A GRANDE FAMÍLIA

Info. Históricas


HYPPÓLITO DA SILVA

Hyppolito da Silva (pai), nasceu em Campinas/SP, a 13-08-1858 e
faleceu em Águas Virtuosas do Lambary a 24-09-1909, estando sepultado
em S. Paulo, no Cemitério da Consolação; Jornalista, fundou em
Campinas o "Correio da Tarde"; colaborou em diversos jornais, entre
eles, na "Província de São Paulo"; tomou parte na Campanha
abolicionista e na Republicana; deputado à Constituinte paulista de 1891
e, finalmente nomeado primeiro diretor do "Diário Oficial", orgão criado
pelo governo do Estado de S. Paulo, pelo decreto nð. 161, de 28-04-1891.
Foram seus pais: Antonio da Silva Dutra, natural de Itú/SP e Brandina
Dutra da Silva, natural de Mogi-Mirim, falecida em São Paulo a
16-08-1901, contando 72 anos de idade.

Segundo F. de Barros Brotero, in Barão de Antonina, Pág. 51, “O
Jornal “A Província de São Paulo”, do dia 22-01-1884, publica o
expediente do Bispado e da Câmara Eclesiástica, dos dias 15 a 17, e ali
consta a provisão de casamento e dispensas a favor de Hyppolito da Silva
e de Emília de Araújo Branco para a paróquia de Santa Ifigênia”.


EMÍLIA DE ARAUJO BRANCO

Emília Branco da Silva pertence a tradicional família do Paraná; filha do
Coronel Joaquim Matheus Branco e de Maria das Dores Araújo, citados na
Genealogia Paranaense, de Francisco Negrão, vol 3ð. pág. 493, onde está
omitido o nome de Emília.

Maria das Dores Araújo foi casada com o Coronel Joaquim Matheus
Branco, filho do Dr. Manuel Lopes Branco, que foi Ouvidor da Comarca de
Paranaguá, e de sua segunda mulher Maria Lúcia de Menezes. Foi
proprietário da fazenda “Cambejú”.
Tiveram 18 filhos, dentre eles, Emília Branco, casada com Hyppolito da
Silva(1ð.)
MARIA DAS DORES ARAÚJO era filha de:
Josepha Joaquina Pinheiro de França, casada em Curitiba a 08-03-1810
com o Capitão Domingos Inácio de Araújo, filho do Tenente Manuel José de
Araújo e deAnna Maria da Conceição.

JOSEPHA JOAQUINA PINHEIRO DE FRANÇA era filha do:
Capitão de Ordenanças de Paranaguá, Veríssimo Carneiro dos Santos e de
Rita Maria do Nascimento (Rita da Cancela), filha de Marcelino Gomes da
Costa, natural de Lisboa/Portugal, (viúvo de Escolástica Leonor de Souza)
e de sua segunda mulher Joanna Francisca de Abreu, casados na Capela de
Tamanduá a 14-07-1773. Neta pela parte paterna de Leandro Gomes da Costa
Gouveia e de Dionísia Leonor da Silva Cortes; por seu avô Leandro
Gomes, era bisneta de Francisco Barbosa de Vasconcelos e de Francisca
de Albuquerque, todos naturais de Lisboa. Por sua avó Dionísia Cortes, é
bisneta de Leandro Dias Telles e de Leonor Escolástica Cortes, também
naturais de Lisboa. Pela parte materna, era neta de Antonio Ferreira de
Faria, natural de Braga/Portugal, e de Maria Prestes de Aguiar,
natural de S. Paulo; por seu avô Antonio Ferreira de Faria, era bisneta
de Manuel Ferreira e de Francisca de Abreu, naturais da Ribeira da
Panela/ Portugal. Por sua avó Maria Prestes, era bisneta de Carlos
Prestes de Siqueira, natural de Santos/ SP.

CAPITÃO VERÍSSIMO CARNEIRO DOS SANTOS era filho de:
Maria Angélica Gomes de França, falecida com testamento em 05-01-1811,
no dia anterior ao da morte de seu marido José Carneiro dos Santos, que
foi Capitão- Mór de Paranaguá, nomeado por patente de 03-09-1766,
falecido a 06-01-1811. Era natural da Freguesia de Carneiro, do
Arcebispado de Braga/Portugal.

MARIA ANGÉLICA GOMES DE FRANÇA era filha de:
Francisca Pinheiro, já falecida em 1767, sendo casada em primeiras
núpcias com Domingos Machado, e em segundas núpcias, com o Capitão
Veríssimo Gomes da Silva, do Regimento de Ordenanças de Paranaguá. Foi
comandante da Cia. da Barra Grande, por patente passada a 11-05-1733,
pelo Conde de Sarzedas. Era natural de Portugal.

FRANCISCA PINHEIRO era filha de: (do 1ð. casamento).
Maria de Ascenção, falecida em Paranaguá em agosto de 1742, segundo se
verifica de um Precatório passado pelo Juiz de Órfãos, Gaspar Gonçalves
de Morais, ao Juizado de Curitiba, mandando que fossem inventariados os
seus bens, inclusive as fazendas de criação de gado nos Campos do Termo
de Curitiba. Foi casada em primeiras núpcias com o Capitão Francisco
Rodrigues Godinho, natural da Conceição de Itanhaem. Foi negociante de
tecidos em Paranaguá. Poucos anos após o seu casamento, foi ao Rio de
Janeiro em busca de sortimento para o seu negócio. No retorno, seu barco
naufragou, perdendo ele toda sua mercadoria, inclusive a sua vida. Foi
casada pela segunda vez com o Capitão Mór André Gonçalves Pinheiro,
pertencente a umas das principais famílias de Paranaguá, conforme se vê
de sua patente de Capitão-Mór, passada por Rodrigue César de Menezes,
general do Senado de S. Paulo, a 25-01-1722. A 27-10-1733, foi nomeado
Provedor dos Reais Quintos de Ouro da Fundição da Vila e Comarca de
Paranaguá, onde faleceu em 1745.

MARIA DA ASCENÇÃO era filha do:
Capitão Mór de Paranaguá, João Rodrigues de França, que ali se
casou com Francisca Pinheiro. Foi sua patente de Capitão Mór
passada a 06-02-1707 por Dom Fernando de Mascarenhas, a qual

foi a 19-11-1711 confirmada pelo Rei D. João V. Governou até 1715, data
em que faleceu. Era descendente de ilustre família paulista, de abastados
bens. Foi morador em Santos, onde era estabelecido. Possuia várias
fazendas de criação nos Campos Gerais e nos de Curitiba e S. José e as
minas de ouro de Araçatuba em S. José, de onde retirou muito ouro. Mandou
um frasco cheio desse metal precioso ao Rei D. João V. Por possuir
vasta fortuna, procurou educar seus filhos (num total de 12, sendo 9
legítimos, cuja segunda era Maria da Ascenção, e 3 havidos com Maria da
Conceição), dos quais fez ordenar na carreira eclesiástica a seis deles,
dos quais, um era formado pela Universidade de Coimbra.
Francisca Pinheiro sobreviveu ao seu esposo, do qual foi inventariante, e
em 1729 ainda requeria no fôro de Curitiba, que lhe pagasse uma dívida de
que era credor o seu finado marido. Foi o Capitão Mór João Rodrigues de
França nomeado a 22-06-1711, segundo testamenteiro do Capitão Mór e
ex administrador e descobridos das minas do sul e ex Governador Militar
da praça de Santos, Agostinho de Figueiredo, conjunta mente com o
Capitão Manuel Picam de Carvalho e Capitão Antonio Luiz Tigre.
Foi último Lugar-Tenente do Donatário Marquês de Cascais, visto ter este,
a 19-09-1711, feito venda de sua Capitania à Corôa Porguguesa, na
qualidade de herdeiro de Pero Lopes de Souza, Donatário a quem foi feita
a doação da Capitania em 1534.(Fonte: Genealogia Parananse, de Francisco
Negrão - 1928 - Vol.3 - Título Rodrigues de França).


MANOEL LOPES BRANCO

MANOEL LOPES BRANCO
Foi Ouvidor da Comarca de Paranaguá e proprietário da Fazenda
"Cambejú".


VERÍSSIMO CARNEIRO DOS SANTOS

VERÍSSIMO CARNEIRO DOS SANTOS
Foi Capitão de Ordenanças de Paranaguá.


RITA MARIA DO NASCIMENTO

RITA MARIA DO NASCIMENTO
Mais conhecida como Rita da Cancela.