FRANCISCA LEOPOLDINA DE SOUSA FREIRE
FRANCISCA LEOPOLDINA DE SOUSA FREIRE
Em publicação, cujo nome e data desconhecemos, foi publicada uma
nota no seguinte teor:"UM VELHO SOLAR SOROCABANO
Falleceu ha pouco em São Paulo a exma. sra. d. Francisca Leopoldina
de Souza Freire, distincta dama paulista e última portadora do nome de
uma antiga linhagem. Seu antepassado, o alferes João Nepomuceno de Souza
Freire (Silva Leme, vol. 8, 347) foi figura de relevo na sociedade de
Sorocaba, tendo tomado parte proeminente na Revolução de 1842. Após
aquelle movimento, sua casa se abriu para receber o Padre Feijó, que alli
se asylou, sendo afinal preso pelo futuro Duque de Caxias.
A pedido de pessoas amigas, J. Wasth Rodrigues reconstruiu o velho
solar da família Souza Freire, de accôrdo com photographias antigas e
recentes da casa que ainda existe em Sorocaba. Reproduzimos aqui o
trabalho do illustre artista."
Tal recorte nos foi gentilmente cedido pelo Dr. Pedro Luis Carvalho
de Campos Vergueiro, e sua ilustração encontra-se no ábum referente à
Dona Francisca.
LUIZ PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO
LUIZ PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO
É notável na vida acadêmica brasileira a atuação do tradicional
"Centro Acadêmico XI de Agosto", homenageando com seu nome a instituição
dos Cursos Jurídicos em nosso país. Desde que nasceu, a agremiação dos
rapazes das Arcadas paulistas tem sido um campo de treinamento para a
vida política dos estudantes de Direito da antiga Faculdade. Surgiu, o
Centro, como não poderia deixar de ser, da animação de jovens cheios de
esperanças e de futuro, nomes que se projetaram mais tarde, com o
decorrer dos anos, no cenário brasileiro. Entre eles, Luiz Pereira de
Campos Vergueiro.
No raiar do século XX, Luiz Pereira ingressava na Faculdade de
Direito de São Paulo, centro palpitante da cultura brasileira e os
jovens acadêmicos estavam sempre presentes às lutas políticas e sociais
de nossa terra. Faltava aos estudantes, porém, uma agremiação própria,
onde, reunidos, pudessem lançar campanhas de maior expressão e
alcance. Nasceu daí a idéia lançada por ele, apoiado por Pedro Dória e
Macedo Soares, de fundarem o referido Centro, do qual Vergueiro foi
eleito segundo presidente no ano de 1904.
Fez o curso de humanidades no Instituto de Ciências e Letras de São
Paulo, obtendo o diploma concernente às área referidas mediante exame
de madureza no Ginásio do Estado, em janeiro de 1900, matriculando-se
nesse mesmo ano na Faculdade de Direito de São Paulo, pela qual
recebeu o grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais a 25 de
dezembro de 1904. Defendeu tese, que foi premiada com o direito a
publicação no "São Paulo Judiciário", sob o tema "Qual o melhor critério
para caracterizar-se o estado de falência".
O curso acadêmico de Luiz Pereira de Campos Vergueiro foi dos mais
brilhantes. Como prova desse grande aproveitamento nos estudos, Vergueiro
foi nomeado, passados apenas quinze dias da sua colação de grau, em 05
de janeiro de 1905, Promotor Público de Sorocaba, onde prestou
relevantes serviços à justiça pública.
No decorrer de sua atividade jurídica, teve de sentir as mais
diversas questões sociais e políticas da época e seu natural interesse
pelos problemas da coletividade leva-o a ser eleito, em 1910, deputado
ao Congresso Legislativo do Estado, onde, durante 15 anos, revelou grande
competência e largo descortino no trato dos negócios públicos. Esse
mandato, exerceu-o em sucessivas reeleições, até 31 de dezembro de 1925.
No ano seguinte, 1926, foi eleito Senador ao mesmo Congresso
Legislativo do Estado, cujo mandato axerceu até 24 de outubro de 1930,
data em que aquela Casa Alta da Legislação paulista foi extinta, em
virtude da vitória da revolução daquele ano. Nessa ocasião, tal como
aconteceu com outros membros do Partido Republicano Paulista, foi preso
pelo Governo Revolucionário.
Sua vocação política já fora provada no movimento de 1924,
quando a 05 de julho, se organiza em ação revolucionária a Legião
Paulista em Defesa da Legalidade, assumindo o comando do batalhão
sorocabano, ficando alerta e vigilante na defesa dos ideais
revolucionários.Durante o período de 03-03-1913 a 07-01-1929, exerceu, ainda, o
cargo eletivo de vereador à Câmara Municipal de Sorocaba, em virtude de
várias e sucessivas eleições, tendo ocupado a Presidência dessa
entidade legislativa municipal durante todo esse tempo, menos um ano, em
que, por eleição de seus pares, exerceu a função de Prefeito de Sorocaba.
Na manhã de 09 de julho de 1932, quando os brasileiros de São Paulo
se levantaram novamente em armas, em prol da restituição do país à
legalidade constitucional, Vergueiro enverga a farda do soldado
contitucionalista. Malgrado os esforços da mocidade paulista, a revolução
não vinga e Campos Vergueiro, como figura de proa do movimento, é
novamente preso e conduzido à Casa de Detenção do Distrito Federal.
Passada a tormenta, volta Vergueiro a exercer sua profissão de ad-
vogado em Sorocaba, afastando-se dos movimentos políticos, para os quais,
aliás, não havia clima sob o regime discricionário existente no Brasil.
Foi um dos fundadores do Tiro de Guerra Nð. 359, de Sorocaba.
Durante mais de vinte e cinco anos foi Mordomo da Santa Casa de
Misericórdia de Sorocaba, da qual foi, também, Irmão Benemérito e
Provedor.
Emprestou seus esforços para a criação do Corpo de Escoteiros
Sorocabanos, bem assim para a criação do Bispado de Sorocaba, tendo
paraninfado a Sagração Episcopal do seu primeiro Bispo, Dom José Carlos
de Aguirre, celebrada a 08 de dezembro de 1924, na Igreja Matriz de
Bragança.
Promoveu a fundação do Asilo de Órfãs de Santo Agostinho, em
Sorocaba, de cuja diretoria foi Presidente em vários períodos.
Em 1935, foi novamente eleito deputado à Assembléia Constituinte do
Estado de São Paulo, pelo Partido Republicano Paulista, então em oposição
frontal aos governos da União e do Estado, exercendo tal mandato de
08-04-1935 a 09-07-1935, passando desde então, até a 10 de Novembro de
1937, a exercer o mandato de deputado à Assembléia Legislativa de São
Paulo, em que foi convertida à Assembléia Constituinte. Seu mandato
cessou em 10 de Novembro de 1937, em face do golpe de Estado daquele
dia.
Em Junho de 1941 foi nomeado Diretor do Departamento Estadual do
Trabalho, cargo que exerceu até 05 de Dezembro de 1944, quando esse
Departamento foi extinto.
Em Novembro de 1945 foi nomeado Diretor Geral do Departamento das
Municipalidades do Estado, funções que exerceu até 25 de Fevereiro de
1946.
Em 08 de Março de 1946 foi nomeado Membro do Conselho
Administrativo do Estado de São Paulo, por ato do Presidente da
República, exercendo essas funções até 10-01-1947, quando a deixou para
ocupar o cargo de Ministro do Tribunal de Contas do Estado, então criado,
tendo sido eleito seu Presidente em 31 de dezembro de 1948, para o biênio
1949/50, mandadto que exerceu até o seu término.
Em 19 de Agosto de 1952, tendo atingido a idade de 70 anos, foi-lhe
concedida aposentadoria, nos termos do art. 91 da Constituição do Estado,
no cargo de Ministro do Tribunal de Contas.
Por escolha da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, foi
membro do Conselho Consultivo do Serviço Social da Indústria, criado
pelo decreto-lei nð.9.403, de 25 de Junho de 1946.
Foi um dos fundadores da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade
de Direito de São Paulo, instalada em 14 de Outubro de 1931, fazendo
parte de sua diretoria, durante três biênios, como Secretário Geral, e no
biênio 1947/48, como Vice-Presidente.
Foi redator, em 1904, do "Onze de Agosto", orgão do Centro Acadêmico
XI de Agosto. Colaborou no "Correio de Botucatu". Teve a direção política
redatorial do "Cruzeiro do Sul", de Sorocaba, durante muitos anos. Foi
membro do Conselho Fiscal da S.A. "Correio Paulistano". Foi sócio da
Associação Paulista de Imprensa.
LUIZ PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO
LUIZ PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO
É notável na vida acadêmica brasileira a atuação do tradicional
"Centro Acadêmico XI de Agosto", homenageando com seu nome a instituição
dos Cursos Jurídicos em nosso país. Desde que nasceu, a agremiação dos
rapazes das Arcadas paulistas tem sido um campo de treinamento para a
vida política dos estudantes de Direito da antiga Faculdade. Surgiu, o
Centro, como não poderia deixar de ser, da animação de jovens cheios de
esperanças e de futuro, nomes que se projetaram mais tarde, com o
decorrer dos anos, no cenário brasileiro. Entre eles, Luiz Pereira de
Campos Vergueiro.
No raiar do século XX, Luiz Pereira ingressava na Faculdade de
Direito de São Paulo, centro palpitante da cultura brasileira e os
jovens acadêmicos estavam sempre presentes às lutas políticas e sociais
de nossa terra. Faltava aos estudantes, porém, uma agremiação própria,
onde, reunidos, pudessem lançar campanhas de maior expressão e
alcance. Nasceu daí a idéia lançada por ele, apoiado por Pedro Dória e
Macedo Soares, de fundarem o referido Centro, do qual Vergueiro foi
eleito segundo presidente no ano de 1904.
Fez o curso de humanidades no Instituto de Ciências e Letras de São
Paulo, obtendo o diploma concernente às área referidas mediante exame
de madureza no Ginásio do Estado, em janeiro de 1900, matriculando-se
nesse mesmo ano na Faculdade de Direito de São Paulo, pela qual
recebeu o grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais a 25 de
dezembro de 1904. Defendeu tese, que foi premiada com o direito a
publicação no "São Paulo Judiciário", sob o tema "Qual o melhor critério
para caracterizar-se o estado de falência".
O curso acadêmico de Luiz Pereira de Campos Vergueiro foi dos mais
brilhantes. Como prova desse grande aproveitamento nos estudos, Vergueiro
foi nomeado, passados apenas quinze dias da sua colação de grau, em 05
de janeiro de 1905, Promotor Público de Sorocaba, onde prestou
relevantes serviços à justiça pública.
No decorrer de sua atividade jurídica, teve de sentir as mais
diversas questões sociais e políticas da época e seu natural interesse
pelos problemas da coletividade leva-o a ser eleito, em 1910, deputado
ao Congresso Legislativo do Estado, onde, durante 15 anos, revelou grande
competência e largo descortino no trato dos negócios públicos. Esse
mandato, exerceu-o em sucessivas reeleições, até 31 de dezembro de 1925.
No ano seguinte, 1926, foi eleito Senador ao mesmo Congresso
Legislativo do Estado, cujo mandato axerceu até 24 de outubro de 1930,
data em que aquela Casa Alta da Legislação paulista foi extinta, em
virtude da vitória da revolução daquele ano. Nessa ocasião, tal como
aconteceu com outros membros do Partido Republicano Paulista, foi preso
pelo Governo Revolucionário.
Sua vocação política já fora provada no movimento de 1924,
quando a 05 de julho, se organiza em ação revolucionária a Legião
Paulista em Defesa da Legalidade, assumindo o comando do batalhão
sorocabano, ficando alerta e vigilante na defesa dos ideais
revolucionários.Durante o período de 03-03-1913 a 07-01-1929, exerceu, ainda, o
cargo eletivo de vereador à Câmara Municipal de Sorocaba, em virtude de
várias e sucessivas eleições, tendo ocupado a Presidência dessa
entidade legislativa municipal durante todo esse tempo, menos um ano, em
que, por eleição de seus pares, exerceu a função de Prefeito de Sorocaba.
Na manhã de 09 de julho de 1932, quando os brasileiros de São Paulo
se levantaram novamente em armas, em prol da restituição do país à
legalidade constitucional, Vergueiro enverga a farda do soldado
contitucionalista. Malgrado os esforços da mocidade paulista, a revolução
não vinga e Campos Vergueiro, como figura de proa do movimento, é
novamente preso e conduzido à Casa de Detenção do Distrito Federal.
Passada a tormenta, volta Vergueiro a exercer sua profissão de ad-
vogado em Sorocaba, afastando-se dos movimentos políticos, para os quais,
aliás, não havia clima sob o regime discricionário existente no Brasil.
Foi um dos fundadores do Tiro de Guerra Nð. 359, de Sorocaba.
Durante mais de vinte e cinco anos foi Mordomo da Santa Casa de
Misericórdia de Sorocaba, da qual foi, também, Irmão Benemérito e
Provedor.
Emprestou seus esforços para a criação do Corpo de Escoteiros
Sorocabanos, bem assim para a criação do Bispado de Sorocaba, tendo
paraninfado a Sagração Episcopal do seu primeiro Bispo, Dom José Carlos
de Aguirre, celebrada a 08 de dezembro de 1924, na Igreja Matriz de
Bragança.
Promoveu a fundação do Asilo de Órfãs de Santo Agostinho, em
Sorocaba, de cuja diretoria foi Presidente em vários períodos.
Em 1935, foi novamente eleito deputado à Assembléia Constituinte do
Estado de São Paulo, pelo Partido Republicano Paulista, então em oposição
frontal aos governos da União e do Estado, exercendo tal mandato de
08-04-1935 a 09-07-1935, passando desde então, até a 10 de Novembro de
1937, a exercer o mandato de deputado à Assembléia Legislativa de São
Paulo, em que foi convertida à Assembléia Constituinte. Seu mandato
cessou em 10 de Novembro de 1937, em face do golpe de Estado daquele
dia.
Em Junho de 1941 foi nomeado Diretor do Departamento Estadual do
Trabalho, cargo que exerceu até 05 de Dezembro de 1944, quando esse
Departamento foi extinto.
Em Novembro de 1945 foi nomeado Diretor Geral do Departamento das
Municipalidades do Estado, funções que exerceu até 25 de Fevereiro de
1946.
Em 08 de Março de 1946 foi nomeado Membro do Conselho
Administrativo do Estado de São Paulo, por ato do Presidente da
República, exercendo essas funções até 10-01-1947, quando a deixou para
ocupar o cargo de Ministro do Tribunal de Contas do Estado, então criado,
tendo sido eleito seu Presidente em 31 de dezembro de 1948, para o biênio
1949/50, mandadto que exerceu até o seu término.
Em 19 de Agosto de 1952, tendo atingido a idade de 70 anos, foi-lhe
concedida aposentadoria, nos termos do art. 91 da Constituição do Estado,
no cargo de Ministro do Tribunal de Contas.
Por escolha da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, foi
membro do Conselho Consultivo do Serviço Social da Indústria, criado
pelo decreto-lei nð.9.403, de 25 de Junho de 1946.
Foi um dos fundadores da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade
de Direito de São Paulo, instalada em 14 de Outubro de 1931, fazendo
parte de sua diretoria, durante três biênios, como Secretário Geral, e no
biênio 1947/48, como Vice-Presidente.
Foi redator, em 1904, do "Onze de Agosto", orgão do Centro Acadêmico
XI de Agosto. Colaborou no "Correio de Botucatu". Teve a direção política
redatorial do "Cruzeiro do Sul", de Sorocaba, durante muitos anos. Foi
membro do Conselho Fiscal da S.A. "Correio Paulistano". Foi sócio da
Associação Paulista de Imprensa.
NICOLAU PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO JÚNIOR
NICOLAU PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO JÚNIOR Foi
Delegado de Polícia em Fartura - SP, Promotor em Capivari - SP. Advogado.
Advogada.
DJALMA FORJAZ
Bacharel em Direito pela Faculdade do Largo São FRancisco, de São
Paulo.Na nossa opinião, o real valor de Djalma Forjaz ainda não
foi reconhecido pela dita "Intelectualidade" brasileira, e
principalmente, a paulista, pois foi excelente pesquisador, historiador
e um homem de letras incomparável. Infelizmente, não consta sua
biografia no excelente Dicionário de Raimundo de Menezes, o porque? Não
sabemos. Obras de Djalma Forjaz: Fiscalização do Ensino Secundário;
Desmembramento de Municípios e Comarcas de S. Paulo; Centenário da
Cidade de Rio Negro, publicado no Paraná; Memórias sobre o Convento de
São Francisco; Conferência sobre a Carta Cosntitucional de 1824;
Conferência sobre Vila Bela, - finalmente a interessante e monumental
obra sobre o "Senador Vergueiro”, lançado o 1ð. volume em 1924, mas, pelo
visto, não conseguimos encontrar até hoje o 2ð., e, segundo informações
da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, na Capital Paulista, não saiu
tal continuidade. Uma pena.Djalma Forjaz foi lente da Escola Normal da Capital Paulista;
Mesário da Santa Casa de S. Paulo; Diretor do Departamento de
Estatística do Estado de S. Paulo; Sócio do Instituto Histório e
Geográfico de S. Paulo e muitas outras entidades culturais de outros
estados, e até fora do Brasil.O saudoso Prof. João Gabriel Sant’Ana em seu "Repertório Biográfico
e Genealógico Paulista, editado em 1987, à página 348, assim definiu o
perfil biográfico de Djalma Forjaz:
"...embora nascido em Minas Gerais, sempre foi considerado paulista por
opção.Em 1901, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São
Francisco, pela qual se formou em 1905. Foi um dos fundadores do Centro
Acadêmico XI de Agosto, cuja atividade política da mocidade estudantil no
País, sempre foi notável. Formado aos 22 anos, exerceu durante muitos
anos, a advogacia, na capital paulista e no interior do estado. Ao mesmo
tempo se dedicava ao estudo da história de São Paulo, principalmente
à história dos municípios. Em 1927, aos 44 anos de idade,
foi nomeado diretor geral da Repartição de Arquivo e estatística do
Estado de São Paulo, repartição mais tarde denominada Departamento
Central de Estatísti ca do Estado de São Paulo. Na Revolução de Trinta,
foi dispensado, mas pouco depois foi reconduzido ao cargo, nele
permanecendo até o fim da vida, mesmo depois de legalmente aposentado.
Historiador nato, fez um estudo extenso dos municípios paulistas, desde o
primeiro, que foi o de São Vicente. Propugnou pela criação de
novos municípios paulistas que eram 369, em 1949; 495, em 1954; e 576,
em 1983. Defendeu o problema ecológico de Campos do Jordão, procurando
impedir a devastação das matas daquela zona o que viria a prejudicar
muito o clima local. A bem dizer, foi o criador mental do então futuro
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística --- o IBGE --- assim
denominado por ter uma finalida de precípua: a estatística total em todo
o território nacional. Deixou ainda trabalhos históricos e biográficos,
entre os quais a biografia do senador Nicolau Pereira de Campos
Vergueiro, e escreveu trabalhos paralelos àqueles relativos à divisão
territorial do Estado de São Paulo."
ROBERTO PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO
Roberto Pereira de Campos Vergueiro exerceu alto cargo na Prefeitura
de S. Paulo.