A GRANDE FAMÍLIA

Info. Históricas


NICOLAU PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO NETO

NICOLAU PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO NETO
Bacharel em Direito pelo Faculdade de Direito de São Paulo. Advogado.


CARLOS PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO

CARLOS PEREIRA DE CAMPOS VERGUEIRO
Nota publicada no jornal "O ESTADO DE SÃO PAULO" de 01 de abril de
1998:

"Morre no Rio, aos 78 anos, o radialista Carlos Vergueiro

Ex-diretor artístico da 'Rádio Eldorado' estava internado desde o
início do mês, quando sofreu enfarte.

Morreu anteontem, aos 78 anos, o radialista, ator e jornalista
Carlos Vergueiro. Ex-diretor artístico da Rádio Eldorado, Vergueiro
sofreu um enfarte. Ele estava internado na unidade coronariana do
Hospital Beneficência Portuguesa, no Rio de Janeiro, desde o início do
mês. O enterro ocorreu na tarde de segunda-feira, no Cemitério São João
Batista.

Vergueiro deixou registrata sua participação em importantes
movimentos artísticos brasileiros. Durante mais de 30 anos, ele foi
responsável pela área cultural da emissora e criou programas líderes de
audiência, como Um Piano ao Cair da Tarde e Música de Concerto. Recebeu
vários prêmios, entre eles, o Prêmio Sanyo de Radialismo, em 1979, e o
Prêmio Roquette Pinto, em 1962, epla melhor programação musical.
Carlos Pereira de Campos Vergueiro nasceu em São Paulo, no dia 01 de
janeiro de 1920. Na década de 40, frequentou o curso de Direito, mas não
chegou a exercer a profissão. Nessa época, ele começava a carreira
artística como crítico musial do Estado, do O Correio Paulistano e da
revista Clima.
Depois de uma viagem à Europa, em 1948, Vergueiro voltou sua atenção
para o teatro. Quando voltou ao Brasil, entrou para o Grupo de Teatro
Experimental, dirigido por Alfredo Mesquita. O primeiro papel foi uma
ponta na peça À quoi revent les jeunes files, de Musset.
Das apresentações, surgiu a idéia de fundar o Teatro Brasileiro de
Comédia, o legendário TBC, no fim dos anos 40. Ele foi o primeiro diretor
do teatro a participar de montagens históricas, como Seis Personagens à
Procura de um Autor, com Cacilda Becker e Sérgio Cardoso, e Ralé, com
Maria Della Costa e Paulo Autran.
No teatro, conheceu Zilah Maria Pederneiras Fontainha, com quem foi
casado por 46 anos. Com ela, teve três filhos - Carlinhos e Guilherme
Vergueiro, os dois ligados à música, e Maria Luiza.
Vergueiro não restringiu-se ao teatro. Como secretário da diretoria
da antiga Companhia Cinematográfica Vera Cruz, ganhou um papel no
primeiro filme da empresa, Caiçaras. Também escreveu diálogos para os
longas Sinhá Moça e A Pulga na Balança.
No fim da década de 60, ocupou o cargo de diretor artístico da TV
Cultura de São Paulo. Mesmo atuando como ator em peças de teatro e
cinema, Vergueiro nunca abandonou o rádio. Ele costumava dizer que seu
trabalho na área de programação musical tinha um paralelismo com a vida
de ator. "A pontuação musical e o ritmo são elementos úteis à composição
dos personagens".


PEDRO AIRES NETO

Médico.


JOSÉ AIRES NETO

DR. JOSÉ AIRES NETO
Médico Ginecologista e cirurgião da Santa Casa de Misericórdia de S.
Paulo e Professor da Faculdade de Medicina de São Paulo.

Fez o curso secundário em São Paulo, como aluno interno do Colégio
Ivaí, na antiga ladeira do Porto Geral. Aos 11 anos , testemunhou a
transformação do regime político do Brasil, aos 15 de novembro de
1889, presenciando a queda do então presidente de São Paulo,
general Couto de Magalhães.

Em 1896, partia para o Rio de Janeiro, a fim de matricular-se na
Faculdade de Medicina. Ali viveu como estudante pobre, alojando-se em
pensões modestas, em companhia de colegas, dividindo com eles as
despesas. Colou grau com distinção a 16 de dezembro de 1901,
entregando-se então definitivamente à clínica ginecológica, objeto de
sua tese de doutoramento. Vindo para São Paulo, procurou o Dr.
Arnaldo Vieira de Carvalho, na Santa Casa de Misericórdia e dele
foi assistente por muitos anos.

Publicou inúmeros trabalhos em revistas do país e em publicações
estrangeiras. Em 1952, festejando o cinquentenário do seu ingresso na
Santa Casa, seus colegas e funcionários do estabele- cimento lhe
prestaram relevante homenagem. Nessa época, andava pelos oitenta anos.

Quando se criou a Faculdade de Medicina de São Paulo, Arnaldo Vieira
de Carvalho assumiu a cadeira de ginecologia e quiz Ayres Neto para seu
assistente. Com a morte do grande mestre, Ayres Neto assumiu a cadeira em
provimento efetivo. Desde janeiro de 1902 até o quase falecimento,
em 1969, desempenhou na Santa Casa variados postos, desde interno e
assistente até o de chefe de clínica. Depois, diretor clínico
durante vários anos, tendo sido distinguido com o título de diretor
per-
pétuo do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia. Trabalhou
longamente na Maternidade de São Paulo e operou práticamente em todos
os bons hospitais de São Paulo.

Foi membro da Sociedade Paulista de História da Medicina e nessa
qualidade, como pes- quisador de fatos históricos ligados à Medicina,
escreveu: "As primeiras Médicas Brasileiras", "Os Médicos na Batalha
do Riachuelo", "Figuras do Passado", "Carlos Frederico, o Cirurgião da
Armada", "Policlínica de São Paulo e Um Pouco da sua História", "O Dr.
Vergueiro" (Cujo teor consta no presen- te trabalho), e mais alguns
outros.
(Fonte: Repertório Biográfico e Genealógico Paulista -
Prof. João Gabriel Sant'Ana - 1987)