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Lya Wilhelm (foto) é descendente de alemães e
austríacos. Seus bisavós paternos vieram de Frankfurt e seus
avós maternos eram de Viena.
Foi alfabetizada em alemão e português no Colégio
Barão do Rio Branco, no ano de 1936.
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SERVIÇO
Para comemorar o Dia do Colono, desde 25 de julho, a equipe do
Arquivo Histórico abriu uma exposição em sua sede, na Rua 15 de
Novembro, 364, com alguns dos 13 documentos traduzidos. “Será
uma boa oportunidade para quem quiser conferir documentos
históricos e apreciar a importante tarefa desenvolvida pela
colaboradora Lya Wilhelm”, ressaltou a diretora, Mirian Ritzel.
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ATENÇÃO
Os documentos sobre os primeiros alemães que chegaram à Colônia
de Santo Ângelo estavam guardados há vários anos no Arquivo
Histórico Municipal, mas ninguém sabia sobre o que eles se
tratavam. “Foi aí que decidimos pedir ajuda à dona Lya Wilhelm,
aproveitando seus profundos conhecimentos da língua alemã”,
ressaltou Mirian.
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A museóloga Lya Wilhelm, de 80
anos, está concluindo a
tradução
de 13
documentos
escritos
pelos
primeiros
alemães
que
chegaram
em
Cachoeira
do
Sul
há 151
anos e ocuparam a
então
colônia
de
Santo
Ângelo,
onde
hoje estão os
municípios
de
Cerro
Branco,
Novo
Cabrais,
Paraíso do
Sul
e
Agudo. Os
documentos
foram
escritos
entre 8 de
janeiro
de 1886 e 16 de
junho de 1890.
Lya ressalta
que
a
tradução
está sendo reveladora: “Foi
possível
ver
que
ao
contrário
do
que
muitas
pessoas pensam, os
colonos
não
eram
leigos e
analfabetos,
dedicados
apenas a
cuidar
da
terra.
Eles
tinham
um
bom
nível
cultural, constatado
através das
construções
frasais
e
terminologia
empregadas
nestes
documentos.
Além dos
agricultores,
vieram
muitos
artesãos,
relojoeiros,
professores,
marceneiros,
carpinteiros
e
músicos.
Eles
foram
muito
importantes
para
o
desenvolvimento
econômico
e a
cultura
da
época”,
ressaltou.
De
acordo
com
a diretora do
Arquivo
Histórico
Municipal, Mirian Ritzel, o
conteúdo dos
manuscritos
refere-se
principalmente
a
obras
realizadas
ou
solicitadas à
Câmara
Municipal de
Cachoeira,
dando
conta
dos
nomes
dos
operários
envolvidos, dos
valores recebidos e dos
colonos
cumpridores e faltantes
com
os
compromissos
assumidos
perante as
autoridades
encarregadas da fiscalização e
administração
das
obras
.
DEDICAÇÃO
- Lya está
trabalhando na
tradução
desde
2005 e revela
que
a
tradução
dos
documentos
foi dificultada
pela
caligrafia
dos
redatores
e
pelo
freqüente
uso
do
alfabeto
gótico
ao
invés
do
latino.
“Esta
era uma
prática
comum
entre
os
alemães.
Em
alguns
casos
houve o
uso
concomitante
dos
dois
alfabetos”,
ressaltou. Lya
já
traduziu 10
documentos.
Agora
ela
trabalha
em
outros
três,
mas
relata
que
eles oferecem
dificuldades
maiores,
pois
foram
escritos
com
termos
técnicos
que
exigirão o
auxílio de
profissional
da
área
da
engenharia
para
a
tradução.
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IMPORTANTE
A tradução dos documentos está contando com a colaboração de
Vera Metz e da professora aposentada Iza Gressler, que remeteram
cópias das cartilhas de alemão gótico parecidas com as que elas
foram alfabetizadas no Colégio Barão do Rio Branco.
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Mirian Ritzel e Lya Wilhelm:
tradução de
13 documentos escritos pelos imigrantes |