A GRANDE FAMÍLIA

Info. Históricas


GUIOMAR ATALIBA NOGUEIRA

Filha dos Barões de Ataliba Nogueira.


ALFREDO GUSTAVO PUJOL

O Dr. Alfredo Pujol veio para São Paulo com a finalidade de
frequentar a Faculdade de Direito; obtido o diploma de bacharel, fixou
residência definitiva na Capital Paulista, onde transcorreu sua vida
sempre brilhante e da qual passamos a dar pequeno resumo: Secretário do
Interior e Justiça no governo do Dr. Bernardino de Campos (1892-1894);
combateu a política do presidente Campos Sales: deputado estadual em
várias legislaturas; deputado federal (1900-1902); colaborou nas
publicações Educação e Galeria Ilustrada; escreveu conferências,
discursos em ensaios, destacando-se o volume Machado de Assis (1917),
obra básica da bibliografia machadiana. Outras obras: Floriano Peixoto
(1895), O Direito da Confederação (1898), Manual de Audiências (1908) em
colaboração com Eugenio Egas, Processo Criminal (1908), além de memórias
forenses; jurisconsulto, publicou outras valiosas obras anotadas no
"Dicionário"de Velho Sobrinho, 1-237; beletrista, ingressou na Academia
Brasileira de Letras a 14-11-1917; Na Academia Paulista de Letras, no
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e de São Paulo e em outras
associações culturais.
Já o nosso amigo e colaborador Nelson Martins de Almeida, de saudosa
memória, em sua obra "Êles Fizeram a Grandeza de São Paulo", Edição do IV
Centenário da Capital Paulista, à página 153, assim definiu o brilhante
perfil de Alfredo Pujol:

ALFREDO PUJOL

O antigo Colégio Pujol, que os abnegados professores Hyppolito Pujol
e sua espôsa dirigiram durante 36 longos anos, numa luta altruística em
prol da mocidde brasileira, deveria ser a forja onde se modelaria um dos
maiores propagandistas da República. Ali cresceu e teve seus primeiros
estudos o grande tribuno Alfredo Pujol.

Formado em Direito, em 1890, pela Academia de Direito de São Paulo,
já por essa época repercutia por todos os recantos da Capital bandeirante
a fama de eloqüente tribuno do jovem causídico.

Acompanhando de perto a extirpação do feudalismo e da monarquia como
regime constitucional, o Brasil ansiava pela implantação da República,
para a qual contribuía a inteligência da intelectualidade moça da época,
entre a qual se destacava a figura de Alfredo Pujol, espírito culto,
caráter ilibado, que compreendera ser a República o movimento histórico
solicitado pelo País.

Em Campinas, grande reduto da conspiração contra a monarquia,
alia-se ao grande Francisco Glicério, na campanha republicana, cujas
lições de democracia e abolicionismo trazia consigo, desde 1887,
redigindo jornais e folhetos. E assim, em franca atividade
revolucionária, usando de seu invejável talento para redigir fôlhas
partidárias, como o "Diário de Campinas", a "Revolta", "A Cidade de
Campinas" e pronunciando inúmeras conferências em diversas cidades do
interior de São Paulo.
A causa republicana contava, então, com um de seus mais valorosos
propugnadores.

Na imprensa, dedicou-se, além dos assuntos políticos, à própria
literatura, ao lirismo e ao nacionalismo da arte. Vários são seus
trabalhos, dos quais se destacam as "Conferências sôbre Machado de Assis"
; "Processo Criminal" ; "Arte de ser Feliz" ; "Mocidade e Poesia" ;
"Discursos a George Dumas e de saudação a Ruy Barbosa"; "Conferência
Política", "Pro-Rui Lins"; "Discurso em Homenagem a Antônio Prado em
1905" ; e outros.

Em 1910, Alfredo Pujol é escolhido pelo Conselheiro Ruy Barbosa,
para seu advogado, a fim de pleitear o reconhecimento do imortal
brasileiro na verificação da eleição de Presidente da República. E
eleito, em 1917, membro da Academia Brasileira de Letras, preenchendo a
vaga deixada pelo Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, ocasião em que
é saudado pelo grande poeta Olavo Bilac.

Eleito e reeleito deputado à Assembléia Legislativa de São Paulo,
preocupa-se com especial atenção das questões do ensino, recebendo seus
cuidados a reforma da Escola Normal, a nova organização das escolas
públicas, a difusão do ensino por todo o Estado, o bem estar de todos o
professores públicos, além de outros pontos primordiais do ensino em
geral.

Retirado da Câmara, pelo Presidente do Estado, Dr. Bernardlno de
Campos, veio a ocupar o cargo de Secretário do Interior e Instrução
Pública, em que permanece até à posse do Presidente Campos Salles. Neste
cargo preocupa-se pelos assuntos ligados à higiene e à instrução pública,
e de sua passagem por aquela Secretaria resulta o Congresso do Ensino, a
organização de novos grupos escolares, a criação do Jardim da Infância.

Redigia o grande órgão da imprensa paulista, "0 Estado de São Paulo'
, revivendo o espírito de Rangel Pestana, quando é convidado para a
Secretaria do Interior.

Reeleito deputado estadual, em 1896, é eleito, em 1900, deputado
federal pelo Estado de São Paulo, na Presidência de Campos Salles. Mais
tarde é reeleito deputado estadual em sucessivas legislaturas, para no
final, na escolha do sucessor de Rodrlgues Alves, retirar-se da política
a fim de dedicar-se à advocacia e à lavoura.

Nasceu Alfredo Pujol a 20 de março de 1865, na cidade de São João
Marcos, Estado do Rio ; era filho de Hyppolito Pujol e de D. Maria José
de Castro Pujol.

O Magistério Público deve-lhe uma soma valiosíssima de trabalhos,
que em retribuição encontrou no seio da população que serviu o
reconhecimento eterno, dando a uma de suas ruas seu nome ilustre.


MARIA HIGINA ALVARES DE ALMEIDA LIMA

Maria Higina Alvares de Almeida Lima foi Baronesa de Ibitinga, pelo
seu segundo casamento.