JOSÉ CESÁRIO DE FARIA ALVIM SOBRIHO
Em Ouro Preto cursou o Colégio Mineiro e a Escola de Farmácia. Em
Itabira, MG, foi chefe político de incontestável prestígio, por várias
vezes vereador à Câmara Municipal e diretor-gerente da Fábrica de Tecidos
da Gabiroba. Fez parte da diretoria do Banco do Comércio e Indústria de
Minas Gerais S. A. de que foi um dos acionistas fundadores.
Farmacêutico.
Comerciante.
JOSÉ GERALDO BRANDÃO ALVIM CARNEIRO
Bacharel pela Faculdade de Direito da UFMG.
Foi jornalista. Redator do ESTADO DE MINAS e fundador da FOLHA DE MINAS.
Deste último jornal foi diretor no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
Namorou a ciência e a conquistou. Buscou-a e a encontrou. E a
dominou, com grande alegria na alma.Foi um cientista modesto, pois a modéstia é o maior ornamento do saber.
Sábio cuja sabedoria não foi orgulhosa.Escreveu e publicou tantos e tão interessantes trabalhos que, sobre
muitas nações, o seu nome voou nas asas da maior e da melhor fama.
(Alguns trabalhos escreveu-os junto com seu sobrinho, Ronaldo Carneiro
Alvim.Foi Engenheiro Agrônomo, diplomado pela Escola Superior de Agricultura de
Viçosa, MG. Fez o curso de pós-graduação na Universidade de Cornell
Ithaca, New York, Estados Unidos, entre outubro de 1945 e dezembro de
1947. Nela conseguiu o título de PhD com especialização em Fisiologia
Vegetal, Agricultura Tropical e Ecologia. Sua tese de doutorado: Studies
on the mechanism of stomatal behavior.De junho de 1941 a setembro de 1945, foi professor assistente de Botânica
e Fisiologia Vegetal da Escola Superior de Agricultura da Universidade
Rural do Estado do Minas Gerais em Viçosa. De janeiro de 1948 a dezembro
de 1950, foi professor titular das mesmas matérias na citada escola. De
janeiro de 1951 a junho de 1955, foi pesquisador e professor da Escola de
Pós-Graduação do Instituto Interamericano de Ciências Agrícolas da
Organização dos Estados Americanos, em Turialba, Costa Rica. Ainda ocupou
o cargo de diretor técnico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura
Cacaueira, tendo sido o principal responsável pela organização e
implantação dos departamentos técnicos dessa modelar instituição e, de
maneira especial, do Centro de Pesquisa do Cacau (CEPEC), considerado no
Brasil e no Exterior como um dos mais bem concebidos centros para estudos
agrônomos, em regios tropicais.Na CEPEC realizou inúmeros trabalhos técnicos-científicos cujos
resultados já se fazem sentir no aumento da produção de cacau no Brasil,
que passou de uma média anual de 130.000 toneladas no triênio 1962/1965
para 250.000 no triênio 1973/1976.Notáveis e importantíssimas, suas contribuições científicas no campo da
Fisiologia Vegetal e Agricultura Tropical:Inventou um instrumento de grande utilidade para os botânicos,
fisiologistas e agrônomos, conhecido internacionalmente e citado em
livros de texto de fisiologia como "Parômetro de Alvim", utilizado para
avaliar o grau de deficiência de águal em plantas através da abertura dos
estômatos.
Inventou um tipo de dendrômetro simples e de grande utilidade não apenas
para medir o crescimento do diâmetro das árvores, mas também para
pesquisar os efeitos da falta ou do excesso de água sobre a fisiologia
das plantas.
Foi o primeior a demonstrar que diversas plantas tropicais necessitam de
um "choque" de desidratação-hidratação (seqüência de período seco para
período úmido) a fim de abrirem suas flores ou renovarem sua folhagem
(floxos de crescimento). Propôs o termo "hidroperiodismo" para se referir
ao fenômeno.
Foi o primeiro técnico a demonstrar experimentalmente que a causa da
formação dos "campos cerrados" - tipo de vegetação que ocupa 20% de todo
o território brasileiro - é a baixa fertilidade dos solos por
deficiências minerais, conforme explicou em seu trabalho: El suelo como
factor ecológico en el desarrollo de la vegetación en el centro-oeste del
Brasil.
Durante os últimos anos da década de 1970, conduziu, sob os auspícios do
Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico, uma série
de trabalhos sobre problemas ecológicos e agrícolas da Região Amazônica.
Seus conceitos sobre o potencial agrícola da Amazônia estão reunidos nas
publicações: Los tropicos bajos de la America Latina: recursos y ambiente
para el desarrollo agricola; Agricultura nos Trópicos Úmidos:
potencialidade e limitações; The balance between conservation and
utilization in the humid tropics with special reference to the Amazon
region of Brazil.
Publicou mais de duzentos trabalhos científicos, no Brasil e no exterior.
Entre eles, merecem destaque os relacionados com a atividade
fotossintética das células guardas, a energia solar e a produtividade
agrícola, a ecologia e a flora da região semi-árida do Nordeste do
Brasil, a periodicidade de crescimento das árvores em climas tropicais, a
ecofisiologia do cacau, fisiologia do café, processo simples para
conservar o poder germinativo do cacau, etc.Seus principais trabalhos no campo da fisiologia vegetal e ecologia de
cultivos tropicais (cacau, café, borracha e outros) estão resumidos em
interessante livro publicado, em 1977, pela Academic Press, dos Estados
Unidos, de parceria com T. T. Kozlowsky: Ecophysiology of Tropical Crops.Entre seus títulos honoríficos, encontram-se estes: Membro da Academia
Brasileira de Ciência; Primeiro presidente da Sociedade Latino Americana
de Fisiologia Vegetal; Presidente da Sociedade Botânica do Brasil; Membro
da Junta Diretiva do Centro Internacional de Agricultura Tropical; Membro
do Conselho Deliberativo da American Society of Plant Physiologists, dos
Estados Unidos; Presidente do Comitê Internacional da UNESCO para o
projeto sobre Efeito do aumento das atividades humanas nas Regiões Úmidas
(Projeto n. 1 do programa: O homem e a biosfera); Presidente do II
Simpósio Latino-Americano de Fisiologia Vegetal, realizado em Mendoza,
Argentina, no ano de 1967.Pertenceu a diversas Sociedades Científicas. Entre elas as seguintes,
aqui mencionadas: Sociedade Botânica do Brasil (fundador e presidente);
Sociedade Latino-Americana de Fisiologia Vegetal (primeiro presidente, de
1972 a 1976); American Society of Plant Physiology (Membro do Conselho
Deliberativo); Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (Membro
do Conselho); Scandinavian Society of Horticultural Sciences;
International Society for Horticultural Science; American Association for
the Advance of Science; Associación Latino-Americana de Fitotécnica
(ALAF); Sociedade Honorária Sigma X; Sociedade Honorária Phi Kappa Phi.
Engenheiro Agrônomo.
De parceria com seu tio Paulo de Tarso Alvim Carneiro, publicou alguns
trabalhos científicos.
Engenheiro.