A GRANDE FAMÍLIA

Info. Históricas


MANUEL JOAQUIM DE ALBUQUERQUE LINS

MANUEL JOAQUIM DE ALBUQUERQUE LINS


Nascido a 20 de setembro de l852, em São Miguel dos Campos, da então
Província das Alagoas, ainda menino, aos 14 anos, MANOEL JOAQUIM DE
ALBUOUEROUE LINS foi mandado estudar teologia no Seminário da Bahia.
Pouco antes, porém, de ordenar-se sacerdote, sua família aceitou sua
desistência dos estudos eclesiásticos, permitindo sua matrícula na
tradiclonal Faculdade de Direito do Recife, onde, em 1877, recebeu o
diploma de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. A conselho de seu
primo, o Visconde de Sinimbu, que foi Presidente do Conselho de Ministros
do império, Albuquerque Lins veio para São Paulo, aqui se radicando para
sempre. Logo depois, casava-se com D. Helena de Souza Queiróz Lins,
filha do Senador do Império Barão de Souza Oueiroz.

Dono de profunda cultura sociológica e política, além de portador de
grandes qualidades tribunícias, foi eleito deputado à Assembléia
Provincial de São Paulo para o biênlo 1888-1889. Suas idéias
reconhecidamente liberais e seus extraordinários atributos de
inteligência, patriotismo e coragem cívica proporcionaram-lhe, desde
logo, uma posição de singular destaque entre seus pares. Sua figura
brilhante atraía grande prestígio para a bancada liberal. Com o advento
da República, em 1889, perdeu Albuquerque Lins sua cadeira de deputado,
elegendo-se, no entanto, vereador da Capital, logo a seguir. Durante
tôda a legislatura, pelo voto unânime de seus companheiros, foi
Presidente da Câmara Municipal, cujos trabalhos conduziu sempre com
inexcedível zêlo e probidade.

Era, em 1891, deputado ao Congresso Constituinte de São Paulo,
quando se abriu uma vaga no Senado Estadual e lhe coube a honra de
preenchê-la. Com menos de 40 anos de idade, estava consolidada sua
brilhante carreira de homem público. O grande Presidente Jorge Tibiriçá,
convidando-o para Secretário da Fazenda de seu governo, dera-lhe
oportunidade para revelar-se um administrador de larga visão e senso de
responsabilidade. Sua política de valorização do café empolgou o
Estado. Sua atuação foi tão extraordinária, no desenvolvimento dessa
política, que venceu a Campos Salles na Convenção Partidária para escolha
do candidato a Presidente do Estado. Foi eleito a 4 de março de 1908.

Durante seu quatriênio governamental, em substituição a Tibiriçá, e
que compreendeu o período de 1908 a 1911, Albuquerque Lins impulsionou
grandemente a riqueza de São Paulo. Prosseguindo na sua política de
valorização do café - causa de sua vitória eleitoral - incrementou a
entrada de emigrantes, cujo número ascendeu a 185.367 em sua gestão.
Fomentou a constru ão de
merosos grupos escolares, tanto na Capital como no interior, e iniciou a
reforma do regime penitenciário, tendo batido a pedra fundamental da
Penitenciária do Estado, cujos projetos, aprovados por ele, faziam-na uma
das mais adiantadas do mundo. Soube descobrir, para seus auxiliares,
valores morais e técnicos como Carlos Guimarães, para Secretário do
Interior ; Cândido Rodrigues, para Secretário da Agricultura ; Olavo
Egídlo, para Secretário da Fazenda ; e Washington Luís, mais tarde
Presidente da República, para Secretário da Justiça.

Candidato a Vlce-Presldente da República, na chapa civilista de Rui
Barbosa, Albuquerque Lins teve perturbados os dois últimos anos de seu
governo pela vindita do Marechal Hermes da Fonseca, candidato vitorioso
contra Rui, e cuja política teria imposto a São Paulo o castigo de uma
intervenção federal, não fôssem a energia, o tato e a habilidade de
Albuquerque Lins, empregados a fundo para afastar semelhante humilhação.

Entregando o governo normalmente ao insigne brasileiro Francisco de
Paula Rodrigues Alves, ainda se elegeu Senador Estadual e Membro da
Comissão Diretora do Partido Republicano Paulista, cargos que conservou
até sua morte, ocorrida em 7 de janeiro de 1926, na Capital de São Paulo,
por entre geral consternação. Fora da política, foi um fazendeiro
progressista, exerceu a Presidência do Banco de São Paulo e da Companhia
Mecânica Importadora. Manoel Joaquim de Albuquerque Lins encontra-se,
assim, e com justiça, entre os que mais têm contribuído para a grandeza
de São Paulo.


JOAQUIM BONIFÁCIO DO AMARAL

CAPITÃO JOAQUIM BONIFÁCIO DO AMARAL
Barão de Indaiatuba em 16-02-1876 e Visconde do mesmo título, em
19-07-1879; Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa, em 07-04-1846, e Oficial
da mesma Ordem.
O Visconde de Indaiatuba foi chefe do Partido Liberal e abastado
fazendeiro em Campinas, onde introduziu o braço livre a partir de 1852.


OLAVO EGÍDIO DE SOUSA ARANHA

DR. OLAVO EGYDIO DE SOUZA ARANHA


A galeria dos vultos ilustres vê-se engrandecida quando se pensa e
se fala em OLAVO EGYDIO, pois que representou no cenário da vida pública
de São Paulo a personalidade vibrante e dedlcada aos interesses
coletivos, que o tornaram credor da admiração e estima de todos.

Nasceu Olavo Egydio em Campinas, em 10 de outubro de 1862, filho de
Antônio Egydio de Souza Aranha e de D. Elisma Amaral de Souza Aranha.
Neto dos Viscondes de Campinas, pelo lado paterno, e dos Viscondes de
Indaiatubal pelo materno. Foi casado com D. Vicentina de Souza Queiroz,
neta dos Barões de Souza Queiroz e do Barão de Limeira.

Fêz seus estudos no Colégio Culto à Ciência, de Campinas, e nas
Faculdades de Direito de São Paulo e do Recife, bacharelando-se por esta
última em 1886. Advogou em Campinas.

Ingressando na vida pública, em 1888, foi eleito Deputado Estadual,
pelo Partido Liberal. Com o advento da República estêve afastado da
política até 1898, quando foi eleito vereador à Câmara Municipal de São
Paulo, pelo Partido Republicano Paullsta, de cuja Comissão Diretora veio
a fazer parte.

Foi, durante sua atividade pública, um dos políticos mais ilustres e
que mais em evidência estiveram em São Paulo, sendo, praticamente, o
chefe político da Capital, de 1912 a 1924.

Ocupou o cargo de Secretário da Fazenda no govêrno de Jorge Tibiriçá
e de Albuquerque Lins 1907 a 1912 -, ocupando também, durante essa
ocasião, interinamente e por diversas vêzes, o cargo de Secretário da
Agricultura. Em 1906, foi um dos fautores do conhecido Convênio de
Taubaté. Nos governos de Tlbiriçá e Alburquerque Lins, dirigiu a
primeira operação conhecida em prol da "valorização do café". Em 1921, é
eleito Deputado por São Paulo, à Câmara Federal.

Fundou o Sanatório Vicentina Aranha ; foi mesário da Santa Casa de
Misericórdia de São Paulo ; diretor do Banco Hipcotecário e Agrícola de
São Paulo, mais tarde, Banco do Estado de São Paulo.

O Dr. Olavo Egydio de Souza Aranha, ou simplesmente, OLAVO EGYDIO,
como melhor foi conhecido, constituiu raro exemplo de envergadura moral e
cívica. Profundamente dedicado a causa
pública, mentor político de São Paulo, cidadão íntegro e abnegado,
voltado às obras sociais e de interesse da coletividade, era também, um
coração magnânimo e exemplar chefe de família. Inteligência, cultura e
bondade foram os traços característicos de sua marcante personalidade.
Por tôdas as razões desfrutou sempre de justo e merecido prestígio e, ao
morrer, o que ocorreu em 6 de março de 1928, legoti à memória e
transmitiu aos seus herdeiros a mesma tradição de dignidade e de honradez
que herdara de seus ilustres antepassados.

Outro detalhe que bem caracterizou a personalidade ímpar de Olavo
Egydiol e que pouca gente conhece da vida dêsse ilustre varão
bandeirante, diz respeito ao homem que êle foi de posição definida e de
prestígio inconfundível, tendo herdado respeitável fortuna e ocupado
durante longos anos, a pasta das Finanças do Estado mais progressista do
Brasil; viveu, entretanto, pobre e pobre faleceu, deixando aos seus
descendentes o maior dos patrimônios: a probidade moral de sua honrada
personalidade.

Inegàvelmente, pela soma de serviços relevantes prestados à sua
terra e à sua gente, Olavo Egydio, que o govêrno e a população de São
Paulo souberam reconhecer como um dos seus servidores, perpetuando-lhe o
nome com a denominação de uma conhecida ruat da Capital, foi uma figura
de projeção pelo muito que fez no afã de ajudar a construir a grandeza de
São Paulo.


MARIA LUISA ARANHA BOTELHO

Depois de viúva, Dona Maria Luzia de Sousa Aranha foi a 2® Baronesa
de Campinas a 9 de janeiro de 1875 e elevada a 2® Viscondessa de
Campinas a 19 de julho de 1879.