamais foi estudado com profundidade e, tal
denominação apenas consta como simples referência, do seu titular, na
relação de Hillebrand e sob o nð 1519 no "Deutsch Einwanderer in São
Leopoldo - 1824-1937" von Wilhelm Wolf (Ed. 1964).
Nem mesmo nos seis volumes editados pelo Instituto Hans Staden, sob
o título "Famílias Brasileiras de Origem Germânica" temos tal referência.
Muito já se falou e se escreveu sobre a vinda dos primeiros colonos
alemães em 1824 e, até já foram publicados excelentes trabalhos, de
autores renomados como o Dr. Carlos Henrique Hunsch, mas em nenhum deles
vimos tratada tal família, já que tais estudos abrangem apenas as
chegadas de 1824 a 1827.
A imigração alemã no Rio Grande do Sul começou, oficialmente, em
julho de 1824 e, na primeira fase, até dezembro de 1825, 1.027 imigrantes
chegaram à colônia de São Leopoldo. Mas não foi fácil recruta-los: sem a
firmeza e determinação do major Georg Anton Alouysius von Schaefer, um
homem de ciência e aventureiro, amigo pessoal de D. Pedro I e de Dona
Leopoldina, talvez a imigração oficial não se teria realizado.
Superada em número de imigrantes por portugueses, italianos e
espanhóis, a colônia alemã no Brasil, porém, é a que produziu a prole
mais numerosa. Esse dado, embora não verificado estatísticamente, é
freqüentemente lembrado nos consulados e institutos culturais alemães ---
provavelmente como uma manifestação de orgulho pela integração dos
imigrantes aos valores e cultura brasileiros.
O fluxo imigratório oficial de alemães para o Brasil, começou em
1824. Desse ano até 1884, entraram quase 62 mil pessoas, numa média de 10
mil por década. Esse número sofreu um aumento sensível, coincidentemente
logo após a proclamação da República --- 13 mil pessoas ingressaram no
Brasil entre 1890 e 1894 --- para declinar nos vinte anos seguintes.
Pouco antes da chegada dos primeiros imigrantes, o Rio Grande do Sul
tinha 106 mil habitantes, e a instrução era quase nenhuma: havia uma e
outra escolinha paroquial, e as primeiras escolas públicas sómente foram
criadas em 1820; a economia centrava-se na pecuária e em pouca
agricultura.
Ao chegarem, finalmente, em 1824, os pioneiros alemães encontravam o
seguinte quadro, descrito por Gonçalves Chaves: "Ninguém é mais tratado
entre nós do que um lavrador. Antes de se proclamar a Constituição,
tirava-se a um lavrador para a guerra, todos os bois, todas as carretas,
todos os filhos e depois ia mesmo o chefe de família, e o restante da
casa ficava entregue à Divina Providência".
Tanto que, já em 1826, alguns imigrantes, recém chegados, eram
recrutados para as guerras da Cisplatina, e onde, anos depois lutariam na
dos Farrapos. Tudo lhes era desfavorável, mas a terra fértil, a caça
livre, a madeira abundante compensava o caminho das pedras. E, com a sua
vinda, se inaugurava a fase de maior riqueza do Rio Grande.
FRANCISCA LUIZA MARTINS KEPPELER
Batizada a 27 de dezembro de 1862.
Batizado a 17 de janeiro de 1892, tendo como padrinhos Jorge Martins
Keppeler e Maria Carlota da Conceição.
Batizada a 02 de julho de 1899, tendo como padrinhos Miguel Martins
Keppeler e Isabel Keppeler da Cunha.
Batizado a 15 de junho de 1900.
Batizada a 31-12-1904, tendo como padrinhos Antonio Martins Keppeler e
Etelvina da Silva Malta.
Batizado na Matriz do Rosário, em Porto Alegre, a 27 de março de 1870.
Batizado a 23 de março de 1913.
Batizado a 23 de março de 1913.
Batizada a 29 de dezembro de 1865.
Batizada a 12 de julho de 1902, tendo como padrinhos Antonio Martins
Keppeler e Etelvina da Silva Malta.
Batizada a 08 de dezembro de 1867, tendo como padrinhos Augusto Caetano
da Silva Neco e Francisca da Silva Fraga.
Batizado a 24 de agosto de 1895.
Batizado no dia do nascimento, 24 de agosto de 1895.
Batizado a 11 de abril de 1898.
Batizado a 30 de outubro de 1872.
Batizada a 30 de março de 1918. Foi casada e residia em Caxias do Sul -
RS.
Batizado a 04 de junho de 1877.
Batizada a 23 de março de 1913.
MARIA CARLOTA MARTINS KEPPELER
Batizada a 30 de dezembro de 1916.
Tudo indica que foi casado duas vezes, de acordo com óbito encontrado no
Livro 8, folha 85v da Matriz de Viamão:
"Aos no dias do mes de junho de 1909, nesta Freguesia de Viamão, Dioceses
do Estado do Rio Grande do Sul, faleceu Maria José da Rosa, viúva de
Miguel Martins Keppeler, ela natural e moradora nesta Freguesia, de 30
anos de idade e foi sepultada no Cemitério Público".
Batizado a 20 de julho de 1892, tendo como padrinhos João Estácio da
Cunha e Laurinda Guterres de Godoy.
Batizada a 22 de agosto de 1893, tendo como padrinhos Jorge Martins
Keppeler e Maria Carlota da Conceição.
Batizado em 07 de janeiro de 1905.